texto enviado por Carluxa 17/05/04
Coincidência ou Sincronidade
No jantar de premiação anual de ciências forenses, em 1994, o Presidente Dr. Don Harper Mills impressionou o público c/ as complicações legais de uma morte bizarra. Aqui está a história: Em 23 de março de 1994, o médico legista examinou o corpo de Ronald Opus e concluiu q a causa da morte fora um tiro de espingarada na cabeça. O sr. Opus pulara do alto de um prédio de 10 andares, pretendendo se suicidar. Ele deixou uma nota de suicídio confirmando sua intenção. Mas qdo estava caindo, passando pelo nono andar, Opus foi atingido por um tiro de espingarada na cabeça, q o matou instantaneamente. O q Opus ñ sabia era q uma rede de segurança havia sido instalada um pouco abaixo, na altura do oitavo andar, a fim de proteger alguns trabalhadores, portanto Ronald Opus ñ teria sido capaz de consumar seu suicídio como pretendia. "Normalmente," continuou o Dr. Mills, "qdo uma pessoa inicia um ato de suicídio e consegue se matar, sua morte é considerada suicídio, msm q o mecanismo final da morte ñ tenha sido o desejado." Mas o fato de Opus ter sido morto em plena queda, no meio de um suicídio q ñ teria dado certo por causa da rede de segurança, tranformou o caso em homicídio. O quarto do nono andar, de onde partiu o tiro assassino, era ocupado por um casal de velhos. Eles estavam discutindo em altos gritos, e o marido ameaçava a esposa c/ uma espingarda. O homem estava tão furioso q, ao apertar o gatilho, o tiro errou completamente sua esposa, atravessando a janela e atingindo o corpo q caía. Qdo alguém tenta matar a vítima A mas acidentalmente mata a vítima B, esse alguém é culpado pelo homicídio de B. Qdo acusado de assassinato, tanto o marido qto a esposa foram enfáticos, ao afirmar q a espingarda deveria estar descarregada. O velho disse q ele tinha o hábito de costumeiramente ameaçar sua esposa c/ a espingarada descarregada durante suas discussões. Ele jamais tivera a intenção de matá-la. Portanto, o assassinato do sr. Opus parecia ter sido um acidente; quer dizer, ambos achavam q a arma estava descarregada, portanto a culpa seria de quem carregara a arma. A investigação descobriu uma testemunha q vira o filho do casal carregar a espingarda 1 mês antes. Foi descoberto q a senhora havia cortado a mesada do filho e ele, sabendo das brigas constantes de seus pais, carregara a espingarda na esperança q seu pai matasse sua mãe. O caso passa a ser portanto do assassinato do sr. Opus pelo filho do casal. Agora vem a reviravolta surpreendente. As investigações descobriram q o filho do casal era, na verdade, Ronald Opus. Ele encontrava-se frustrado por ñ ter até então conseguido matar sua mãe. Por isso, em 23 de março, ele se atirou do décimo andar do prédio onde morava, vindo a ser morto por um tiro de espingarada qdo passava pela janela do nono andar. Ronald Opus havia efetivamente assassinado a si msm, por isso a polícia encerrou o caso como suicídio.