Tribo de Jah

 

Superestar Interestelar
(Fauzi Beydoun)

Olhando através do tempo
Eu posso vislumbrar
Seus passos ao relento
Sua túnica, seu semblante ao luar

As marcas dos seus pés seguindo além
Dos rincões da Galiléia
Chegando nos arredores de Jerusalém
No ermo do deserto da Judéia

Ele não ergueu igrejas nem templos
Pra pregar ou ensinar
Tecia seus ensinamentos e exemplos
Nos campos nos montes, no
mais simples lugar

Neste exato instante, por mais distante
Onde possa estar
Sei que vives triunfante
Através dos anos dos planos
do lar interestelar

Superestar interestelar
Superestar interestelar
Superestar interestelar
Superestar interestelar

Suave e sublime é o Seu nome
Quão doce de se pronunciar
Jesus, Senhos soberano sobre os homens
Astro-luz a nos guiar

Superestar interestelar
Superestar interestelar
Superestar interestelar
Superestar interestelar

Conduza-nos Senhor em Sua nau
Ao Reino do pai Celestial.

Quando o São João chegar
(Fauzi Beydoun)

Quero levar você comigo
Quando o São João chegar
Buscar o velho porto amigo
E lá se amarrar

Quando o sol se for
E o brilho doce do luar
Banhar a ilha do Amor
Luzindo em teu olhar

Quero ver você brincando
No passo tão gracioso
Ao som do bumba-boi dançando
Com seu jeitinho bem mimoso

Quero levar você pra ver
Os festejos de São João
Rever e reviver
São Luis do Maranhão

Vamos andar por esses
Belos e velhos caminhos
Onde tantas vezes
Eu andei sozinho
Mirantes e sobradões
Ainda guardam seus segredos
A ponte, as velas e embarcações
Ao longe a ilha do Medo

Solo + Refrão

Matraca, zabumba, pandeiro
Troando ao amanhecer
Beleza, riqueza de São João
Em São Luis você vai ver.

A Ponta do Iceberg
(Fauzi Beydoun)

Toda vez que eu olho para o tempo
E insistentemente tento, tento ver
em vão um novo alento
Eu vejo um denso espesso nevoeiro
que esconde e encobre por inteiro
Um oceano de incertezas, algo
além do natural, ação da natureza
Enquanto o barco segue, talvez
você não enxergue
Não, não, não, não mais
que a ponta do iceberg

Corações à deriva
Só vêm tempos risonhos
Num mar de sonhos
E suaves brisas
Que jamais cessarão de soprar
Eu não vou me deixar levar, oh não!
Imerso e indiferente
No curso em que todos
querem se aventurar
Tragado pela torrente
Ainda que só eu tenha que estar
Não vou me deixar levar, oh não!

Há tanto, tanto tempo eu tento
o tempo todo lhe dizer
Eu vejo tudo tão difuso e absurdo,
tudo tão turvo de se ver
Enquanto o barco segue e
a tormenta lhe persegue
Não se você não vê ou se você não percebe
Não mais que os maus sinais
iniciais de intensos temporais
Não, não, não, não mais,
que a ponta do iceberg

Eu não vou ficar
Atado a uma corrente
Pra sempre estar aonde você está
Não vou ficar, procurando o amor
Em tempos tão árduos e inclementes
Se o amor está por demais disperso
Por demais ausente
E em seu lugar
Não há mais que o clamor
De um corpo ardente
Eu não vou ficar... oh não!

Black Bahia
(Fauzi Beydoun)

Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê
paraná
Capoeira!

Capoeira chegou na Bahia
Fez escola e encontrou seu lugar
Primeiro com mestre Pastinha
Que passou pra mestre Bimba
Continuar

E o reggae também aportou
Na orla de Salvador
Se entranhou e ganhou o recôncavo
Rolando por todo campo do interior

Black Bahia
Bahia-ya-ya-ya-ya
Black Bahia
Bahia-ya-ya-ya-ya

Formosura e cultura de um povo
Devagarinho, unindo o velho e o novo
No Pelourinho, o grito de dor dá
lugar ao rufar do tambor
Explendor tropical, Caribe, Africa Brasileira
Poesia e magia na ladeira
Clamor de uma nação musical

De tanta beleza me vem a certeza
Que um dia aqui até os
pobres eram felizes
Na riqueza de suas raízes
Até que a miséria tomasse a cidade
Gerando a violência como
cruel consequência
Da absurda desigualdade
de uma falsa sociedade

refrão
Eh Capoeira!
Viva meu Deus camará
Quem me ensinou camará
Eh Capoeira!
Alô mestre jamaica, itacaré!
Capoeira!

