texto enviado por Michelle 02/07/04

Uma Carta Endereçada aos Jovens e aos Pais

Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase s/ forças, mas pedi p/ a enfermeira Dane minha amiga, p/ escrever esta carta q será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes q seja tarde d+. Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe média alta de Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal e procurou sempre p/a mim e p/ meus 2 irmãos dar tudo de bom e o q tem de melhor, inclusive liberdade q eu nunca soube aproveitar. Aos 13 anos participei e ganhei um concurso p/ modelo e manequim p/ a Agência Kasting e fui até o final do concurso q selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui tbm selecionada p/ fazer um Book na Agência Elite em São Paulo. Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa", Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia c/ minhas amigas tudo o q a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente. Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 1994. Fui c/ uma turma de amigos p/ a OCTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram s/ + apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude", famoso barzinho da Rua XV. À noite fomos ao "PROEB" e no "Pavilhão Galego" tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era trimaneira. Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia de OCTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP. Q sensação legal curti a noite inteira "doidona",beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado c/ guaraná p/ enganar os "meganha", pq menor ñ podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os "otários" ñ percebiam. Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Qdo fui ao apartamento quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré-menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S. Paulo, q alugaram um "ap" no msm prédio. Nem imaginava q naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino. Bebi um pouco no sábado, a festa ñ estava legal, mas lá pelas 5:30h da manhã fomos ao "ap"dos garotos p/ curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado "Cigarro de Maconha", q me ofereceram. No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram c/ nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei c/ uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente. O garoto + velho da turma o "Marcos", fazia carreirinho e cheirava um pó branco q descobri ser cocaína. Ofereceram-me, mas ñ tive coragem aquele dia. Retornamos a "Floripa" mas percebi q alguma coisa tinha mudado ... eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e ñ demorou muito p/ eu novamente deparar-me c/ meu assassino "DRUGS". Aos poucos meus melhores amigos foram se afastando qdo comecei a me envolver c/ uma galera da pesada, e s/ perceber eu já era uma dependente química, a partir do momento q a droga começou a fazer parte do meu cotidiano. Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada c/ esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada c/ um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos q misturando cocaína c/ sangue o efeito dela ficava + forte, e aos poucos ñ compartilhávamos a seringa e sim o sangue q cada um cedia p/ diluir o pó. No início a minha mesada cobria os meus custos c/ as malditas, pq a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a "branca" a R$ 7,00 o grama, mas ñ demorou muito p/ conseguir somente a R$ 15,00 a boa, e eu precisava no mínimo 5 doses diárias. Saía na sexta-feira e retornava aos domingos c/ meus >"novos amigos". Às vezes a gente conseguia o "extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira e depois farra. O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia q eles ñ tinham nada a ver c/ a minha vida. Comecei a roubar em casa pequenas coisas p/ venderou trocar por drogas. Aos poucos o dinheiro foi faltando e p/ conseguir grana fazia programas c/ uns velhos q pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário p/ conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em clínicas de Recuperação. Meus pais sempre c/ muito amor gastavam fortunas p/ tentar reverter o quadro. Qdo eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família. Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri q havia contraído o vírus da AIDS, ñ sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes s/ camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, pq os homens pagavam + p/ transar s/ camisinha. Aos poucos os meus valores, q só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo. Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los. Eles me deram o bem + precioso q é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, c/ 24kg, horrível, ñ quero receber visitas pq ñ podem me ver assim, ñ sei até qdo sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens q ñ entrem nessa viagem maluca. Vc c/ certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo q é tarde d+ pra mim.

OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e, segundo a enfermeira Danelise, Patrícia veio a falecer 14 horas depois q escreveram essa carta, de parada cardíaca e respiratória em conseqüência da AIDS. Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia..

POR FAVOR AMIGOS, SE ESSA CARTA CHEGOU A SUA MÃO NÃO FOI POR ACASO! SIGNIFICA QUE VOCÊ FOI ESCOLHIDO PARA AJUDAR ALGUÉM! O CONTEÚDO DESCRITO NESTA CARTA ACONTECE TODOS OS DIAS NO BRASIL E NO MUNDO.

Um Alerta à Família Brasileira! DIGA NÃO ÀS DROGAS !!

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