
A P�GINA DOS GA�CHOS!
EPOP�IA FARRAPA
A Revolu��o Farroupilha � o epis�dio rio-grandense mais estudado, mais discutido, mais avaliado, especialmente pelos tradicionalistas e foi, atrav�s dela, que a historia do nosso Estado tem sua inser��o mais clara na historiografia do Brasil. Ela nasceu nitidamente pol�tica e definiu-se pela luta dos poderes, ou seja, a supremacia de um poder sobre o outro.
No final do s�culo XVIII e come�o do s�culo XIX, os antigos regimes totalit�rios come�aram a ruir, no confronto com o liberalismo, em v�rias partes do mundo, pois este n�o reconhecia a origem "divina e suprema do Monarca", pois considerava-o um "governante" e como tal "um empregado p�blico", podendo ser dispensado, quando n�o estivesse prestando bons servi�os. Na doutrina liberal, as Leis e a Constitui��o deveriam estar em conson�ncia com os costumes e tradi��es, garantindo a liberdade, exigindo o respeito de todos, principalmente dos governantes. A Federa��o garantia a autonomia provincial, com elei��es dos seus governantes e com impostos recolhidos permanecendo no local de origem.
O processo da independ�ncia do Brasil foi desencadeado pelo liberalismo, mas sofreu a interfer�ncia de D. Pedro I, que deu continuidade ao estado totalit�rio, igual ao Sistema Colonial do Brasil.
As id�ias mais influentes foram a "Declara��o dos Direitos Humanos" de Filad�lfia, em 1776 e a Revolu��o Francesa, de 1789, que delineavam as f�rmulas democr�ticas e liberais de maneira pouco clara.
Ap�s a abdi��o de D. Pedro I, o Brasil entrou "na onda do liberalismo", agitando o Imp�rio, no per�odo Regencial. Nesta �poca, as prov�ncias do Cear� (1831/32), Pernambuco (1831/35), Minas (1833/35), Gr�o-Par� (1835/40), Bahia (1837/38), Maranh�o (1838/41) e o Rio Grande do Sul (1835/45)rebelaram-se com a excessiva centraliza��o do poder, pois ansiavam por autonomia.
Por isso, podemos afirmar que a Revolu��o Farroupilha faz parte dos movimentos "liberais", que eclodiram dissens�es, desaven�as e desconfian�as m�tuas entre os pol�ticos do Brasil Imp�rio, no per�odo Regencial.
Tr�s partidos pol�ticos surgiram no cen�rio nacional:
Os Restauradores: dirigidos pelos Andradas, debatiam-se pela volta de D. Pedro I;
Os Conservadores: grandes defensores do Imp�rio;
Os Liberais: divididos em dois grupos: exaltados, com tend�ncias republicanas e os moderados, que defendiam a monarquia constitucional.
A Prov�ncia de S�o Pedro viveu intensamente a inquieta��o reinante em todo o Imp�rio, com disc�rdias e rixas violentas entre as correntes partid�rias.
A imprensa promovia campanha liberal, com conota��es republicana e federalista. O "7 de abril de 1831" foi festejad�ssimo em Porto Alegre, pois representou a ren�ncia de D. Pedro I.
Nos investimentos, o Rio Grande era sempre discriminado pelo Imp�rio. A seq��ncia de guerras, culminando com a Guerra da Cisplatina, deixou as est�ncias e charqueadas produzindo pouco, com seus rebanhos esgotados. O Imp�rio n�o pagava as indeniza��es da guerra. Como se n�o bastasse "o quinto", imposto j� cobrado, em 16 de abril de 1821, o Pr�ncipe Regente D. Pedro de Bragan�a assinou nova lei cobrando "o dizimo", sobre os produtos, que a prov�ncia exportava:charque, couro, erva-mate, sebo, graxa, trigo... Tal imposto aumentou ainda mais os pre�os, dificultando a exporta��o, causando o fechamento de ind�strias e com�rcio.
As correspond�ncias enviadas � Corte repetiam constantemente as mesmas coisas: "o Rio Grande est� abandonado, est� sendo dilapidando pela Corte. Aqui, o Governo Central n�o investe, pois n�o temos escolas p�blicas, n�o temos estradas e nem pontes em condi��es de transitar".