Quinhentos Anos de História

500 anos de história
Se não me falha a memória
Não há muito que comemorar
Melhor que se investir de glórias ilusórias
E se por em seu devido lugar
Os anos e danos da colonização
Índios dizimados, a escravidão
Ainda se fazem lembrar
De que vale Ter riquezas em demasia
No mundo ser a oitava economia
Se poucos podem desfrutar
A educação entre as piores do terceiro mundo
A saúde é um poço profundo
(que humilhação)
Onde se lança a sorte da população
A dignidade não se irá conquistar
Nem com dez copas mundiais
Se a injustiça é a premissa da
Ordem a nos desgovernar
Com a ditadura sem compostura
De quem pode mais

O salário mínimo é um salário mísero
O máximo da hipocrisia
(Tente Sr. Presidente, passar ao menos um
dia com um salário tão indecente)
É uma afronta a cidadania
Uma ofensa aos direitos do cidadão
Do trabalhador, da família
Uma verdadeira agressão
A justiça omissa e submissa
Poderosos imunes a punição
(A impunidade é uma crônica enfermidade
que corrói o corpo da sociedade assim
como a corrupção
Sem falar no fisiologismo
Na politicagem e no banditismo
De um capitalismo selvagem
Sem lei e sem restrição)

 

Fogo e Água

Àgua e fogo e água
Fogo e água
Cobrindo o mundo
Um golpe profundo

Essa é uma possibilidade
Em que poucos podem Ter pensado
A água engolindo e tragando as cidades
Tragédias surgindo por todos os lados.

Mundo em colapso, dias caóticos,
Fruto de materialismo incosequente,
Gerando o desiquilibrio ecológico,
E a degradação do meio ambiente.

Milhões de bocas pra nutrir
Poucas migalhas de pão pra repartir
Sinal de crise no porvir
A quebra do sistema a ruir
A crise trás o fogo que consome
O povo que morre e não se enterra.

Efeito estufa, poluição crescente,
Temperatura ganham intensidade,
A água avança sobre os continentes,
Disturbios explodem com ferocidade.
Buraco enorme na camada de ozonio
Escasses eminente, sistema em falência
Terror e tensão entre os babilonios
Guerra tribal pela sobrevivência.

Potência nenhuma poderá suplantar
A ira da natureza,
Quando a insurreição do planeta chegar
Em toda a sua grandeza.
Não haverá meios de subornar,
De impor alguma condição
À força oculta que irá engendrar
As vias da transição.

Back to Sampa

O-ho-o o-ho-o-ho-o-ho
O-ho-o o-ho-o-ho-o-ho
São Paulo crescendo, o-ho
Que absurdo tudo isso
Se a vida está morrendo
São Paulo crescendo, o-ho
De que vale tudo isso
Quando se está sofrendo

Pra que esse exagero
Se estou em desespero
Nessa cidade,
Infeliz cidade
De volta pra Sampa
Andando pelas ruas
Tudo me espanta
Na realidade nua e crua;
Aqui se tem de tudo
Mas o essencial
O ar pra respirar
O silêncio NATURAL
Uma cidade universo,
Um deserto ao inverso,
Eu a sou um em meio à multidão.

Quem me olha nem me vê,
Quem me vê não quer nem saber,
O que sou, onde vou,
O que tenho , por que estou aqui
E se estou aqui , de onde venho?

