Formação Étnica do Rio Grande do Norte
A
formação da etnia brasileira deve-se a três raças: o branco, em sua maioria
português, o negro, vindo da África e o índio, nativo. Das misturas destas raças
surgiu, então, o povo brasileiro. Vale salientar os principais cruzamentos: branco com
negro, mulato; branco com índio, mameluco ou caboclo; negro com índio, cafuso, o Rio
Grande do Norte teve todos estes cruzamentos, dois, porém, em maior escala: o
mameluco e o mulato.
Desde o início da história do Rio Grande do Norte podemos notar a importância dos índios na defesa de seu território, impedindo que o branco, principalmente o português, se estabelecesse na região, porém, foi com os franceses, contrabandistas do pau-brasil, que se deram os primeiros contatos e as primeiras miscigenações, e mais tarde, os portugueses aqui se estabeleceram, miscigenando-se também, e no século XVII quando se deu a invasão holandesa, o Rio Grande do Norte conheceu a dominação flamenga por 21 anos de 1633 a 1654 quado os holandeses aliaram-se aos índios cariris e com eles se misturaram.
E a primeira notícia da vinda de escravos para o Rio Grande do Norte foi à época de João Rodrigues Colaço, que trouxe um pequeno número deles no início do Século XVII, e a raça negra foi a que menos pesou na formação étnica potiguar: Primeiro, por não ter o Rio Grande do Norte portos para receber escravos, muito menos, comércio de negros. Segundo, foi a falta de um produto de sustentação econômica que exigisse a mão-de-obra escrava, como houve em outras regiões. Tudo isso fez com que o número de escravos que vieram para o Rio Grande do Norte trazidos geralmente de Pernambuco, fosse muito pequeno, atendendo apenas às exigências de Cunhaú e Ferreiro-Torto, ou outro pequeno engenho que necessitasse e para o sertão, foram poucos enviados, apenas um ou outro para servir de vaqueiro, ou para trabalhar na agricultura de subsistência.
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