Mesmo com seu continuado sacrif�cio nas guerras de fronteira, motivando a sangria na popula��o ga�cha masculina, sendo dizimada pelas guerras, enlutando as fam�lias, o Rio Grande do Sul n�o mereceu qualquer aten��o ou reconhecimento por parte do Imp�rio. A riqueza, que o caf� acumulava na Corte, n�o ajudou o Poder Central a pagar sua d�vida com os ga�chos. O descontentamento era geral.
A Revolu��o Farroupilha foi um movimento reivindicat�rio, liderado por pol�ticos, militares e estancieiros, que se iniciou nos bastidores do Parlamento, cresceu, tomou forma e desencadeou-se no plen�rio da Assembl�ia. Foi o desentendimento, a viol�ncia e o choque entre os poderes Executivo e Legislativo.
A Revolu��o Farroupilha aconteceu de 1835 a 1845, ocasi�o em que Legalistas e Farroupilhas lutaram em defesa do Rio Grande. Os participantes da Revolu��o Farroupilha, os revoltosos pertenciam ao partido dos LIBERAIS EXALTADOS, que integraram o PARTIDO FARROUPILHA, fundado por Luis Jos� dos Reis Alpoim, em 1832 e defendiam o regime republicano para o Brasil.
A Revolu��o Farroupilha foi chefiada por Bento Gon�alves da Silva.
Devemos considerar revolu��o, o movimento pol�tico-militar desencadeado de 20 de setembro de 1835 at� 11 de setembro de 1836, por caracterizar a revolta de uma prov�ncia contra o Poder do qual fazia parte. A partir da Proclama��o da Rep�blica Rio-Grandense, passamos a ter uma luta entre duas pot�ncias pol�ticas independentes e soberanas: Rep�blica & Imp�rio.
A Revolu��o Farroupilha eclodiu na madrugada de 20 de setembro de 1835, ocasi�o em que Gomes Jardim e Onofre Pires lideraram a invas�o de Porto Alegre, atrav�s do combate da Ponte da Azenha, vindos de Pedras Brancas, atual Gua�ba, provocando a fuga do ent�o Presidente da Prov�ncia Ant�nio Fernandes Braga para Rio Grande, dando maiores condi��es aos farroupilhas de entrarem triunfalmente em Porto Alegre.
Bento Gon�alves da Silva estava em Pedras Brancas, de onde dirigia todo a movimenta��o de tomada de Porto Alegre.
A partir desta data, in�meros foram os confrontos, os combates que aconteceram e que, durante dez anos, o solo rio-grandense bebeu o sangue her�ico de seus filhos.
Em sua primeira fase, de setembro de 1835 a setembro de 1836, o movimento farroupilha n�o foi separatista. Os principais fatos, que marcaram esse per�odo foram:
A tomada de Porto Alegre pelos farroupilhas, com o Combate da Ponte da Azenha ( de 20 de setembro/35 a 14 de junho/ 36;
A deposi��o do governador da Prov�ncia, Dr. Ant�nio Fernandes Braga, que foi substitu�do por Jos� de Ara�jo Ribeiro;
Ocupa��o de Piratini, Rio Pardo, Rio Grande;
O fracasso de Ros�rio;
Tentativa de recapitular Porto Alegre;
Combate de Mostardas, S�o Gon�alo, Itapu�;
O fortalecimento dos farroupilhas nas cidades de Ca�apava, Cachoeira e Piratini;
A defini��o de Rio Grande, Pelotas e S�o Jos� do Norte como anti-farroupilhas;
em 15 de junho de 1836, Ant�nio Marques de Souza reconquistou Porto Alegre para os imperiais. Por esse motivo, mais tarde Ant�nio Marques de Souza recebeu o t�tulo nobili�rquico de Conde de Porto Alegre e a cidade recebeu o t�tulo de "Mui Leal e Valorosa Porto Alegre";
a centraliza��o dos farroupilhas em Piratini.
A partir de 1836 at� mar�o de 1845, durante a chamada segunda fase, o movimento tornou-se separatista. Os farroupilhas transformaram o Rio Grande numa na��o independente.
Em 10 de setembro de 1836, aconteceu o Combate de Seival, o mais importante da epop�ia, entre as for�as do farroupilha Antonio de Souza Neto e as do Coronel legalista Jo�o da Silva Tavares, que � derrotado. No dia seguinte, Neto marchou para o Campo dos Menezes, onde proclamou a Independ�ncia do Rio Grande, sob a forma de Rep�blica, com o nome de Rep�blica Rio-Grandense, no dia 11 de setembro de 1836, dando fim a Revolu��o Farroupilha.
