Amores
Quantas
Marílias, viste,
Cecília,
Por
teu longo século
Vinte?
E
quantos bordados
Desfeitos,
E
pontos e emaranhados
Perfeitos,
Como
juras de
Amor
disfarçado?
Quantos
ardores
Sentiste,
Cecília,
Como
as chamas
De
amores-perfeitos?
Mas
quanto ao Dirceu,
Satisfeito,
sentado
Em
seu rancho, amuado
Pela
brisa de seu
Ar
rarefeito?
Ah,
Cecilia, os amores
Vão-se
e vêm
Oxigenados
ao sabor
Das
singularidades.
Mas
se queres o amor
De
verdade,
Estuda-o
na renúncia
Dos
templos,
Algo
como a maior
Das
vaidades,
Essa
coisa que se
Diz
sentimento.