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Algumas
considera��es:
Depois
de conhecer a Rha�ssa atrav�s do site, a reda��o da
revista entrou em contato, convidando-nos
para uma entrevista sobre a nossa filha.
Como
n�o tivemos conhecimento do texto antes da publica��o da revista, ficamos surpresos com a maneira que foi abordado o
tema, onde a jornalista afirma que as crian�as que nascem com
s�ndrome de Down sofrem de um mal.
A
imprensa, de forma geral, � uma ferramenta indispens�vel
para que possamos divulgar e informar as pessoas sobre o que
� a s�ndrome de Down e as suas verdadeiras potencialidades
na tentativa de tornar este mundo cada vez
menos preconceituoso.
Para
isso, sugerimos que as pessoas tenham cuidado quando
escreverem sobre a s�ndrome de Down, observando a fonte de
pesquisa, pois a literatura encontrada em livros de poucos
anos atr�s j� n�o demonstram a realidade.
Abaixo
o artigo que foi publicado na revista Ana Maria, Edi��o
0448. Editora Abril S/A
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Arquivo pessoal "Seu filho tem
Down"
Essa not�cia � um choque. Mas ela abre um caminho
muito especial para o exerc�cio do amor
Por Juliana
Parente
"Rha�ssa � muito apegada a mim e � m�e dela. Ela tem uma
sensibilidade impressionante: cada gesto de carinho nosso �
correspondido com intensidade tr�s vezes maior, seja um beijo, um
abra�o ou um elogio", afirma Aroldo Cordella, pai da menina. "Ayrton
� um beijoqueiro. Adora me chamar de amore mio e, quando est�
fora de casa, me liga direto para dizer que est� com saudade",
refor�a Nazira Evangelista, m�e do garoto. Ra�ssa, de 7 anos, e
Ayrton, 11, s�o portadores da s�ndrome de Down, desordem gen�tica
que afeta uma em cada 800 crian�as nascidas ao redor do mundo.
O mal do qual eles sofrem ganhou destaque h� duas semanas com a
emocionante homenagem feita por Rom�rio � sua filha Ivy, de um 1
m�s. Em uma partida que marcou sua despedida da Sele��o, ele ergueu
a camisa e, por baixo, mostrou outra com os dizeres: "Tenho uma
filhinha Down que � uma princesinha".
A dedica��o dele vai ajudar bastante no desenvolvimento da
pequena Ivy. Isso porque todas as crian�as especiais apresentam
sa�de mais fr�gil e uma capacidade de aprendizado mais lenta.
Caracter�sticas que, no entanto, est�o longe de impedi-las de levar
uma vida normal, com direito a educa��o, trabalho e namoro. "O ano
letivo de uma escola especializada no acompanhamento de portadores
de s�ndrome de Down � diferenciado. Cada aluno tem um ritmo pr�prio
de desenvolvimento, e isso precisa ser respeitado", afirma Alda
L�cia Pacheco Vaz, coordenadora pedag�gica da Associa��o para o
Desenvolvimento Integral do Down, em S�o Paulo. Segundo ela, o
aprendizado por meio de experi�ncias pr�ticas � uma das maneiras
mais eficazes de manter e estimular a aten��o.
Comunica��o em alta
H� tr�s anos, a Adid mant�m o Projeto Real, quando as turmas saem
da escola, acompanhadas por professores, com o objetivo de cumprir
uma miss�o. "Pode ser a produ��o de um bolo com R$ 10, por exemplo",
afirma. As li��es incluem a escolha e a compra dos ingredientes e a
compara��o de pre�os. "� uma oportunidade �nica, que incentiva desde
o conv�vio social com estranhos at� o racioc�nio l�gico."
Esse tipo de exposi��o acaba gerando uma s�rie de benef�cios,
como disposi��o e preparo maiores para ingressar no mercado de
trabalho - ainda uma grande barreira para o portador de Down. "A
Carolina j� est� no segundo emprego. Antes, foi atendente numa
lanchonete e hoje atua na organiza��o de um escrit�rio", afirma com
orgulho Cec�lia Dias, m�e da jovem de 29 anos. Diferente do que
muita gente pensa, por�m, n�o � o primeiro emprego ou a conquista de
uma vida mais independente o que mais aflige o Down. "Sem d�vida, o
momento mais dif�cil que vivi at� hoje foi quando a Carol tomou
consci�ncia do problema dela", recorda Cec�lia. "Ela me questionava
a diferen�a, queria entender por que as pessoas olhavam para ela de
jeito esquisito." Para superar a crise, a manuten��o de um leque
variado de atividades, incluindo escola, gin�stica e terapia, foi
fundamental. "Ela percebeu que podia fazer tudo o que quisesse e,
com isso, deixou de se sentir estranha", revela. Quando � assim,
tudo termina bem.
A biologia explica o problema
A causa ainda � um mist�rio, mas h� fatores de risco
conhecidos.
Os portadores desse mal apresentam um cromossomo a mais no DNA:
em vez dos 46 normais, t�m 47. E o cromossomo excedente surge num
local espec�fico, o par 21. As estat�sticas mostram tamb�m que
alguns fatores aumentam o risco dessa anomalia. O primeiro, e o mais
�bvio, � o car�ter heredit�rio. Fam�lias com hist�rico da
defici�ncia tendem a gerar crian�as assim com mais facilidade. Outra
agravante � a idade com que a mulher engravida. Aos 25 anos, a
probabilidade de gerar um beb� Down � de 1 em 1.700. J� quando a
gesta��o ocorre ap�s os 40 anos, esse n�mero aumenta para 1 em 80. O
desenvolvimento tamb�m pode se diferenciar de uma crian�a para
outra. Umas nem sequer conseguem falar, enquanto outras fazem de
tudo. "Isso varia muito. Como n�s temos dificuldades, eles tamb�m
t�m e, em alguns casos, elas s�o duras ou at� imposs�veis de ser
contornadas", afirma o cardiologista Edmar Santos.
Gravidez monitorada
A amniocentese permite descobrir se o beb� que est� sendo
gerado apresenta s�ndrome de Down. O exame deve ser realizado
entre a 16a e a 20a semana de gesta��o, desde que haja
recomenda��o m�dica. A precau��o existe gra�as ao risco de
aborto inerente ao procedimento. Com uma seringa, o m�dico
retira c�lulas do feto presentes no l�quido amni�tico, uma
esp�cie de bolsa que envolve o beb�. Tais c�lulas s�o
analisadas em laborat�rio e, com isso, � poss�vel detectar se
existe um cromossomo a mais no par 21.
Fonte: Revista Ana Maria, Edi��o 0448.
Editora Abril S/A
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