No dia seguinte, 12 de setembro de 1836, foi solenemente lavrada a ata da proclama��o da Rep�blica Rio-grandense, assinada por Neto, dando in�cio a Guerra dos Farrapos.
O feito her�ico da proclama��o Rep�blica Rio-Grandense n�o era o ideal de todos os farrapos. Feita da forma como se fez, no calor do entusiasmo de uma vit�ria, deve ser vista apenas como circunstancial.
Mas h� duas grandes raz�es, que devem ser lembradas: os farroupilhas, que eram notoriamente republicanos sonhavam acabar com a monarquia brasileira e tornar o Brasil uma grande Confedera��o Republicana. Acreditavam eles, que a Proclama��o da Rep�blica Rio-Grandense causaria um grande susto � Coroa de um Imperador-menino e ao poder do Regente, que n�o dispunha de simpatias na Assembl�ia Nacional da Corte, a ponto de for�ar uma paz honrosa.
A fac��o republicana dos farroupilha, que n�o era majorit�ria, se imp�s �s demais diante do fato consumado.
A C�mara Municipal de Jaguar�o elegeu Bento Gon�alves da Silva, Presidente da Rep�blica Rio-Grandense, mesmo estando preso, para ser "chefe e protetor da rep�blica e liberdade rio-grandense", com o prop�sito de convocar uma assembl�ia constituinte, com a maior brevidade e urg�ncia, para que, depois o Presidente entregasse, o quanto antes os poderes discriminat�rios, que lhe tinham outorgado. escolhido pelos moderados e exaltados, em 20 de setembro de 1836.
Bento Gon�alves da Silva, n�o conseguiu discutir tal fato, porque, ao dirigir-se ao encontro de Souza Neto, acampou na ilha do Fanfa, sobre o rio Jacu�, onde foi aprisionado, em 4 de outubro de 1836, por Bento Manuel Ribeiro, num golpe, juntamente com Onofre Pires, Pedro Botic�rio, Corte Real e Livio Zambecari, constituindo-se num grande desastre.
Em novembro de 1836, a C�mara Municipal de Piratini passa a ter o papel de Constituinte e no dia 5, re�ne-se sobre a presid�ncia de Vicente Lucas de Oliveira, decidindo:
1 � que se estabelecesse a independ�ncia da prov�ncia, sob a forma republicana;
2 � que a nova na��o teria de "ligar-se pelos la�os da federa��o �quelas prov�ncias do Brasil, que adotassem o mesmo sistema de governo".
3 � que se procedesse, no dia seguinte, a elei��o para presidente da Rep�blica.
Os farroupilhas organizaram em Piratini, pela primeira vez no Brasil, uma rep�blica independente, que funcionou com Presidente eleito, vice-presidentes, seis minist�rios, �rg�os p�blicas, Ex�rcito e corpo policial, de 1836 a 1845.
Reunidos em Piratini, os farroupilhas organizaram a Rep�blica Rio-Grandense, sob a orienta��o de Domingos Jos� de Almeida. Foram criados os tr�s Poderes: Executivo, Legislativo e Judici�rio.
Em novembro de 1836, a C�mara Municipal de Piratini oficializou a Rep�blica Rio-Grandense e foi escolhida para sede da Rep�blica Rio-Grandense. No mesmo ato, convidou as outras prov�ncias do Imp�rio a participarem da nova Rep�blica, em regime federativo.Tamb�m elegeu o substituto de Bento Gon�alves da Silva, que foi Jos� Gomes de Vasconcelos Jardim e os quatro Vice-presidentes, que, na ordem, foram:
1� - Vice-Presidente - Ant�nio Paulino da Fontoura,
2 � - Vice-presidente - Jos� Mariano de Matos,
3 � - Vice � Presidente - Domingos Jos� de Almeida,
4 � - Vice � Presidente - In�cio Jos� de Oliveira Guimar�es.
Presidente � Bento Gon�alves da Silva.
