V�cio
(Ronaldo Cavalcante)
As vezes no passado � que te escuto
e bebo a solid�o do hoje sem calor.
N�o trago, mas trago encerrado oculto,
a droga que no peito traz ardor,
qual mon�xido que exala abrupto
em silencio do teu silencioso j� vou.

Incontrol�vel esperan�a no jogo bruto,
fechado em copas, escondo o ouro e a dor.
Compenso no blefe do proibido fruto,
que sempre te causou grande furor.
Dif�cil talvez, mas n�o me furto
em manter mais esse vicio: o teu amor.
Arte: Adapta��o do quadro de Edenise
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