O engenho colonial, a grande propriedade produtora de açúcar, era constituído, basicamente por dois grandes setores: o agrícola que era formado pelos canaviais, e o de beneficiamento a casa do engenho, onde a cana de açúcar era transformada em açúcar e aguardente.

No engenho havia varias construções: a
casa grande a moradia do senhor e de sua família; a senzala era a habitação dos
escravos; a casa do engenho onde abrigava
todas as instalações destinadas ao preparo do açúcar, a moenda onde se moía a cana de
açúcar para a extração do caldo (a garapa); as fornalhas onde o caldo de cana era
fervido e purificado em tachos de cobre; a casa de purgar onde o açúcar era branqueado,
separando-se o açúcar mascavo (escuro) do açúcar de melhor qualidade e depois posto
para secar, quando toda esta operação terminava, o produto era pesado e separado
conforme a qualidade, e colocado em caixas de madeiras de até cinqüenta arrobas e
exportado para a Europa. Muitos engenhos possuíam também destilarias para produzir a
aguardente (cachaça), utilizada como escambo no tráfico de negros da África. As terras
do engenho eram formadas pelas pastagens, lavoura de subsistência formavam e pelos
canaviais que eram divididos em partidos que eram explorados ou não pelos proprietários
dos engenhos, e as terras não exploradas pelos senhores dos engenhos eram cedidas aos
lavradores que se obrigavam a moer sua cana no engenho do proprietário e entregando-lhe a
metade de sua produção, além de pagar o aluguel da terra utilizada com a percentagem de
10% da produção obtida.