Chuva, eu peço que caia devagar, só molhe esse povo de alegria, alegria, para nunca mais chorar, você que tem medo de chuva, você não é nem de papel, muito menos feito de açúcar, ou algo parecido com mel, experimente tomar banho de chuva, e ver a energia do céu, a energia dessa água sagrada, Deus abençoa da cabeça aos pés, chuva, eu peço que caia devagar, só molhe esse povo de alegria, alegria, para nunca mais chorar, para nunca mais chorar.
Tô numa boa, tô aqui de novo, daqui não saio, daqui não me movo, tenho certeza que esse é o meu lugar. Tô numa boa, tô ficando esperto, já não pergunto se isso tudo é certo, uso esse tempo pra recomeçar, doeu, doeu, agora não dói, não dói, não dói, chorei, chorei, agora não choro mais, toda mágoa que passei, é motivo pra comemorar, pois se não sofresse assim não tinha razões pra cantar, ha, ha, ha, ha, ha mais eu tô rindo à toa, não que a vida esteja assim tão boa, mais um sorriso ajuda a melhorar, e cantando assim parece que o tempo voa, quanto mais triste mais bonito soa, eu agradeço por poder cantar.
Escrevi seu nome na areia, o sangue que corre em mim sai da tua veia, veja só, você é a única que não me dá valor, então por que será que é esse valor que eu ainda quero ter, tenho tudo nas mãos mais não tenho nada, então melhor ter nada e lutar pelo que eu quiser, ei, mais peraê, ouço um forró tocando e muita gente aê, e não é hora pra chorar, porém não é pecado se eu falar de amor, se eu canto um sentimento seja ele qual for, me leve onde eu quero ir, se quiser também pode vir, escuta meu coração que bate no compasso da zabumba de paixão, ei, pra surdo ouvir, pra cego vê, que esse xote faz milagre acontecer, ei, pra surdo ouvir, pra cego vê, Falamansa faz milagre acontecer.
Quero ver, quem segura essa barra até a hora que
eu voltar,
vou sair, vou preencher o vazio no peito,
estou meio sem jeito de falar, quero ver,
se eu cair agora quem é que vai me levantar,
já pedi ao sol, já pedi ao mar, já pedi a lua,
as estrelas do
céu já pedi,
quase tudo que consegui, eu ganhei na rua,
deixo na mão de quem quiser,
deixo na mão de quem quiser,
deixo na mão de quem quiser,
lê, lalauê,
é que eu não sou um ator,
e se eu sinto dor,
tenho que chorar,
é que eu não sou um ator,
e se eu sinto dor,
tenho que chorar,
lê lalalauêla, lê lalalauê, lauêlaialaia lala,
lê lalalauêla, lê lalalauê, lauêlaialaia lala. (BIS)
Avisa, lêlêlêlêlêlêlêlêlê, avisa, lêlêlêlêlêlêlêlêlê lêlê,
avisa, se eu brilhar de novo no horizonte,
avisa, pode ter certeza que eu tô lá pra ver,
avisa, liberdade de trair e precisar de alguém,
avisa, tudo coincide em não precisar,
avisa, morasse até que o vento traz o sentimento,
avisa, e não faz questão de nos avisar,
avisa, o vento que só traz sofrimento que sopre pra outro lugar,
avisa, vento que traz amor não vejo a hora de você chegar,
lêlalauê, chegar,
chegar, chegar.
Meu senhor eu fiz essa oração, que não fala de vinho nem pão. (BIS) Mais o que eu peço é o que todo mundo quer, casa comida e mulher. (BIS) Meu senhor eu lhe peço, tenha dó, que nunca se acabe esse tal de forró. E um pouco de carinho pros abandonados, que se faça justiça com o cabra safado, que vença o mais forte, que esse seja eu e que vença todo mundo mesmo quem perder. E hoje eu sou um filho descarrado, e se me queixo de não ser amado, mesmo assim sigo em frente e vou se preciso for mudar, lêlêlêlêlêlêô, lêlêlêlêlêlêô, lêlêlêlêlêlêô.