Bento estava preso e a Rep�blica precisava de um homem, que assumisse logo a presid�ncia,por isso, foi necess�rio proceder-se uma nova elei��o, recaindo a escolha em Jos� Gomes de Vasconcelos Jardim. Imediatamente, Gomes Jardim procedeu o juramento dos magistrados eleitos e organizou o primeiro Minist�rio da Rep�blica Rio Grandense, tendo sido nomeados como Ministros:
Domingos Jos� de Almeida - Ministro do Interior e Fazenda,
Jos� Pinheiro de Ulhoa Cintra � Ministro da Justi�a e dos Estrangeiros,
Jos� Mariano de Matos � Ministro da Guerra e da Marinha.
Estas pastas foram ocupadas por diversas personalidades de destaque pol�tico, durante o per�odo da Rep�blica.
Domingos Jos� de Almeida foi a figura de estadista, Mariano de Matos foi o homem dos decretos; Jos� da Silva Brand�o organizou o ex�rcito; Vicente Lucas de Oliveira tratou das pens�es e dos matrim�nios.
As fun��es ministeriais foram regularizadas na Constitui��o da Rep�blica, nos artigos 113 e 118.
A Rep�blica Rio-grandense elevou seis cabos-de-guerra a gradua��o de "Generais da Rep�blica".
Jo�o Manuel de Lima e Silva: pelo Decreto de 10 de dezembro de 1836 foi o primeiro General nomeado da Rep�blica Rio-Grandense,
Bento Gon�alves da Silva: promovido em 12 de dezembro de 1836,
Ant�nio de Souza Neto,
Bento Manuel Ribeiro
David Canabarro,
Jo�o Ant�nio da Silveira.
O General Jo�o Manoel de Lima e Silva foi nomeado, pelo governo Farroupilha, Comandante das Armas, ou seja, chefe militar da Rep�blica Rio-Grandense. Ele dividiu o Ex�rcito em quatro brigadas, sob o comande de:
Ant�nio de Souza Neto,
Jo�o Ant�nio da Silveira,
Jos� Mariano de Matos,
Domingos Cresc�ncio de Carvalho
A Rep�blica Rio-Grandense considerou a Religi�o Cat�lica como oficial, sendo o Padre Francisco das Chagas Martins �vila, o irm�o de David Canabarro, como Vig�rio Apost�lico e como idioma oficial a L�ngua Portuguesa.
Por motivos circunstanciais, a Rep�blica Rio-Grandense teve oficialmente tr�s capitais: Piratini, Ca�apava e Alegrete.
As principais realiza��es da Rep�blica Rio-Grandense foram:
Ado��o de uma Constitui��o
Cria��o da Marinha de Guerra
Cria��o do Servi�o de Corso(correio)
Ado��o de lei eleitoral
Cria��o dos tr�s poderes: Executivo, Legislativo e Judici�rio
Em 29 de junho de 1839, David Canabarro proclamou a Rep�blica Juliana, em Juliana( Laguna), Santa Catarina. Nesta ocasi�o.
Criou a Reserva Ind�gena, que ficou conhecida como "Reserva Piloto" localizada entre os rios Ibicu� e Toropi, proximidades de Santa Maria. A �rea ficou aos cuidados de Bento Manuel Ribeiro.
Eleva��o de Viam�o � categoria de Vila, com o nome de "Setembrina de Viam�o"
Cria��o de um porto, pr�ximo � capital da Rep�blica(Alegrete), localizado na atual Uruguaiana, desmembrando-se de Alegrete, por isso � conhecida por "Filha dos Farrapos".
Os S�mbolos da Rep�blica Rio-grandense foram:
Bandeira: criada em 6 de novembro de 1836, historicamente aparece, pela 1� vez, em Piratini, para um TE DEUM, no cortejo solene em dire��o � igreja, ap�s a elei��o do Presidente da Rep�blica, o ent�o Cel. Bento Gon�alves da Silva, que se achava ausente, sendo a mesma carregada por Joaquim Teixeira da Silva. Muitos historiadores atribuem a autoria da Bandeira a Bernardo Pires, outros dizem, que o seu planejamento deve-se a Jos� Mariano de Matos e o desenho a Bernardo Pires.
A mesma foi adotada oficialmente pelo Decreto de 12 de novembro de 1836, que a denominou "Escudo de Armas", (este foi o primeiro Decreto da Rep�blica Rio-Grandense) conforme modelo abaixo:
Hino - Os farroupilhas entusiasmados em externar seu civismo, ap�s o c�lebre combate de Rio Pardo, em 30 de abril de 1838, quando j� decorriam dois anos da Proclama��o da Rep�blica Rio-Grandense, criaram o S�mbolo sonoro da Rep�blica Rio-Grandense. Nesse combate � aprisionada a Banda de M�sica Imperial, com o seu maestro, o m�sico Joaquim Jos� de Mendanha, que, ent�o, � incumbido de compor uma melodia para ser adotada, como hino, pelos farrapos.