O-ho-o o-ho-o-ho-o-ho
O-ho-o o-ho-o-ho-o-ho
São Paulo crescendo o-ho
De que vale tudo isso
Quando se está sofrendo

Caminho com meu walkman
Tapando os ouvidos
O som explode
Tomando meus sentidos
Culture, gladiators
Rolando na cabeça
Pego o metro
Antes que eu me esqueça
O reggar rola
Eu não vejo céu algum
Desço na Armênia
E pego o busumPela Marginal
Sigo pra Guarulhos
Vida irracional
Eu nunca vi tanto barulho

Quem me olha nem me vê
Quem me vê não quer saber
O que eu sou, onde vou,
O que tenho, porque estou aqui
E se estou aqui, de onde venho?
Procuro um paradeiro
Não vejo nada à vista
Eu conheço uns regueiros
Em São Miguel Paulista
Eles falam de um lugar
Na vila Madalena
O refúgio um bar
Que vai valer a pena
Tô chegando lá
No "Tambores de Jah"
Onde e reggae Roots rola
A todo o tempo, a toda hora

E quando os "Tambores" fechar
Eu sigo em minha fuga
A caminho do mar
Vou descer pra Ubatuba...
Uba... tuba-tuba, o-ho
Vou descer pra Ubatuba
Alô moçada de Ubatuba, vou descer a serra
Não aguento mais, quero pisar na terra
Uba-uba-tuba, o-ho.

Curitiba Reggae Bound

Jah-Jah Tribe come down
Inna Curitiba town
The south reggae bound
Resound all around

I went to Ahú
To the Mr. Reggae’s house
To ask Mr. Reggae...
"Play a hot sound".

I went to Ahú
To the Mr. Reggae’s house,
To ask Mr. Reggae...
"Play a hot sound".

‘Cause it’s too cold in your city
I want to catch a reggae fever,
It’s to cold in your city,
I want to catch a reggae fever.
We came from so far away

Fussing nor fighting,
Trying to unite all the tribes,
Just to keep the fire burning.
I feel so sad walking these clean streets
In such a rich city,
With no shelter , with no food to eat.
Seeing poor people in the cold.

Tribo de Noronha

Zoeira, zoeira, zoou,
No meio do Atlântico
Em meio a zoeira do som,
A força de um atlântico,

Ao sabor do mar ecoou.
Na cacimba do padre, entubando na onda
Do mar
Eu vinha vindo e vi a vida virar, no tubo do
Tempo,
Na fração de um momento, um segundo
Secular.
Do lado do morro dos dois irmãos,
Eu vinha vindo e vi a vida virar,
Entubando na onda do mar.
Êêê-iê-iê-ia num tubo na cacimba,
Eu vi a vida de perna pro ar.
Eêê-iê-iê-io toda a força de um cântico
A zoeira do som ecoou
Êêê-iê-iê-iono meio do Atlântico
O reggae surf foi o que rolou
Na costa do Boldro,
Arrochado feito um nó
Alta noite o som troou,
Toda tribo de Noronha,
Cantando contra a Babilônia,
Totalmente se ligou
Reunida no Mirante,
Lua linda alucinante
Derramando-se no mar
Tida Tribo de Noronha
Fazendo toda ilha balançar.
Reunida no Mirante,
Lua linda alucinante
Derramando-se no mar
Reggae roots de primeira,
Rolando quase a noite inteira,
Fazendo toda a ilha balançar .
Reunida no Mirante
Lua linda alucinante
Derramando-se no mar.
Toda tribo de Noronha,
Fazendo toda ilha balançar.
Depois de milhões de anos,
Bem no meio do oceano
O arquipelago se formou,
Distante da linha costeira
Uma tribo original, brasileira;
Ali se instalou.
Destacando no relevo
Opico em forma de um dedo,
De longe se faz avistar.
Pedra límpida talhada,
Esculpida, lapidada,
Esmeralda encravada no verde vívido
Do mar
Vou embora pra Noronha,
Como um navegador que sonha
Em ver a vida clarear.
Como um navegador que sonha
Um dia em desanuviar.
No alto da praia do Sancho,
Eu vou fazer um rancho.
Do alto da escarpa
Vou ver as ondas
Altas, fartas,
Largas, longas,
Açoitando sem parar.

