RHA�SSA E A S�NDROME DE DOWN
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rhaissanet98
Entrevista para a revista Carta Capil�.

Rha�ssa conquista o mundo

Ela tem 7 anos, estuda no col�gio Gustavo Vieira de Brito, em Vacaria-RS, tem um site na Internet e milhares de amigos espalhados pelo mundo inteiro. Sua hist�ria come�a na maternidade, no dia 26 de fevereiro de 1998. A alegria do nascimento, suspensa por uma not�cia que os pais, o eletrecit�rio Aroldo Cordella e a professora D�bora Cordella, receberam do pediatra: Rha�ssa, a filha rec�m-nascida, � portadora da s�ndrome de Down. Absorvido o choque, os pais partiram para uma cruzada em busca de informa��es sobre Down. Aroldo criou um site na Internet para se comunicar com pais que vivem a mesma experi�ncia. A hist�ria de Rha�ssa, que poderia ter tomado outro rumo, passou a ser recheada de amizade, respeito e solidariedade dos pais, dos colegas de escola, e de gente que ela nem conhece pessoalmente.

Como � ser pai e m�e de uma crian�a portadora da s�ndrome de Down?

Aroldo - Para n�s � gratificante, enriquecedor e fascinante. Nos sentimos privilegiados em termos esta oportunidade de amar loucamente algu�m diferente e especial, cada conquista, por mais simples que seja, � uma grande vit�ria para todos n�s. Lutar pelos seus direitos � uma forma de repeit�-la dentro de suas limita��es e encaminh�-la para que mais tarde ela lute por seus sonhos e desejos.

O in�cio � um momento de apreens�o, reflex�o e aceita��o, que varia de acordo com a quantidade de informa��o recebida pelos pais e familiares. Hoje nos sentimos privilegiados por termos a Rha�ssa. Ela � motivo de alegrias, descobertas e conquistas. Realmente � uma d�diva de Deus.

 

De que forma Rha�ssa foi recebida?

Aroldo - Com muito amor e carinho. Soubemos do diagn�stico que a Rha�ssa havia nascido com s�ndrome de Down no dia seguinte de seu nascimento, pelo pediatra. Apesar da not�cia ser dada de forma tranquila, ficamos assustados. A falta de informa��o em rela��o � s�ndrome de Down foi a maior dificuldade.

 

Voc�s convivem ou trocam experi�ncias com pais que tamb�m t�m filhos Down?

Aroldo - Desde que a Rha�ssa nasceu mantemos contatos com outros pais. Atrav�s da Internet, fazemos parte de um grupo: http://br.groups.yahoo.com/group/sindromededown que tem como objetivo reunir pais, parentes e profissionais para compartilhar suas experi�ncias, inquietudes e sucessos na cria��o e educa��o dos seus filhos com a participa��o de especialistas sobre temas de interesse do grupo.

 

O que aprendem com esses pais?

Aroldo - Aprendemos que com amor, carinho e dedica��o � poss�vel superar obst�culos impostos pela gen�tica.

 

Existe discrimina��o?

Aroldo � O preconceito existe pela falta de informa��o. Particularmente em rela��o a Rha�ssa, at� agora, n�o vivemos nenhuma situa��o de preconceito. As pessoas devem agir com naturalidade. O sentimento de piedade machuca tanto quanto o preconceito.

 

O que deve mudar na sociedade, na escola, para acolher a crian�a Down?

Aroldo - Nosso entendimento de inclus�o social e escolar implica, necessariamente, no conv�vio com a diversidade como algo natural e na aceita��o do direito de todos os homens de viverem sem os obst�culos criados pelo pr�prio homem. A escola inclusiva pressup�e mudan�as de estrutura, de atitude e de estilo de trabalho dos educadores em geral, que dever�o reconhecer que cada aluno � diferente do outro, e que cada um possui necessidades pr�prias, espec�ficas, progredindo conforme suas potencialidades.

 

Como os pais podem contribuir para que a crian�a Down tenha um vida plena?

Aroldo - Participando e comprometendo-se em grupos, associa��es e conselhos, com o objetivo de informar e conscientizar a comunidade sobre as verdadeiras potencialidades e habilidades destas pessoas.

 

De quem foi a id�ia de criar o site?

Aroldo � O site http://br.geocities.com/rhaissanet98 foi criado por mim. Sua cria��o partiu da necessidade de transmitir um pouco da nossa experi�ncia a outras pessoas e, principalmente, a outros pais que estivessem vivendo a mesma situa��o. O objetivo � informar e demonstrar que ter uma filha com s�ndrome de Down � diferente e fascinante e que, com amor, carinho e respeito �s suas habilidades podemos superar as adversidades.

 

Que mensagem chamou mais a aten��o?

Aroldo � Recebemos muitas mensagens, inclusive de outros pa�ses, pelo e-mail e livro de visitas, ambos no site. Uma mensagem que nos chamou a aten��o foi o de uma m�e que estava gr�vida de tr�s meses e que, ap�s a realiza��o de um exame, constatou que o beb� tinha s�ndrome de Down e que estava pensando em abortar. Dois meses depois, em outro e-mail, ela agradecia a n�s e a Rha�ssa, dizendo que, ao conhec�-la pelo site acabou desistindo de interromper a gravidez.

 

Revista Carta Capil�

Set/Out 2005

Edi��o Especial 2 anos.

N� 20

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