A P�GINA DOS GA�CHOS!


ARTE E ARTESANATO

Alguns folcloristas brasileiros agrupam, sob o t�tulo de Artes populares todas as t�cnicas tradicionais empregadas pelo povo. Desse modo, incluem, nessa �rea, tanto a constru��o de um rancho de torr�o, ou de um barco, como o trabalho de uma tecel� ou de um ceramistas, etc... Outros atores classificam as manifesta��es art�sticas do povo como artesanato. Rossini Tavares de Lima e Renato Almeida fazem uma distin��o entre artesanato e arte popular. Diz Rossini (1976): � N�o � poss�vel incluirmos na categoria de artesanato as pinturas de bandeiras de Santos, os ex-votos na forma de esculturas de cabe�as , as xilograduras dos folhetos de literatura de cordel, os desenhos coloridos das carrocerias de caminh�o e os exemplares de cer�mica figurativa que existem por todo Brasil. Nesses exemplares muito diferente dos produtos de artesanato, observa-se o predom�nio de elementos decorativos na defini��o de uma express�o est�tica. Os homens que desenvolveram as atividades referidas n�o podem e n�o devem ser situadas no mesmo plano de um paneleiro , cesteiro ou um fazedor de pil�es. Existe nessas atividades, a procura de alguma coisa diferente, que n�o inclui somente no imediatismo utilit�rio, se bem que as formas de arte popular posam se encontrar associados, muitas vezes, num objeto utilit�rio, produto do artesanato�. Renato ap�ia-se na opini�o de Paul S�billot que considera como � arte folcl�rica aquela que n�o resulta de qualquer ensinamento especial, mas de uma tradi��o ou na necessidade de exprimir- por sinais- id�ias ou coisas vistas cuja recorda��o pode ser agrad�vel ou �til�. (1972). A arte folcl�rica vem sendo praticada pelos mais diversos grupos humanos em diferentes �pocas da hist�ria. No entender de Cec�lia Meirelles (1968), ela � resume os grandes trabalhos humanos� e � manifesta a sensibilidade geral dos que a praticam, por uma sele��o de motivos que s�o uma esp�cie de linguagem cifrada�. Como todo fato folcl�rico, a arte popular � de cria��o espont�nea e pode sofrer os fen�menos da evolu��o e da extin��o.Como diz Ana Augusta Rodrigues, a arte popular � � feita pelo povo�, produto de sua imagina��o e � a express�o do grupo a que pertence. Segundo E. O. Christien (1965), a arte folcl�rica, � limitada a uma regi�o particular, move-se dentro de uma linha estreita e, geralmente, perp�tua desenhos heredit�rios: a originalidade ou imagina��o constituem uma exce��o�. Dessa afirmativa, conclui-se que toda uma �rea possa se revelar por estilos art�sticos definidos. As produ��es de arte espont�nea ligam-se, tamb�m, aos materiais dispon�veis na �rea em que vive o artista folcl�rico. Segundo Rossini T. Lima (1976), o � artista folcl�rico n�o tem consci�ncia de que produz arte e � s� inclu�do na categoria de artistas pelos folcloristas que encontraram, no objeto de sua cria��o a predomin�ncia de motivos est�ticos�. Opina ainda, o autor que a � arte folcl�rica, como toda a manifesta��o de arte, explica-se no car�ter pessoalismo de cada exemplar, revelador de uma cultura regional espont�nea aliada � criatividade do autor�. Renato Almeida, considera como arte popular: cer�mica, escultura e pintura�. V�rias defini��es foram propostas por folcloristas brasileiros para diferenciar arte e artesanato. Para Saul Martins (1974), o � debate a respeito da diferen�a entre arte popular e artesanato parece-nos sem import�ncia, seja porque todo artista come�ou como artes�o. Se este evoluiu para a cria��o de pe�as bem acabadas, naturalmente vira artista�. O mesmo autor nos indica as caracter�sticas do artesanato:
1) manual- o contato � direto entre o artes�o e o material empregado, sem se considerar, naturalmente, pequenas interven��es de ferramentas ou aparelhos simples.