Sem que se queira a noite cai

Sem mais,
Nada a dizer nem um olhar,
Todo o tempo você nem se ligou,
Breve a magia se desfaz.

Sem mais,
Volto os ombros e me vou,
Não há porque olhar pra trás
Se não há nada que ficou.
Tão já,
O vento leva,
O tempo enterra
O que passou.

No mais, a terra gira,
O sol aos poucos se esvai,
Sem que se queira a noite cai.
Refaz o sonho que findou.

Ruínas da Babilônia

Vejo a face sofrida dessa gente,
Tanta gente sofrida,
Buscando uma vida decente,
Buscando um pouco de paz em suas vidas,

Mães que sofrem sós por seus filhos
Pobres e desassistidos,
Pais que se escravizam sem ter sequer
O leite e o pão dos seus garantidos.

Melhor nem ter com quem contar,
Do que contar com quem, com quem só quer se aproveitar
Da boa fé dos que precisam;
Se dão algo, algo mais eles visam
Só em seu interesse se inspiram,
nada, nada, de coração, terão pra lhe dar.

Eleve ao Mais Alto o seu pensamento,
É preciso ter fé, é preciso saber dar tempo ao tempo;
Dentro de si você achará,
A força contida do firmamento
E Jah então lhe proverá,
Nada, nada do que for preciso lhe faltará

Do outro lado eu vejo a soberba desses ignóbeis Senhorer
Que na boa aparência escondem a sua ganância, toda a sua indecência,
Bem cuidados senhores de suas riquezas,
Senhores dos muitos favores,
Das vantagens fáceis do poder, senhores do tráfico de influência.

Distribuem gracejos e sorrisos afáveis em seus jantares e encontros agradáveis,
Disfarçam assim as suas tramas e a sua peçonha.
Um dia ficarão desnudos perante a verdade e já não serão tão amáveis,
Não saberão esconder os seus podres e a sua vergonha,

Eles herdarão as ruínas da Babilônia,
Senhores que são, miseráveis senhos de tantas e tantas riquezas,
Eles herdarão os escombros da Babilônia,
Até o chão fugirá dos seus pés, ruirá com eles a sua grandeza.

Oh Jah, Oh Jah!

Destinos livres num mundo em degradação
Mentes mantidas na prisão,
Dos falsos preceitos, da doutrinação,
Excluídos e eleitos no reino da perdição.

Líderes malignos, dominadores,
Ensinam e fanatizam seus fiéis seguidores,
Não sabem da dor no desprezo, da rejeição,
Não sabem do desespero dos que esperam em vão.

Falsos profetas, enganadores,
Comerciantes da fé, sacerdotes dos valores,
Missionários mercenários, devotos do dinheiro,
Exploram nos cultos diários o sofrimento alheio.

Oh Jah, Oh Jah-Jah! Quanta desonestidade,
Não se sabe em que acreditar,
Doutores em falsidade,
Aproveitadores por todo lugar,

Querem construir o seu céu na Terra
E acham que pra isso tudo podem comprar,
Vendem suas almas, declaram a guerra,
Só a cobiça lhe faz respirar.

Oh Jah, Oh Jah-Jah,
Que grande abominação!
Oh Jah, Oh Jah-Jah,
Discipulos da maldição!
Oh Jah, Oh Jah-Jah,
Quanta hipocrisia!
Oh Jah, Oh Jah-Jah,
Livrai-me dessa heresia!
Não se sabe em quem acreditar,
Perdoe se eu tropeçar,
Mundo em degeneração,
Eu clamo pelo Seu perdão.

Morena Raiz

Ela é bonita no seu jeito normal de ser
Morena raiz, natural, sensual quase sem querer
Mulher-menina maneira, não tem frescura
Flor nordestina do amor, da cor da doçura

Morena raiz
Menina, mulher verdadeira
Morena raiz
Maninha, te ver me faz viver
Me faz feliz a vida inteira.

