
A P�GINA DOS GA�CHOS!
REVOLU��O FARROUPILHA
A Revolu��o Farroupilha foi um movimento essencialmente reivindicat�rio. O Rio Grande vinha desde muito abandonado e dilapidado pelo Poder Central, causando o fechamento de ind�strias e do com�rcio, motivado pelos altos impostos cobrados sobre os produtos do Rio Grande do Sul. Como se n�o bastasse �o quinto� (o imposto cobrado pelo imp�rio), em 1821, o Imp�rio portugu�s decretou nova lei em 26 de abril, autorizando a cobran�a do �d�zimo�, imposto sobre os produtos que o Rio Grande do Sul exportava: o charque, o couro, o sebo, a erva-mate, a graxa, o trigo e outros, o que veio a causar o aumento nos pre�os dos mesmo, dificultando ainda mais a comercializa��o. Enquanto tudo acontecia, o Poder Central facilitava a importa��o dos produtos de Buenos Aires e Montevid�u, que eram os mesmos produzidos no Rio Grande do Sul.
O Rio Grande foi a verdadeira � estalagem do Imp�rio�, tornando-nos a mais aut�ntica �prov�ncia m�rtir� do Brasil. Para tudo e por todos os motivos, recorria-se aos ga�chos, quer seja para aumentar impostos, quer seja para engordar a arrecada��o, quer para recrutamento de soldados, quer para o aboletamento, ou seja, aquartelamento, especialmente das For�as Armadas.
Os rio-grandenses eram os verdadeiros � pau para toda a obra�, viviam de armas �s costas, espadas na m�o e p�s no estribo, em defesa da P�tria brasileira aos ataques dos estrangeiros. Ao primeiro grito de alarme do Brasil, l� estava o ga�cho, como primeira sentinela. Esta sociedade de alt�ssimo esp�rito c�vico, t�o abandonada, t�o esquecida nos investimentos do Poder Central, era quem dava o primeiro sinal de rebate, a primeira carga em defesa dos lugares que mais corriam perigo, tomando sobre si, as maiores responsabilidades da guerra, sempre de �nimo calmo e sereno, era tamb�m a �ltima a depor a espada, a descan��-la nos seus ranchos ao p� da cama; sempre alerta na retomada ao primeiro acorde de receio da P�tria M�e. O ga�cho abandonou sua fam�lia, seus afazeres em prol da defesa do Brasil.
Os farroupilhas pretendiam uma federa��o, como uma �nica forma de atender aos anseios sociais, atingindo sobre maneira, as diversifica��es econ�micas regionais. Assim, cada unidade da federa��o elegeria seu presidente, elaboraria suas pr�prias leis, administraria o controle da arrecada��o dos impostos do seu pr�prio munic�pio, n�o permitindo a viagem at� o Governo Central, o uso no socorro a outras prov�ncias e, at� mesmo a atender caprichos da Corte Real. Queriam eles a autonomia municipal, concedendo �s suas c�maras o pleno direito de legislar suas leis e administrar seus recursos em benef�cio da comunidade contribuinte. Por isso, podemos afirmar, que a Revolu��o Farroupilha foi um movimento liberal, que pretendia a liberdade garantida pelas leis, a federa��o com a autonomia de cada prov�ncia e de cada munic�pio, al�m do controle do poder do estado pelos representantes do povo.
Os farroupilhas ecoavam as divisas � Liberdade, Igualdade e Humanidade�, mesmo sabendo que a igualdade individual � uma quimera, pois as pessoas s�o diferentes, mas o grande e primordial alvo da quest�o era a �humanidade�, o respeito de todos para com todos, a igualdade perante as leis, as quais deveriam acordar com os costumes do povo e a liberdade atingida com a garantia, respeito �s propriedades e � dignidade do povo.
A Revolu��o Farroupilha faz parte do ciclo dos movimentos liberais, que abalaram o Imp�rio, no Per�odo Regencial e que explodiram dissens�es pol�ticas entre moderados, que eram os chimangos, os liberais exaltados, ditos Farroupilhas, partido fundado, em Porto Alegre, em 1832, por Luiz Jos� dos Reis Alpoim e os restauradores, chamados Caramurus.
Fonte:www.mtg.org.br
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