2) os objetos resultam de elabora��o intelectual, embora sem requinte, feitos segundo os padr�es tradicionais, mas nunca em molde ou forma, nem mesmo em s�rie.
3) aqui se realizam formas, que podem ser apreci�veis ou suscet�veis de s�-lo, e n�o simples produtos.
4) emprega-se material dispon�vel, gratuito ou extra�do no lugar ou retalhos, sobra aproveit�vel.
5) dom�stico ou caseiro, conta com a participa��o da fam�lia.
6) o artes�o n�o conhece a divis�o do trabalho, n�o se organiza para a produ��o, sozinho executa todas as parcelas necess�rias � transforma��o.
Saul Martins (1974) observa, ainda, que o � tipo ou modalidade de artesanato resulta de fatores ecol�gicos, isto � das rela��es entre o homem e o meio. Adapta-se �s condi��es locais, ao estilo de vida, �s exig�ncias da freguesia, aos recursos naturais, � ocasi�o. Sendo o artesanato uma manifesta��o da vida comunit�ria, o artes�o faz objetos padronizados, o que empresta � sua arte um car�ter regional e tradicional�. Para R. T. de Lima (1974), a express�o artesanato se d� a coisas que s�o feitas, no todo, por uma pessoa ou, no m�ximo, por pequenos grupos de pessoas. O artesanato possui caracter�sticas dom�sticas e , no geral, � valorizado pelo cunho pessoal de que se revestem seus produtos, elaborados � m�o ou com aux�lio de rudimentares instrumentos de trabalho, estes muitas vezes, confeccionados pelo pr�prio artes�o. Pode ser erudito, popularesco e folcl�rico. Considera como artesanato: cer�mica utilit�ria, funilaria popular, trabalhos em couro e chifre, tran�ados e tecidos de fibras vegetais e animais (sedenho), fabrico de farinha de mandioca, monjolo de p� de �gua, engenhocas, instrumentos de m�sica, tintura popular. E, como arte, pintura e desenho (primitivos), esculturas (figura de barro) madeira, pedra guaran�, cera, miolo de p�o, massa de a��car, bijuteria popular, renda, fil�, croch�, papel recortado para enfeite... A classifica��o de Alceu Maynard Ara�jo (1964), a respeito dos trabalhos de confec��o manual, � mais ampla e engloba, al�m das artes populares, as t�cnicas tradicionais. Nas t�cnicas, inclui: atafona, monjolo, engenho, alambique, etc..., constru��o de casas, barcos, carros e utens�lios dom�sticos e a confec��o de do�aria e comidas t�picas. Diz Maynard (1964) sobre o artesanato: � s�o coisas que o homem cria, sem ensino formal, levado pela necessidade. S�o t�cnicas tradicionais elementares de que o homem se serve para melhor subsist�ncia, no primitivismo imposto pelo meio�. Uma explica��o disso temos na refer�ncia de Jean Roche a respeito dos artesanatos do colonos alem�es no Rio Grande do Sul. � As mem�rias deste novo Robinson, chegado a S�o Leopoldo em 1828, provam que o motivo que levou os colonos a produzirem eles pr�prios, a maior parte dos artigos de uso foi a necessidade de fazer economias de toda sorte. A simples sobreviv�ncia biol�gica dos emigrantes s� foi poss�vel gra�as ao trabalho de toda fam�lia e ao retorno (regress�o) de t�cnicas tradicionais as mais elementares (rudimentares). Foi uma adapta��o ao novo meio. O artesanato rural se dividiu em dois grandes ramos: o fornecimento dos artigos necess�rios � vida local e a transforma��o dos produtos agr�colas para vender�. A necessidade leva o individuo a recorrer a novas t�cnicas de subsist�ncia. Esta � uma das causas da instabilidade da artesania. Geralmente, o artes�o � improvisado e faz da atividade um � biscate�. Nem sempre as t�cnicas artesanais t�m continuidade na fam�lia. O trabalho artesanal depende da mat�ria prima que, muitas vezes, n�o pode ser adquiridas em grande quantidade. O artesanato est�, ainda, como diz Maynard, no c�rculo do � quebra-galho�, isto �, produz-se hoje para comer amanh�. O mercado tamb�m influi sobre a produ��o artesanal pois, nem sempre a pe�a artesanal � valorizada na localidade onde tem origem.