Tão longe, quando estou
Tão longe, distante na estrada
Distante, em algum instante
Quando eu lembro
Você sorrindo,
Não há mais nada
Nada mais lindo
Que contemplar
A beleza límpida
Sem mentira
A beleza simples
A luz cristalina do teu olhar

Tão longe, mesmo quando estou
Tão longe, lembrar é um conforto
Pensar em voltar, parar em teu porto
Te abraçar
Ficar bem juntinho
Coração com coração
Batendo apertadinho
Beijando o teu beiço carnudo e dançando
Agarradinho
Um reggae rolando,
Os pés deslizando no chão,
A mente delirando de satisfação.

Inna Maranhão Style (Costa Norte)
Aí magnata, eu vou pegar uma onda forte agora
E vou descer a costa norte, vou sair fora;
Seguindo a costa quente do Caribe brasileiro
Onde rola o som real do reggae roots o ano
Inteiro;
O reggae irie no estilo Maranhense, falou?
Inna Maranhão Style, respect man!

Dançando agarradinho você vai
Se sentir irie, irie,
Dancing reggae music Inna?

Maranhão Style,
Dançando agarradinho você
Vai se sentir irie, irie,
Dancing reggae music Inna
Maranhão Style

Aí eu dou uma dropada
De Salinas a Maracaípe,
Descendo a costa irada
Até o sol ir a pique.
..."Por quê tu não vai logo
Do Oiapoque ao Chuí?"
Tu é doido, meu
Tem muita onda braba por aí!

Atravessando de Alcântara
Até a Ilha que encanta,
A ilha do Amor,
A ilha do calor,
São Luiz,
Do reggae raiz,
Da massa regueira,
Jamaica brasileira,
Ilha de Upaon/Açu,
Maranhão do Babaçu
E do Bumba-Boi.
"Boi é tu!"
É tu!
"É tu, pô!
Eu não, é tu!

Refrão

Aí eu vou deitar e rolar nos lençois
Maranhenses,
Seguindo a linha do mar,
Vendo passar em suspense
As dunas de areia alvinha,
Lagoas fresquinhas,
Águas cristalinas de delirar,
Até cruzar o delta do Parnaíba
Aí eu subo o rio rapidinho
Pra passar em Teresina
E dou uma caída,
Uma guinada no caminho
Só pra tomar uma cajuína.
E enfim, camocim,
Jeriquaquara e, agora sim,
Paracuru, Icaraí e Fortaleza,
Realeza do mar, que beleza!
Beleza que excede,
A fortaleza dos leões rebeldes,
Respect man, Rebel lions , rebel lions,
Maximum respect to the irie Lions!

Refrão

Na sequência eu dou uma escorregada até
Canoa Quebrada,
Cruzando a galera regueira de Aracati
E dou um tempo por aqui, em Quixaba.
Seguindo a trilha de sol a sal,
Uma esticada até Natal,
Um breque na pipa,

Eu saio da fita
Pra voltar em João Pessoa,
E logo avistar... Oh linda! Oh linda vista!
Oh linda city pra sentar e ficar numa boa!
Olinda e Recife da Boa Viagem,
Que viagem ! Não é miragem, não é a toa,
Nação Pernambuco,
Muito regueiro maluco
Descendo pra Gaibú
E Maracaípe mais ao sul.

Refrão

Aí magnata, na próxima eu vou até Maceió,
Aracaju, Salvador, Porto Seguro,
Se vacilar eu vou bater em Vitóriam no duro!
"Rapaz, deixa de conversa que tu já tá é com
muita estória.
S’embora!

Guerrilhas Mentais

São tantas batalhas perdidas.
Em tantas intrigas verbais,
Fazendo sangrar as feridas
Com palavras ferinas, letais.
Não bastassem as perdas sofridas
Em outras tantas guerrilhas mentais,
Traumas, barreiras erguidas
Sem razões, desilusões sentidas demais.

Maninha, o bom dessa vida
É saber não querer só Ter mais,
Ver sua missão cumprida,
Vida simples vivida em paz.
É preciso aceitar o destino,
Se possível tentar melhorar,
O amor é um fruto divino,
Se você souber semear...
Ele vinga, ele vingará...
Porque tudo virá no seu tempo,
Tudo no seu dia virá,
Então jogue suas mágoas no vento
E deixe rolar, rolar,
Deixe rolar.

