Estado de SERGIPE

 Eleições de 03 de outubro de 1950

Governador do Estado (Fonte: TSE)

Legendas/Coligações

Candidatos

Votações

Eleito

PSD/PR

Arnaldo Rollemberg Garcez - PSD

36.374 (x)

Não eleitos
UDN/PST (Coligação Democrática Sergipana) Leandro Maynard Maciel - UDN 36.343 (x)
PTB Francisco de Araújo Macedo 21.421
Votos nominais 94.138
Votos brancos 5.811
Votos nulos 1.070
Votos apurados 101.019

(x) Diferença de 31 votos entre os candidatos Arnaldo Rollemberg Garcez e Leandro Maynard Maciel.

  • O professor José Ibarê Costa Dantas, tendo como fontes Bonifácio Fortes - CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA POLÍTICA DE SERGIPE (1933-58), publicado na Revista Brasileira de Estudos Políticos, nº 8, Belo Horizonte: UMG, 1960, páginas 108/9 - e o DIÁRIO DA JUSTIÇA ELEITORAL, datado de 19 de janeiro de 1951, apresenta, em OS PARTIDOS POLÍTICOS EM SERGIPE (1889-1964), página 191, números diferentes: Arnaldo Rollemberg Garcez - 36.954 votos; Leandro Maynard Maciel - 36.895 votos; Francisco de Araújo Macedo - 21.415 votos (Diferença de 59 votos entre Arnaldo e Leandro).
     

  • Em 100 ANOS DE ELEIÇÕES EM SERGIPE, publicação do TRE/SE (2002), aparecem os seguintes números na página 73: Arnaldo Rollemberg Garcez - 36.307 votos; Leandro Maynard Maciel - 36.285 votos; Francisco de Araújo Macedo - 21.415 votos; Votos brancos - 5.805; Votos nulos - 1.047 (Diferença de 22 votos entre Arnaldo e Leandro).
     

  • José Ibaré Costa Dantas, na página 192 da já citada obra, afirma: "A disputa pelo resultado de governador e a diferença de 59 votos foram indicativos do equilíbrio de forças, e tal equilíbrio fica mais patente, quando se admite que Macedo, nas eleições suplementares, teria recomendado aos seus próprios eleitores sufragarem o candidato da coligação PSD-PR".
     

  • Ricardo Leite, em JÚLIO LEITE: O CHEFE INVISÍVEL, páginas 97 e 98, na defesa, naturalmente, do posicionamento do avô, o eleito Senador da Coligação PSD/PR, diz que, para chegar ao resultado final do pleito para Governador do Estado, houve a necessidade de convocação pelo TRE/SE de eleições suplementares em urnas que haviam sido anuladas:

    "No terceiro lugar, com mais de 20 mil votos, Francisco Macedo vê seu prestígio subir às alturas. Obliquamente, Sergipe teria segundo turno, e o passe trabalhista poderia representar a vitória. Dessa articulação, o PR se abstém. Macedo era intragável. Virulento, odioso e odiento tinha como alvo principal em Estância, sua base eleitoral, justamente Júlio Leite e sua família, principalmente o primogênito, Jorge. Seu Jornal Folha Trabalhista massacra o PR, as indústrias têxteis de Júlio e a honra da família. O PSD de Leite Neto toma conta do assunto estratégico, e o acordo é fechado, inflacionado pela ambição financeira do autodenominado "líder de massas" que dizia querer fazer um "baile de tamanco" no Palácio Olímpio Campos.

    O suspense é total. Todas as atenções voltadas para poucas urnas de Itabi, Saco (Estância), e Nossa Senhora da Glória. Armas, dinheiro, tropas especiais e explosivos são deslocados para o teatro de operações - não parecia uma eleição, mas uma guerra literalmente falando. Em Itabi, norte do Estado, as lideranças da UDN pressentindo o pior, já perto das cinco da tarde, mandaram um eleitor votar com uma missão especial - era o "eleitor-bomba", que faz explodir a urna. Gente desmaia, papel voa para todo o lado. Para o povo, aquela eleição passou a ser de "Itabiiii", imitando o som de bomba. O Diário de Sergipe destaca: "Udenistas usam armas químicas de Hitler para explodir urna em Itabi".
    Não menos tumultuada é a eleição em Nossa Senhora da Glória, chamada de "A Coréia Sergiana", referência pitoresca à guerra no país asiático. O Deputado do PSD, Manoel Cabral Machado lembra que nomunicípio foi cometida a maior fraude de todos os tempos em Sergipe. O Exército é chamado para garantir o pleito. Enfim, a votação acaba e apuração recomeça. O resultado é mais surpreendente ainda. A UDN apesar de tudo, não consegue tirar a micro-diferença, que cai para incríveis 59 votos, nun universo de 99.949 votantes. Se perder é ruim, dói, causa revolta, por pouco, muito pouco, por nada mesmo, é pior do que a morte física. A UDN está inconsolável."

 

 
Vice-Governador do Estado (Fonte: TSE)
Legendas/Coligações Candidatos Votações
Eleito

PSD/PR

Edélzio Vieira de Melo - PSD

36.649

Não eleitos
UDN/PST (Coligação Democrática Sergipana) Pedro Diniz Gonçalves Filho - UDN 36.308
PTB Aldebrando Franco de Menezes 6.516
Votos nominais 79.473
Votos brancos 20.498
Votos nulos 1.048
Votos apurados 101.019
 
  • O professor José Ibarê Costa Dantas, tendo como fontes Bonifácio Fortes - CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA POLÍTICA DE SERGIPE (1933-58), publicado na Revista Brasileira de Estudos Políticos, nº 8, Belo Horizonte: UMG, 1960, páginas 108/9 - e o DIÁRIO DA JUSTIÇA ELEITORAL, datado de 19 de janeiro de 1951, apresenta, em OS PARTIDOS POLÍTICOS EM SERGIPE (1889-1964), página 191, números diferentes: Edélzio Vieira de Melo - 37.262 votos; Pedro Diniz Gonçalves Filho - 36.826 votos; Aldebranco Franco de Menezes - 6.515 votos.
     

  • Em 100 ANOS DE ELEIÇÕES EM SERGIPE, publicação do TRE/SE (2002), aparecem os seguintes números na página 73: Edélzio Vieira de Melo - 36.581 votos; Pedro Diniz Gonçalves Filho - 36.251 votos; Aldebrando Franco de Menezes - 6.515 votos; Votos nominais - 79.347.

 

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