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O professor José Ibarê
Costa Dantas, tendo como fontes Bonifácio Fortes - CONTRIBUIÇÃO
À HISTÓRIA POLÍTICA DE SERGIPE (1933-58), publicado na
Revista Brasileira de Estudos Políticos, nº 8, Belo Horizonte: UMG,
1960, páginas 108/9 - e o DIÁRIO DA JUSTIÇA ELEITORAL,
datado de 19 de janeiro de 1951, apresenta, em OS
PARTIDOS POLÍTICOS EM SERGIPE (1889-1964), página 191,
números diferentes: Arnaldo Rollemberg Garcez - 36.954 votos;
Leandro Maynard Maciel - 36.895 votos; Francisco de Araújo Macedo -
21.415 votos (Diferença de 59 votos entre
Arnaldo e Leandro).
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Em 100 ANOS DE ELEIÇÕES
EM SERGIPE, publicação do TRE/SE (2002), aparecem os seguintes
números na página 73: Arnaldo Rollemberg Garcez - 36.307 votos;
Leandro Maynard Maciel - 36.285 votos; Francisco de Araújo Macedo -
21.415 votos; Votos brancos - 5.805; Votos nulos - 1.047
(Diferença de 22 votos entre Arnaldo e Leandro).
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José Ibaré Costa Dantas, na
página 192 da já citada obra, afirma: "A disputa pelo resultado de
governador e a diferença de 59 votos foram indicativos do equilíbrio
de forças, e tal equilíbrio fica mais patente, quando se admite que
Macedo, nas eleições suplementares, teria recomendado aos seus
próprios eleitores sufragarem o candidato da coligação PSD-PR".
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Ricardo Leite, em JÚLIO
LEITE: O CHEFE INVISÍVEL, páginas 97 e 98, na defesa,
naturalmente, do posicionamento do avô, o eleito Senador da
Coligação PSD/PR, diz que, para chegar ao resultado final do pleito
para Governador do Estado, houve a necessidade de convocação pelo
TRE/SE de eleições suplementares em urnas que haviam sido anuladas:
"No terceiro lugar, com mais de 20 mil votos, Francisco Macedo vê
seu prestígio subir às alturas. Obliquamente, Sergipe teria segundo
turno, e o passe trabalhista poderia representar a vitória. Dessa
articulação, o PR se abstém. Macedo era intragável. Virulento,
odioso e odiento tinha como alvo principal em Estância, sua base
eleitoral, justamente Júlio Leite e sua família, principalmente o
primogênito, Jorge. Seu Jornal Folha Trabalhista massacra o PR, as
indústrias têxteis de Júlio e a honra da família. O PSD de Leite
Neto toma conta do assunto estratégico, e o acordo é fechado,
inflacionado pela ambição financeira do autodenominado "líder de
massas" que dizia querer fazer um "baile de tamanco" no Palácio
Olímpio Campos.
O suspense é total. Todas as atenções voltadas para poucas urnas de
Itabi, Saco (Estância), e Nossa Senhora da Glória. Armas, dinheiro,
tropas especiais e explosivos são deslocados para o teatro de
operações - não parecia uma eleição, mas uma guerra literalmente
falando. Em Itabi, norte do Estado, as lideranças da UDN
pressentindo o pior, já perto das cinco da tarde, mandaram um
eleitor votar com uma missão especial - era o "eleitor-bomba", que
faz explodir a urna. Gente desmaia, papel voa para todo o lado. Para
o povo, aquela eleição passou a ser de "Itabiiii", imitando o som de
bomba. O Diário de Sergipe destaca: "Udenistas usam armas químicas
de Hitler para explodir urna em Itabi".
Não menos tumultuada é a eleição em Nossa Senhora da Glória, chamada
de "A Coréia Sergiana", referência pitoresca à guerra no país
asiático. O Deputado do PSD, Manoel Cabral Machado lembra que
nomunicípio foi cometida a maior fraude de todos os tempos em
Sergipe. O Exército é chamado para garantir o pleito. Enfim, a
votação acaba e apuração recomeça. O resultado é mais surpreendente
ainda. A UDN apesar de tudo, não consegue tirar a micro-diferença,
que cai para incríveis 59 votos, nun universo de 99.949 votantes. Se
perder é ruim, dói, causa revolta, por pouco, muito pouco, por nada
mesmo, é pior do que a morte física. A UDN está inconsolável."
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O professor José Ibarê
Costa Dantas, tendo como fontes Bonifácio Fortes - CONTRIBUIÇÃO
À HISTÓRIA POLÍTICA DE SERGIPE (1933-58), publicado na
Revista Brasileira de Estudos Políticos, nº 8, Belo Horizonte: UMG,
1960, páginas 108/9 - e o DIÁRIO DA JUSTIÇA ELEITORAL,
datado de 19 de janeiro de 1951, apresenta, em OS
PARTIDOS POLÍTICOS EM SERGIPE (1889-1964), página 191,
números diferentes: Edélzio Vieira de Melo - 37.262 votos; Pedro
Diniz Gonçalves Filho - 36.826 votos; Aldebranco Franco de Menezes -
6.515 votos.
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Em 100 ANOS DE ELEIÇÕES EM
SERGIPE, publicação do TRE/SE (2002), aparecem os seguintes
números na página 73: Edélzio Vieira de Melo - 36.581 votos; Pedro
Diniz Gonçalves Filho - 36.251 votos; Aldebrando Franco de Menezes -
6.515 votos; Votos nominais - 79.347.
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