AstroManual - Astronomia Observacional Amadora
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Bólido x Meteorito
Pequeno guia para a relação entre Bólidos e Meteoritos

O propósito deste texto é prover alguma direção básica considerando que bólidos (fireballs) provavelmente podem produzir meteoritos. Embora a recuperação de meteorito não é a única razão para coletar informações de bólidos, todavia é verdade que a reunião de esforços na coleta e informação de dados precisos obtidos de testemunha ocular desses eventos pode resultar no encontro de meteoritos provenientes de bólidos. Assim, é importante saber que:

1. O brilho do bólido não é uma predisposição válida na probabilidade de produção de meteorito. Estudos realizados surpreendentemente apontam que meteoritos foram o resultado pelo menos de bólidos tão lânguido quanto magnitude aparente de -6, e um meteorito típico produzido por bólido é só de -9 magnitude. Muitos dos mais luminosos e a maioria dos bólidos espetaculares não produziram meteoritos.

2. Meteoritos não são o resultado de meteoros rápidos. Enquanto é difícil de definir o limite preciso, a maioria dos investigadores sugere que meteoritos nunca resultam quando a velocidade geocêntrica está acima de aproximadamente 28 km/s. Embora seja difícil determinar a velocidade do meteoro com muita precisão só de relatórios de testemunha ocular, às vezes através do movimento aparente e duração é possível estabelecer que a velocidade é muito alta para produção de meteorito. Interpretando tais observações, se lembre um bólido típico começa a alturas aproximadamente de 80 km.

3. Meteoritos não são o resultado de meteoro cuja origem seja cometária de chuveiros como Orionids, Perseids, Leonids, Taurids, etc. porque estes objetos não têm a força exigida para sobreviver ao vôo atmosférico, e, em todo caso, as velocidades geocêntricas são muito altas. Freqüentemente a data e direção aparente podem ser usadas para estabelecer um vínculo do chuveiro a um bólido, embora parece que bólidos extremamente luminosos não são produzidos através de chuveiros de meteoros.

4. Meteorito proveniente de bólido tipicamente termina sua luminosidade a alturas de 25 a 35 km. Usando-se a triangulação através dados obtidos de algumas observações visuais em locais deferentes, pode-se estabelecer se o meteoro terminou a 50 ou 60 km sendo muito improvável que resulte em um meteorito. O típico meteorito originado de um bólido apresenta velocidade de 8 km/s ou perto disso na altura onde finda sua luminosidade.

5. Há uma leve dependência de produção de meteorito e ângulo de zênite, assim bólidos com vôos verticais que são mais prováveis de produzir meteoritos.

6. A fragmentação reduz significativamente a probabilidade de produção de meteorito (embora a maioria dos meteoritos também fragmenta). Parece que meteoritos com massas sobre 10 kg são fraturados parcialmente através de impactos interplanetários, e prontamente se fragmentam.

7. A produção de sons semelhantes ao de trovão é um indicador poderoso que foram produzidos meteoritos, desde que indica que o meteoro chegue à mais baixa atmosfera. O tempo entre o avistamento do bólido e a audição do som é tipicamente de 10 segundos a mais ou menos 5 minutos e pode ser usado para estabelecer a distância para o meteoro. A ocorrência de som ou assobio destacado (próximo a instantâneo) que acontece simultaneamente com o bólido não é um indicador de baixa penetração atmosférica e prováveis meteoritos. É acreditado que estes sons sejam ecos eletromagnéticos através de objetos próximos. Todavia sons ouvidos simultâneamente ao se ver uma exolosão de bólido não pode ser descarto como tal.

Texto baseado em: http://miac.uqac.ca/MIAC/link-e.htm

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