ARTE FOLCL�RICA


Cer�mica e Modelagem folcl�rica Desde a Pr�-hist�ria, a modelagem em barro tem sido uma forma de express�o do homem. A palavra cer�mica, originada do grego Keramus, designa todos os objetos de argila submetidos � queima. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, j� encontraram os �ndios confeccionando objetos de barro: potes, panelas, pratos e vasos. Segundo Haydee Nascimento, � os primeiros jesu�tas n�o acrescentaram nada � cer�mica ind�gena�. As formas: bilhas, talhas, etc... chegam atrav�s dos artes�os emigrados que introduzem, tamb�m, o torno de oleiro. Em quase todo o Brasil s�o encontrados oleiros. As pe�as produzidas s�o de dois tipos:
- utilit�rio;
- figurativo.
Este �ltimo tipo, tamb�m denominado cer�mica figureira, � mais expressivo no Nordeste brasileiro, onde se tornou famosa a dita � Escola de Caruaru�. Destacam-se, ainda, no Nordeste, a cer�mica de Carrapicho (Sergipe) e a de Maragogipinho (Bahia). Em Mato Grosso e Goi�s, molda-se cer�mica figurativa: S�o Paulo, salientam-se a do Vale do Para�ba e a de Apia�. Em Santa Catarina, os barristas de S�o Jos� das Palho�as produzem figuras antropomorfas e zoomorfas. A cer�mica utilit�ria � encontrada em todo territ�rio nacional (alguidares, potes, moringas, talhas, quartinhas) e se distinguem, regionalmente, tanto pela cor da pe�a como pelos motivos ornamentais. Observam-se, tamb�m, em pe�as utilit�rias, as express�es art�sticas, pois, muitas delas, apresentam formas antropo, zoo ou fitomorfas (moringas com figura��o de mulher; mealheiros ou cofres figurando animais; assovios, cachimbos e paliteiros em forma de p�ssaros, ...). No Rio Grande do Sul, temos apenas a cer�mica utilit�ria no est�gio de ind�stria com a utiliza��o de tornos.
- T�cnicas
Embora em algumas regi�es do Brasil seja considerada ind�gena da cer�mica de cordel (rolo ou espiral), os objetos modelados, em sua maioria s�o de tradi��o ib�rica: Quartinha, moringa, etc... Al�m da t�cnica de cordel, utilizam-se, ainda, t�cnicas de levantamento e a que conta com o aux�lio de forma para a base. Funciona, tamb�m, a rodeira (torno movido a p�). A t�cnica manual � utilizada por mulheres e crian�as enquanto que a roda de oleiro � trabalho masculino. Ao lado dos trabalhos de barro formados h� a modelagem n�o submetida a forno, isto �, de barro cru como as que confeccionam os barristas de Taubat�, Cunha, Piraitinga, Paraibuna (S�o Paulo).
