| História de Macuco | ||||||||||||||||||||||||||
| A história de Macuco está intimamente ligada a construção da linha férrea, que, em 1860, foi construída por Antônio Clemente Pinto, conhecido como Barão de Nova Friburgo, unindo suas fazendas cafeeiras Boa Sorte, Gavião e Laranjeiras, localizadas na região, conhecida como sertões do Macuco, de forma a facilitar o escoamento das grandes safras para o Rio de Janeiro. A ligação das três fazendas do Barão através dos trilhos chamou a atenção do cantagalense Bernardo Clemente Pinto que resolveu tomar para si a responsabilidade da construção de outro ramal férreo dividido em três seções: de Vila Nova a Cachoeiras; de Cachoeiras a Nova Friburgo e de Nova Friburgo a Cantagalo. E foi sob esse imenso veio de progresso que nasceu o povoado de Macuco. Levados pelo alto valor das terras da região, muitos cafeicultores fixaram fazendas nos limites à margem do Rio Macuco. |
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| O perímetro urbano, entretanto, começou a intensificar-se com a abertura do tráfego da Vila de Nova Friburgo a Macuco, em setembro de 1876, com a extensão de 70.000 metros. Em janeiro desse mesmo ano, foi ligado a essa linha tronco, na estação de Cordeiro, o ramal partindo da cidade, com 6.600 metros. O trem, em agosto de 1883, vinha de Niterói, passava por Cordeiro e ia ao ponto terminal em Macuco. A linha férrea trouxe novos horizontes para Macuco, iniciando-se um perímetro urbano nos limites dos terrenos que, na época, iam da Chácara de Francisco Bittencourt, margeando o Rio Macuco; passando pela Fazenda da Casa Branca pertencente a Gilberto Siqueira, Eduardo Teixeira e os herdeiros de Manoel Machado Botelho; seguindo até o lugar denominado de Barreira, onde partia em linha reta, até os fundos da igreja e descia ao ponto de início. A zona suburbana constituí-se da Fazenda da Glória, Casa Branca e Barreira. Em 1882, Macuco já era um povoado conhecido, tendo sido inclusive, o local escolhido pelo professor Manuel da Costa Araújo Barros para fundar o conhecido Colégio Barros, que mais tarde se transportou para a cidade de Cantagalo. Também a Estrada Tronco, construída no governo Ari Parreiras, deu um grande impulso ao Distrito, que passou a possuir um comércio, fábrica de bebidas e uma congelação (assim eram denominadas as usinas de laticínios). Nessa época, a exportação de produtos de São Sebastião do Alto e São Francisco de Paula é realizada pela estação terminal de Macuco. Em 1883, a força animal foi finalmente substituída pela locomotiva, sendo suprimidos os bondes de carreiras e manivelas por vagões. Assim, transformou-se em um trem misto porque à composição de cargas ia ligado a um carro de passageiros. As passagens gratuitas foram abolidas e instituíram-se taxas cobradas por cada passageiro. A linha férrea acabou promovendo o desenvolvimento econômico de todos os Distritos de Cantagalo, do qual Macuco fazia parte; e a região teve dias de fama, que começaram a declinar com a extinção da mão-de-obra escrava e com o violento surto de febre amarela que dizimou famílias inteiras, enquanto outras fugiram para regiões vizinhas. Em 10 de setembro de 1890, o Governador Francisco Portella, baixou o Decreto de criação do Distrito de Paz de Macuco, desmembrando de Santa Rita do Rio negro. Entretanto, pelo Decreto n.º 249 de 09 de maio de 1891 foi criado o município de Macuco, desmembrando do município de Cordeiro, tendo por sede a povoação de mesmo nome, elevada a categoria de Vila, com o nome oficial de Vila Macuco. Em 08 de maio de 1892, no entanto, o Decreto n.º 01 suprimiu os municípios de Macuco, Cordeiro e outros 12 municípios, por determinação contida no artigo 16 das Disposições Transitórias da Constituição de 1890 do Estado do Rio de Janeiro. Após a queda da cultura de café o que se viu foi a chegada de uma nova era para Macuco: a produção leiteira. Em 1933, os produtores de leite da região já vendiam para Niterói e Rio de Janeiro sua produção transportada em latas quadradas de um metro de largura por meio metro de altura. O precursor foi o português Joaquim de Morais Cordeiro, proprietário da Fazenda Glória. Ele remetia o leite através da estrada de ferro diretamente para a Leiteria Cordeiro, em Niterói, da qual era dono. Seu pioneirismo se deu anos depois, quando os produtores de leite de Macuco se uniram para criar, o que é hoje a conhecida Cooperativa Regional Agropecuária de Macuco. Em 31 de dezembro de 1943, pelo artigo 5º do Decreto - Lei n.º 1055, foi criado o atual município de Cordeiro, formado pelos Distritos de Cordeiro e Macuco, ambos integralmente desmembrados do município de Cantagalo. Finalmente em 28 de dezembro de 1995, em ato histórico e solene realizado no Palácio do Ingá, em Niterói, o Governador Marcello Alencar sancionou a lei n.º 2497, criando o município de Macuco, que abriga em seu território as maiores jazidas de calcário. |
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