
A P�GINA DOS GA�CHOS!
UM TRIBUTO FARROUPILHA
H� motivos para que fatores gerais traduzam tend�ncias, as quais devem, no m�nimo, corresponder aos interesses e anseios comuns, que se imponham historicamente, expressando necessidades coletivos, que afirmem realidades.
Os antigos fil�sofos gregos j� diziam: �as grandes revolu��es s�o pautadas por uma ideologia fundamental, que � a alma ou o motor da causa em quest�o�.
O ideologismo Farroupilha, manifestado no Movimento de 1835, foi pautado nas id�ias liberais do Iluminismo, que forjaram a Independ�ncia dos Estados Unidos e principalmente a Revolu��o Francesa, em 1789, assim como a Declara��o dos Direitos Humanos. Tais id�ias difundiram-se em todo o mundo entre os s�culos XVIII e XIX.
Na prov�ncia de S�o Pedro, o pensamento pol�tico dos ga�chos absorveu as id�ias liberais-democratizantes, bradando contra um Brasil Imperial Absolutista, n�o mais admitindo a total centraliza��o do Poder nas m�os de um Imperador.
Dentre as lutas deflagradas pelos nossos antepassados, existe uma, que foi a mais longa delas, sendo preconizada pelo Partido Farroupilha: a Revolu��o Farroupilha. Durante dez anos, homens percorrendo as coxilhas, lutaram pelos ideais de liberdade e autonomia pol�tica e econ�mica, mulheres determinadas foram as verdadeiras guardi�s dos anseios farroupilha. Todos unidos, em prol de um ideal, nos legaram o orgulho de lutar com amor e dedica��o pelo bem comum.
A Revolu��o Farroupilha � o exemplo tra�ado no panorama hist�rico rio-grandense e brasileiro. � o marco de incontest�vel import�ncia pelo seu significado, pela sua ess�ncia, pelo seu ideal e conscientiza��o. Foram dez anos de luta, que n�o refletem apenas um aspecto ou um simples registro de nossa hist�ria, mas forjam ainda hoje, caracter�sticas peculiares do nosso pago e da nossa gente.
Os Farroupilhas, ou seja, os Liberais Exaltados, deixavam evidenciar, a cada momento, as influ�ncias liberais, frente ao desgaste do Rio Grande do Sul, motivado pelas altas taxas de impostos sobre os produtos pecu�rios, com o abandono da obras p�blicas, com a educa��o no mais total esquecimento, com a falta de oportunidades aos nossos militares, verdadeiros guardi�es da defesa nacional, que n�o conseguiam fazer cursos de aperfei�oamento e tinham constantemente seus soldos atrasados, muito embora fossem sempre os primeiros a levantar as armas, e os �ltimos a solt�-las na defesa da integridade territorial brasileira. Pesava tamb�m o descaso com que os nossos pol�ticos eram tratados, ao reivindicarem os direitos dos cidad�o rio-grandenses.
O estado de inconformismo em que estavam os ga�chos com a maneira autocr�tica de governar da Reg�ncia do Imp�rio � manifestada no jornal �O Povo�, com afirma��es tais como:
� Quando um povo se insurge contra a prepot�ncia, n�o h� for�a humana que o resista�.
� Desaparecer� o Imp�rio e a Rep�blica salvar� a Na��o�.
� Preconizai a Rep�blica! Inspirai o povo que tanto dizeis amar �s doutrinas democr�ticas, que v�o invadindo o mundo e deixai sumir o Imp�rio. Um poder n�o � leg�timo se n�o re�ne o voto de todos�.
O lema liberal franc�s �Liberdade... Igualdade.... Fraternidade.... inspirou o pensamento pol�tico ga�cho de 1835. Os Farroupilhas, vibrantes de idealismo, incorporaram as id�ias liberais-democr�ticas, expressas na Bandeira do nosso Estado, atrav�s das palavras-lema de �Liberdade, Igualdade e Humanidade�. Inteligentemente, os Farroupilhas souberam aprofundar as id�ias do liberalismo, substituindo a palavra �Igualdade� por �Humanidade�, um substantivo com significado bem mais abrangente, traduzindo id�ias de respeito e aceita��o m�tua.
A agita��o das dissens�es pol�ticas entre os militantes liberais moderados (Chimangos), os liberais exaltados (Farroupilhas) e os restauradores (Caramurus), insurgidas no Brasil Imp�rio, no per�odo Regencial, foi bem mais acentuada na Prov�ncia do Rio Grande de S�o Pedro. Aqui, o ideal federativo demonstrava estar definitivamente firmado, pois desejavam ardentemente fazer do Brasil uma Rep�blica Federativa, muito embora o Brasil e os brasileiros tamb�m desejassem maior autonomia contra a excessiva centraliza��o do Poder Absolutista do Imp�rio.
Fonte:www.mtg.org.br
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