Lucas Tenório?


Lucas Tenório nasceu em 1969, na cidade de Recife, em Pernambuco, o que em si já justifiica, em parte, seu envolvimento com a poesia. Terra de grandes como Manuel Bandeira (o predileto de Lucas, sem a menor dúvida), Carlos Pena Filho, João Cabral e tantos outros, Recife respira ar poético. Há poesia nos muros, nos ônibus, nos panfletos, nas escolas, na universidade, em tudo. 

Além disso, desde menino observava a vida de um ângulo lírico, no quintal, brincando com as irmãs, com gafanhotos e libélulas, observando e aprendendo que a beleza pode se esconder nos lugares e seres mais inesperados. Ou nas palavras, como ziguezigue, por exemplo. Não era, contudo, nenhum santinho: tinha um galo de briga e o colocava em rinhas. Espiava as pernas da empregada... 

Na adolescência entristeceu, como Peter Pan, que não queria crescer. Vendo isso, e como sempre preferiu os tristes e de coração profundo, a Poesia chegou-se a ele e lhe deu sonetos, a brincadeira de gente grande. Como todo poeta sabe, os sonetos viciam, e ele compôs muitos, até que passou a brincar-compôr também em versos soltos, livres. Mas ainda  faz sonetos belíssimos e prazerosos como um gole de café. 

Lucas tem poemas espalhados pela Net, em sites e revistas portugueses e brasileiros e, ainda, em coletâneas.

Seu verdadeiro nome é Carlos Galvão Neto, e ele diz que Lucas Tenório é seu pseudo-heterônimo, talvez querendo dizer que é Lucas o verdadeiro Carlos. É funcionário público, como o foram muitos poetas, e formado em Administração de Empresas. É divorciado e pai de Gabriela e Álvaro.  De si, diz apenas que:
 

"Sou alguém que gosta do que não sabe. E sabe do que não gosta. Portanto, gosta também do que sabe. E por isso, procura não saber o que sabe pra não deixar de gostar do que gosta, e poder gostar, um dia, do que não gosta. E sempre gostaria...Bom, brigo pouco, como muito, durmo pouco, falo muito, sinto muito, amo muito, vejo pouco, penso muito, calo pouco, danço pouco, canto muito, erro muito, vivo pouco, vivo muito, bebo muito, muito pouco. Mudo um pouco. E não muito".
 

O resto? O resto se descobre lendo seus poemas, como verá o leitor.
 

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