- Escultura folcl�rica
No Brasil, encontram-se trabalhos de escultura em: madeira, pedra-sab�o, pedra Gr�s, massa de Guaran�, balata, massa de a��car (alfenis), cera, miolo de p�o, galhos de �rvores, etc... Renato Almeida (1974) destaca, na escultura popular brasileira, os trabalhos dos imagin�rios (santeiros), os ex-votos (promessas talhadas em madeiras) e as carrancas (cabe�orras antropo zoomorfas). S�o famosas, no Nordeste , as talhas pernambucanas, em especial, as de Olinda, para sua confec��o, utilizam form�es e um pequeno martelo, para pequenos detalhes � utilizado canivete. Os motivos s�o florais, bailados folcl�ricos, ind�genas, pescadores e, tamb�m, religiosos (Cristo, Santa ceia). Para escurecer a madeira, usam gr�o de Viochene e, para dar brilho, cera. No Rio Grande do Sul s�o encontradas exemplares de escultura em madeira n�o s� representando figuras de animais mas figuras humanas (Livramento e Uruguaiana). Encontram-se esculturas em cabos e relhos (Santa Maria) e em palanques (S�o Gabriel). Aproveitam-se, tamb�m, galhos de �rvores para transforma-los, com pequenas elabora��es, em belas pe�as (Livramento). Esculpem-se cofres e flor�es para decora��o de m�veis, de maneira espont�nea (Passo Fundo e J�lio de Castilhos). No Rio Grane do Sul, h� trabalhos de esculturas em pedra, destacando-se: * Ivo Alves da Silva (69 anos), residindo em Santa Maria e que produz pe�as com temas regionais. Usa ferramentas rudimentares por ele fabricadas para talhar a pedra-arenito, procedente de Alegrete. * Clotilde de Deus Silva (75 anos), interna no Asilo da Velhice de Uruguaiana que esculpe pedra Gr�s desde os seus 14 anos de idade. Produz figuras �ntropo e zoomorfas usando ferramentas rudimentares como: serra de arco de barril, prego, faca, � relo� de lata e azeite. A pedra procede de Alegrete e suas pe�as n�o s�o pintadas. Pelo interior do Estado, encontram-se in�meros � canteiros�, que esculpem pedras para t�mulos, lavrando flor�es, cruzes, anjinhos, etc.... (S�o Gabriel). Porongos tamb�m s�o alvo da atividade art�stica folcl�rica. O ga�cho, que faz do mate sua principal bebida, conforme suas posses, procura obter cuia bem aparelhada, adornada com metal lavrado adredamente preparada. Al�m do trabalho de ourivesaria, as cuias s�o pass�veis trabalhos de pirogravura e de � bordados� ou de entalhe. J�lio Matte (70 anos), de S�o Borja dedica-se ao trabalho de entalhe em cuias. Utiliza porongo doce, desenhando sobre a superf�cie, motivos tais como: florais, c�vicos, figuras de animais e humanas com ferramentas rudimentares (macete de madeira e in�meras ponteiras feitas de prego caibral).

Trabalhos com papel e tecido
- Floristas
A confec��o de flores � considerada arte. No interior do Rio Grande do Sul, as floristas, em sua maioria, dedicam-se � feitura de flores para coroas. Essas flores s�o feitas de papel ou de pano, tanto para ornamenta��o dom�stica, quanto para t�mulos. Para t�mulos, as flores s�o geralmente parafinadas. Usam-se, tamb�m, flores de lata pintadas, mais dur�veis. O papel �, tamb�m utilizado como motivo de adorno em � bicos� de prateleiras, guardanapinhos para envolver doces, desfiados e crespos para envolver balas, etc.... Para que haja bordado, � necess�rio que exista tecido de fundo sobre o qual o tecido se realiza. S�o incont�veis os pontos utilizados tradicionalmente. A renda � um entre lan�amento de fios que comp�e um desenho sem que haja um fundo de tecido. Confeccionam-se rendas com agulhas ( comum, croch�, tric�), com navete, com bilros, etc... A rendaria mais comum, em nosso Estado, � a de croch�. A passamanaria e o macram� s�o considerados arte de origem eg�pcia trazidos � Ib�ria pelos �rabes. � um trabalho de amarra��o de fios. As mais delicadas franjas do Rio Grande do Sul encontram-se em Bom Jesus, S�o Borja, S�o Luiz e Cachoeira do Sul.
3- Artesanato
Alice In�s de Oliveira e Silva (1979) faz a seguinte distin��o, quando fala em artesanato:
- Artesanato folcl�rico
- aprendizagem informal, dentro do grupoo familiar ou de vizinhan�a;
- veicula uma tradi��o cultural de sua oobra;
- funcional;
- car�ter regional;
- aproveita, em geral, mat�ria prima disspon�vel.
- Artesanato popularesco ou da Massa
- difundido por institui��es ou ve�culoss de comunica��o de massa;
- n�o tem car�ter regional;
- condicionado pela moda, pelos padr�es da sociedade de consumo;
- massificado;
- Artesanato erudito
- cria��o individual;
- sofisticado;
- elitista.
