No dia 17 de Tamuz inicia-se um período de três semanas de luto, denominadas de Bein HaMetzarim (entre as cercas), que culminam com o dia de Tishá Be Av. Este luto deve ser observado até o dia em que, de acordo com os profetas, D-us confortará a Sion pela série de calamidades e eventos desastrosos que lhe aconteceram.
O dia 17 de Tamuz, que neste ano inicia-se ao entardecer do dia 19 de julho, por si só tradicionalmente marca a ocorrência de alguns fatos tristes na história do povo judeu, tais como :
Em homenagem a todos estes fatos trágicos, este dia é marcado por um mini-jejum, que inicia-se ao alvorecer e termina com o fim do dia. Ao contrário dos dias de Yom Kippur e Tishá Be'Av, neste dia as pessoas podem se lavar e usar couro, mas outras proibições subsistem, tais como :
Em algumas comunidades, estes costumes só se aplicam aos 9 dias anteriores ao dia Tishá Be'Av, quando o luto nacional aumenta de intensidade.
Duas preces são adicionadas ao serviço regular de shcharit e minchá : o anenu e o vayechal.
Tishá Be Av é o nono dia do mês de Av (penúltimo mês do calendário judaico) e este ano ele inicia-se ao por-do-sol da quarta feira 09 de agosto.
Esta dia é uma data de luto. De acordo com a tradição D-us fez deste dia um marco de fatos negativos para o povo devido ao incidente com os espiões de Moisés. Eles voltaram de Eretz Israel e fizeram um relato muito negativo e o povo, demonstrando pouca fé em D-us, chorou e lamentou-se. D-us então disse que como o povo havia se lamentado sem razão, ele faria deste dia um dia de luto para todas as gerações.
Nesta data o primeiro e o segundo templos de Jerusalém foram destruídos e esta foi conquistada. A destruição dos Templos marca muito mais do que um fato religioso. Os Templos e Jerusalém podem ser encarados como símbolos imemorias da união e independência do povo judeu (e do Reino de Judá). Todos os anos os judeus tinham que ir até o templo na época das três festas de peregrinação, o que implicava em uma época de união e congraçamento de todo o povo, que terminou com a destruição dos Templos.
Não podemos considerar a destruição como um fato passado, irrelevante, pois de acordo com o Talmud Ierushalmi (tratado de Yomá 1:1), "toda geração durante a qual o Templo não for reerguido deve considerá-lo como tendo sido destruído em seu tempo."
Além da destruição do templo, outros eventos tristes aconteceram neste dia, tais como:
Neste dia, as seguintes atividades são proibidas :
No serviço noturno de Tishá Be Av toda a congregação senta-se no chão e recita o Livro de Eichá (Lamentações) de Jeremias, no qual o profeta descreve a destruição do primeiro templo em Jerusalém. No serviço matutino, as Kinot, hinos de lamentações especiais desta data, são recitadas.
De acordo com o profeta Zecharia, após a reconstrução de Jerusalém e do templo, estes dias de luto transformar-se-ão em festivais alegres, comemorativos da reconstrução.