Contam alguns historiadores, que a primeira execu��o do Hino Republicano teria sido levada a efeito na data de 05 de maio de 1838.
A letra do Hino Rio-Grandense mais cantada pelos farroupilhas foi aquela publicada pelo jornal "O Povo", em seu n�mero 63, de 04 de maio de 1838.
Outras letras do Hino dos Farrapos apareceram, seguida de varia��es da letra, dentre as quais, a de Francisco Pinto da Fontoura, que passou a usufruir de grande popularidade, tendo, durante a propaganda republicana brasileira, sido adotada como letra do hino composto por Mendanha, pelo Instituto Hist�rico e Geogr�fico do Rio Grande do Sul, em 1934, v�speras da comemora��o do Centen�rio da Revolu��o Farroupilha.
O Len�o Republicano ou Len�o de Bernardo Pires
1842
O Painel do Padre Hildebrando
(1842)
A Rep�blica Rio-Grandense teve seus �rg�os de imprensa oficiais, que foram:
O Povo (1838 a 1839) em Piratini e Ca�apava, foi o de mais longa dura��o.
O Americano (1842) em Alegrete, publicou a lista dos cidad�os rio-grandenses, que obtiveram a maioria dos votos, para a Assembl�ia Constituinte da Rep�blica, na edi��o do dia 5 de outubro de 1842, e a instala��o da mesma.
Estrela do Sul (1843) em Alegrete.
A elei��o dos Deputados aconteceu em Alegrete, em 1� de setembro de 1842. O Deputado mais votado foi o Padre Francisco Martins D��vila e Souza.
A Assembl�ia Constituinte da Rep�blica, ap�s os maiores sacrif�cios de ordem pol�tica, acentuados pelos recuos e avan�os militares, re�ne-se, em sess�o preparat�ria, a 29 de novembro de 1842, em Alegrete, capital da Rep�blica Rio-Grandense.
O projeto da Constitui��o da Rep�blica Rio-grandense, que se compunha por dez t�tulos, foi apresentado, na sala das sess�es da Assembl�ia, em 8 de fevereiro de 1843( em Alegrete), pela comiss�o que a redigiu, composta por Ulhoa Cintra, S� Brito, Jos� Mariano de Matos, Serafim dos Anjos Fran�a e Domingos de Almeida.
Em agosto de 1843, quando se tratavam das primeiras negocia��es de paz, Gomes Jardim era o Presidente, pois Bento Gon�alves da Silva renunciara e David Canabarro era o comandante o Ex�rcito Farroupilha.
O emiss�rio Ant�nio Vicente da Fontoura seguiu para o Rio de Janeiro, para negociar a paz entre a Rep�blica e o Imp�rio, por isso foi considerado o "Embaixador da Paz".
Aos 25 dias do m�s de fevereiro, no acampamento da Carolina, em Ponche Verde, fazendo David Canabarro "reunir em plena Assembl�ia os oficiais residentes no mesmo acampamento, desde tenente at� generais, para livre espontaneamente darem seus votos com respeito � paz, que o governo, sob o Conselho dos demais chefes da Rep�blica havia entabulado com o governo Imperial, mandou o mesmo Cidad�o General proceder a leitura dos documentos..."
Lavrou-se uma ata, tendo sido unanimemente aprovada a proposta de aceita��o de paz.
Ap�s quase dez anos de luta, chegou ao fim a Revolu��o Farroupilha, pois em 28 de fevereiro de 1845, David Canabarro assinou o Tratado de Paz, como comandante do Ex�rcito Farroupilha e Duque de Caxias, pelo Imp�rio do Brasil.
REFER�NCIAS BIBLIOGR�FICAS:
FORES, Moacyr � Revolu��o dos Farrapos
------------------------ - Modelo Pol�tico dos Farrapos
LAYTANO, Dante- Hist�ria da Rep�blica Rio-Grandense
SPALDING, Walter � A Revolu��o Farroupilha
FAGUNDES, Morivalde Calvet � Hist�ria da Revolu��o Farroupilha
RODRIGUES, Alberto da Rosa � Hist�ria dos S�mbolos Rio-Grandenses
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