V�rios s�o os produtos artesanais:
- Cestaria
Segundo o � Guia Pr�tico de Antropologia�, a cestaria inclui n�o s� os verdadeiros cestos mas, tamb�m, as cani�adas (tecidos de varas, canas, vimes, ou juncos em forma de superf�cie plana), as esteiras e os tran�ados decorativos. O trabalho de cestaria pode ser entretecido e em espiral. Nossos ind�genas j� conheciam a t�cnica da cestaria. Os atuais artes�os juntaram � t�cnica ind�gena, as trazidas pelas outras ra�as, formadoras do povo brasileiro. Os tipos de cestaria no Brasil variam tanto em raz�o da finalidade como em raz�o do material dispon�vel. Para confec��o da cestaria s�o empregados vegetais variados, tanto os talos, colmos, folhas como ra�zes. Os vegetais mais empregados no Rio Grande do Sul, nesse tipo de artesanato, s�o: taquara, juncos de v�rios tipos, vime, jeriv�, imb�, butiazeiro, bananeira, palha de trigo e milho, cip�s, taboa, macega,... Muitos vegetais fornecem apenas fibras t�xteis com as quais se arrematam os trabalhos ou se fazem tran�ados, entre eles: pita, embira e tucum.
- Tecelagem
Segundo o � Guia Pr�tico de Antropologia�, ao �tecer� entela�am-se, em �ngulos retos, duas s�ries de elementos flex�veis para formar um tecido mais ou menos compacto, de acordo com os materiais e processos empregados. O tecido propriamente dito faz-se, geralmente, com os materiais macios e flex�veis. No Rio Grande do Sul o fio mais empregado na tecelagem folcl�rica � a l�, trabalhada em teares verticais ou horizontais. O tear vertical � o tipo mais usado na regi�o da campanha e o horizontal sendo encontrado na regi�o do litoral. Nesses teares (horizontal e vertical), s�o confeccionados cobertores, ponchos, bichar�s, xergas e trapeiras.
- Trabalhos em couro
Segundo E. P. Coelho (s/d) ao � artesanato de uso campeiro , na base de couro cru, d�-se o nome, de modo geral, de trabalho em �corda�. Guaspeiro � o apelido pelo qual � conhecido o homem do campo que se dedica a esse tipo de artesanato. S�o v�rios os � pertences� de uso campeiro, confeccionados com couro cru. Destacam-se, entre outros, as �cordas� tran�adas (r�deas, la�os, cabrestos, ...), feitos de couro cavalar... S�o, tamb�m, utilizados o couro de cabra (chibo) para tran�as delicadas e a pele de enguia (mu�um) para revestimento de pequenos objetos�. O couro serve como material de trabalho, tanto para o Guasqueiro como para o Seleiro. O Guasqueiro confecciona: la�os, manilhas, r�deas, cabe�adas, bu�ais, arreadores, rebenques, etc... O seleiro confecciona: caronas, cinchas, lombilhos, selas, serigotes, bastos, badanas, arreiame para animal de tiro e at� botas, surr�es, rabichos e peiteiras. O couro � aproveitado, igualmente, para tramas (assento de cadeiras, lastro de camas r�sticas), para o retovo de cuias, ba�, ... O homem rural, geralmente, aproveita o couro para fins utilit�rios.
- Trabalhos em madeira
H� uma grande variedade de objetos com fun��o utilit�ria, feitos de madeira, com t�cnica rudimentar e tradicional: colheres, cochos, bancos, cabides, arcas, pil�es... Para a feitura de pil�es e gamelas, alguns usam o processo da queima, outros empregam encho, form�o e coiva. As madeiras pr�prias para a confec��o de gamelas s�o: timba�va, figueira e a corticeira. Para a feitura do pil�o s�o empregadas a cabri�va, o grapici e o angico.
- Funilaria
Formas moldes de bolachas, candieiros, canecas, ... S�o trabalhos executados pelos funileiros ou latoeiros. Os moldes de bolachas, no Rio Grande do Sul, aparecem na regi�o de coloniza��o alem� e apresentam os mais variados modelos, tanto em forma de objetos, flores, animais como da figura humana.

REFER�NCIA BIBLIOGR�FICAS

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