Não basta ser Rasta

A tribo tá na Jamaica,
Culture está no Maranhão,
A tribo se aquece pro Sunsplash
E deixa sua marca na meca do som
Eric e Stanley em São Luis,
Grande perfomance do reggae raiz,
Wailers e outros vem novamente,
Culture segue para Paris,
O reggae cruza os continentes
Miami é a esquina da conexão,
Estados Unidos, Canadá, Oriente,
África , Europa, Brasil e Japão.

O reggae voa pelo mundo
Nas asas do avião,
O reggae viaja
Subindo ao céu, rolando no chão.
Reggae keep flying,
On the wings of the airlines, going around.
Reggae keep flying,
Touching the sky, rolling on the ground.

Solidão na estrada,
Amor perdido em vagas rotas, escalas,
Remota destinação,
Há ainda uma longa jornada que se seguir,
Há que se cumprir a missão.

A tribo roda a Jamaica,
E cruza a ilha em toda a sua extensão,
Muitas pedras na bagagem, segue viagem pro
Maranhão.
Entra nas entranhas do nordeste,
Rasga a caatinga seca do sertão,
Levando mensagens pelo agreste,
Lembra as passadas de Lampeão.
O reggae é apenas entretenimento
Mas pode libertar mentes e almas,
Dança e música com sentimento,
Rolando sem ódio, rolando sem traumas.
Não basta ser rasta,
É preciso Ter puro o seu coração
Não basta ser rasta, não,
Pra obter graça é preciso o perdão.
Não basta ser rasta
É preciso estar certo da convicção,
Não basta ser rasta, não,
É preciso ser justo em sua razão.

Reggae keep flying,
On the wings of the airlines, going around,
Reggae keep flying,
Touching the sky, rolling on the ground.
Yo no soy rastafari, hombre,

Apenas me gusta la musica reggae.
Soy um rapaz latino-americano,
Y creo que hay solamente un dios soberano, yo
No soy rasta,
Pero soy un hijo de Dios, entiende?

Canção Nordestina

Eh, todo o povo nordestino,
Esse povo esquecido,
Inda é tempo de lembrar,
Toda essa gente brasileira,
Essa gente hospitaleira,
Que vive nesse lugar...

Da chapada do Araripe, do belo Cariri,
Às margens do Parnaíba, Picos e Piri-Piri,
Do Raso da Catarina, Arapiraca, Itabaiana,
Subindo o São Francisco, nas terras pernambucanas.
Caruaru, Serra Talhada, Juazeiro, Petrolina,
Garanhuns, Campina Grande, Mossoró,
Araripina,
Toda a gente de valor oprimida no sertão,
Povo bom, trabalhador, mas não parecem
Cidadãos.

São anos de abandono e submissão,
Descaso dos governantes, completa omissão
Tanta terra desprezada e a miséria acelerada
Corroendo o coração.
A corrupção e a ganância, a incompetência, a
Inoperância,
Pragas que não se acabam e consomem a
Cada um,
Tanto dinheiro desviado em projetos inviáveis,

Do interesse só de alguns.
É preciso dar mais atenção à causa do
Nordestino
Que segue seu destino à margem da Nação,
À causa do nordestino que segue seu destino
Sempre à margem da Nação.

E por falar em projetos, se o sertão fosse
Irrigado,
Seria o novo eldorado, o celeiro da Federação.
O nordestino não saía emigrado, retirante
Humilhado
Pelo resto do País, sem destinação
Agora veja: Transamazônica, Ferrovia do Aço,
Usina Nuclear, bilhões desperdiçados,
Só idéias infelizes!
O governo só nào fez porque não quis.
Até os incas irrigaram boa parte so seu império
Quando o Brasil nem tinha sido descoberto e
Não havia, carro, trem, nem caminhão.
Até parece que querem manter o nordestino na
Miséria
Pra facilitar ainda mais a exploração
Grande foi o Capitão Virgulino Lampeão,
Verdadeiro rei cangaceiro do sertão,
Caiu no cangaço cedo, lutou contra os
Desmanzelos
Do clientelismo, assassino e opressor
E foi lider guerrilheiro,
Hobin-Hood brasileiro,
Homem de palavra,
Cabra bom e brigador,
Tocava o fole e dançava como ninguém,
Inda era compositor e cantava muito bem
Mulé rendeira, de sua autoria,
Emplacou pelo sertão quando nem rádio existia,
Cantava o bom, cantou quem era mau,
Essa é que foi um sucesso nacional,
Olê mulé rendeira,
Olê mulé rendá
Tu me ensina a fazer renda
Que eu te ensino a namorar.