Ela ouviu dizer que o som é bom, e mandou me chamar, dizem por aí que é do bom, faz você se ligar, fala manso e fala baixo pra eu dormir, fala pouco e não precisa repetir, do mais, fala manso aê ô rapaz, do mais, fala manso aê ô rapaz.
"O forró daqui é melhor que o teu, o sanfoneiro é muito melhor, as moreninhas a noite inteira, a brincadeira levanta pó, reanimado, ninguém cochila, chega e faz fila pra dançar, é que na entrada tava escrito é proibido cochilar, é proibido cochilar, cochilar, cochilar, a poeira sobe o suor desce, agente vê o sol raiar, o sanfoneiro padece, mais num pode reclamar, pois ele tá ganhando dinheiro, não é por dinheiro ganhar, é que ele leu na entrada que é proibido cochilar, cochilar, cochilar. (BIS)" quando não me vê.
Parei, nessa coisa fofa, é muito linda, meia louca, mais é boa de endoidar, zoim, de gata siamêza, deixa uma pessoa preza, e agente fica demente pedindo pra se arranha, parei, nessa coisa fofa, é muito linda, meia louca, mais é boa de endoidar, zoim, de gata siamêza, deixa uma pessoa preza, e agente fica demente pedindo pra se arranha, ai, ui, ui, minha gata me machuca me arranha gostoso, ai, ui, ui, minha gata se prepara pra morrer de gozo, ai, ui, ui, minha gata me machuca me arranha gostoso, ai, ui, ui, minha gata se prepara pra morrer de gozo.
Zeca Violeiro não fazia o que queria
Tinha medo de morrer
Zeca violeiro não fazia o que queria
Tinha medo de morrer
O seu irmão cabra macho forasteiro
Tomou três tiros no peito por que sabia viver
Zeca sabia todo mundo morre um dia
Quase sempre ele dizia: antes todos do que eu
Zeca violeiro, Zeca violeiro, Zeca violeiro
Olelê, Zeca Violeiro
Zeca violeiro não fazia o que queria
Tinha medo de morrer
Zeca morava dentro de um carro forte
Não brincava com a sorte
Só queria sobreviver
Se alimentava à base do natural
E
como era previnido tinha um quarto no hospital
Zeca violeiro, Zeca violeiro, Zeca violeiro
Olelê, Zeca Vileiro Zeca violeiro não fazia o que queria
Tinha medo de morrer
Morreu juiz, prostituta, vagabundo
Zeca sozinho no mundo aprendeu sua lição
Das mortes todas a de Zeca foi a pior
Porque Zeca morreu de solidão
Mais quando eu pescava
no Riacho da Pedreira,
vendendo peixe na feira,
eu criei a molecada,
comendo o peixe
todo mundo ficou forte
eu tive muita sorte
com a minha mulher amada,
minha mulher um dia foi pescar,
mas no Riacho da Pedreira
tinha pedra pra dana,
ela tinha medo de meter
a mão na cobra
e eu dizia Maricota
é ai que o peixe está,
entre as pedras não tem cobra,
só tem peixe,
e se quiser pegar algum
tem que fazer o que eu mandar,
abre as pedras meu amor,
é aí que o peixe esconde,
quando vem o pescador,
abre as pedras meu amor,
é ai que o peixe esconde
quando vem o pescador
Eu quero ver você dançando
xote coladinho pra se acostumar e
nunca mais dançar sozinho,
mas quando eu abarco
essa cintura de pilão,
sinto a zabumba
dentro do meu coração,
batendo forte pelo teu carinho,
pois é só com você
que eu danço xote coladinho,
é xote, xote, xote,
xote coladinho,
pra se acostumar
e nunca mais dançar sozinho