Great Mr. Blackman

"People say you are too young, too young..."
I say he is the grat Mr. Black Man,
Give due respect to the artist,
Jamaican king of swing and lovers rock,
Original roots reggae man.

He came from Jamaica one day
To do what the really likes to do,
Sing to the people in Brazilian Jamaica,
So he sang so sweet and blue,

Backed by Tribo de Jah band,
Managed by Mr. Lovie Lloyd,
Yeah man! Another original Jamaican Man,
Good friend, respect!

Oh what a time so nice, so nice,
In 1991, the first time the Jamaican singer,
Great Mr. Black Man, Gregory Isaacs in
Brazil...
In the beginning of the night,
Eating friend fish and rice, tasting Jack-Fruit,
Awaiting for the time to perform a great show
Alive
In the Ponta D’Areia beach, at the sea side,
Inna São Luiz town.
Singing in the sunset,
Oh wath a good sound!
Singing with feeling and soul,
So he sang so sweet and blue
And made people crazy with the old classic
Reggae,
Yeah man! Good music!

Attention! Too much troubles in the production,
Local producers don’t understand anything
About the history of reggae
Music, so they made their work so bad; never
Respecting the great
Talent of the artist, that’s why I say...

He is the great Mr. Black Man, I say,
Give due respect to the artist,
Jamaican king of swing and lovers rock,
Original roots reggae man.

Breve sopro no ar

Distante na estrada
O horizonte se apaga
Entardecer eternizante
Em apenas um instante
O olhar se perde no escuro
Sem passado ou futuro
Só a luz interior
Nos faz seguir sem temor,
Vivendo no mundo
Por tão pouco tempo
Não mais que um segundo,
Um breve momento
Não se pode estar perdido
Não se pode estar
Vagando sem um sentido
Viajando pra nunca chegar
Somente um louco
Não irá realizar
Que a vida é um sopro,
Um breve sopro no ar,
Viagem passageira.
Até outra fronteira
Onde nada se vai levar
Nem como todo ouro
Aqui acumulado,
Se comprará o tesouro
Por todos mais cobiçado,
O tesouro mais precioso
De Ter sua mente em paz.
A mente em paz
O espirito livre e pronto
A consciência tranquila
Em paz com a vida,
Não há tempo pra intrigas,
Só o que há de valor é paz
A paz inteiror.

 

Babilônia em Chamas

Babilônia em Chamas...
Babilônia em Chamas...
Chamas da Destruição,
Chamas da destruição.
Os dias são esses,
Dias de hoje,
O mundo é confuso,
Mundo imundo.
Todos têm suas verdades,
Todos têm suas mentiras,
Os sábios da iniquidade
Não temem as chamas da ira,
Da ira de Jah – ninguém se lembra de Jah.
Babilônia em chamas...
Babilônia em chamas...
Chamas da destruição,
Chamas de destruição.
Olhe pros guetos,
E veja a escravidão,
As vitímas da pátria,
Filhos da opressão,
Vivendo, sofrendo, morrendo,
Pra alimentar os donos da situação.
Quem são? Os donos do poder,
Os cérebros do sistema,, donos da situação
Jah-Jah, proteja meus filhos das chamas da destruição.
Babilônia em chamas...
Babilônia em chamas...
Chamas dadestruição,
Chamas da destruição.

Regueiros Guerreiros

Mais um dia se levanta,
Na Jamaica brasileira,
Mais uma batalha que desperta,
A nação regueira
Eles descem dos guetos logo cedo,
Se concentram nas praças e ruas do centro,
Lavando, vigiando carros, vendendo jornais,
Construindo prédios, obras,
Cuidando de casas e quintais,
São menores, maiores brasileiros,
São os dreads verdadeiros do Maranhão,
Regueiros guerreiros,
Do Maranhão.
Mais um dia se levanta,
Na jamaica brasileira,
Mais uma batalha que desperte,
A nação regueira.
Niguém jamais parou pra pensar
N a sua condição de cidadãos com direitos,
Lutando em condições desiguais,
Lutando contra preconceitos e diferenças sociais;
Só que no fim de semana o reggae é a lei,
Dançando no Toque, no Pop, no Espaço,
Todo regueiro é um rei,
Regueiros guerreirosm
Dreads verdadeiros,
Regueiros guerreiros,
Do Maranhão.

Neguinha

Uma princesa negra nas terras da América do Sul,
Raios de sol, ondas de calor,
Um gosto afro em seu rastro, sob o céu azul,
Das praias morenas da Ilhas do Amor.
Viajando na paisagem do teu corpo,
Neguinha, o desejo é um mar revolto.
Viajando na paisagem do teu corpo,
Neguinha, o desejo é um mar revolto.
Queria navegar nas delícias da tua tez escura,
Naufragar no desejo, matar a fissura,
Penetrando o segredo de suas enseadas macias,
Até me derramar na baía...
Divino visual, afro o astral,
Quando você passeia na Ponte D’Areia,
No feitiço das formas, nas curvas vertiginosas,
Eu colho o que você semeia,
Duas pérolas negras num olhar galático...
Neguinha, neguinha, neguinha,
Gatinha voraz, black menina,
Neguinha, neguinha, neguinha.

Breve como um jogo

A vida é breve como um jogo,
Com suas regras, suas leis,
Injustiças e malogros,
Muitos perdem sua vez.
É ganhar ou perder,
É lutar pra viver,
É ganhar ou perder,
É lutar pra viver.
Em tudo há uma ciência,
A vivência nos leva a reconhecer,
Nas angústias, minúcias da existência,
A arte e a razão de viver,
Porque um dia...
Quem perde poderá ganhar,
Quem ganha poderá perder,
Quem sofre poderá gozar,
Quem goza poderá sofrer.

Babilônia Brasileira

Como pode um país continente?
De extensas terras, incontáveis riquezas
Dominado por uma elite tão inconsequente,
Saqueando o povo, semeando a incerteza.
Empresários, políticos,corruptos, oportunistas
Constroem seus impérios manipulando a massa,
Prepotentes senhores escravagistas,
Tão hábeis em suas trapaças
A lei do mais forte é sua segurança,
Tornando pessoas mais e mais oprimidas,
Famílias inteiras sofridas , sem esperanças,
Carentes e subnutridas crianças.
Brasil babilônia,
Terra da pouca vergonha,
De que vale tamanha riqueza,
Terras boas. Tão bela natureza,
Se o povo não pode almejar,
Ao menor bem estar, de Ter o pão sobre a mesa.
Babilônia brasileira,
Paraíso dos safados,
Regime do Demônio,
Sugando a nação inteira,
Capitalismo selvagem, sistema babilônio,
Jamais irá suplantar,
O sistema e os desígnios de Jah.

Magnatas e Regueiros

Magnatas e regueiros
Na Jamaica brasileira
Os regueiros gostam de reggae
Os magnatas gostam de dinheiro
Não fazem nada pelo reggae
Nada fazem pelos regueiros
Pensam que a vida é uma festa
Para lucrar o ano inteiro
Muitos se dizem de bem
Se dizem regueiros sem interesse
No fundo são desordeiros
Lobos vestidos em pele de cordeiro
Movidos pela grana,
Pela inveja e pela ganância,
Não conhecem a mensagem,
Princípios de paz e tolerância.

Refrão

Muita gente humilde e honesta
Ama o reggaee vive no gueto
Paga pra ir a uma festa
Mas não recebe o devido respeito
São tratados como bichos
Pra policia são todos suspeitos
Vítimas do descaso, da exploração
E do preconceito.
O reggae não é isso, não é guerra, futricas ou maquinação,
É música de paz, de amor e união.

 

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