| S�... Um toque ! |
| S�... Estou s� (de novo!?) S�, terrivelmente s�. Esse n� que na garganta aperta, n�o me desperta nessa multid�o. S�... Deve ser essa maldita gravata de seda, que me deixa assim. A alta do dia de hoje cresce minha conta. N�o me espanta tanta gratid�o. Cumprimentam-me: tapinhas, sorrisos. Muitos tamb�m enriqueceram. S�... Pode ser o barulho da bolsa e o calor nesse maldito Pierre Cardin. Homenagens, � noite na faculdade, J� nessa idade, placas. Progress�o, Professor do ano, mais cumprimentos, tapinhas, sorrisos. S�... � poss�vel que seja esse maldito remorso sobre uma aluna com cola na coxa, piscando pra mim. Pelo menos o bilhete na portaria n�o teria que findar com um t�o seco "estou indo..." . N�o, Maria! De volta pra casa ru�da, congestionamento terr�vel. � compreens�vel, todos levam de �ltima hora na m�o, compras para o "happy new year" (odeio essa express�o - pior, tomar uma "bear".) S�... Acho que � esse maldito colar de p�rola que eu n�o precisasse levar, enfim. Teria que ir mais r�pido. R�pido, deveria ir mais cedo, ent�o. N�o poderia deixar ilustres homenagens. S�... Pode ser esse maldito rolex que nunca adianta, e s� agora acho ruim. Serras �ngremes, curvas fechadas, nessa estrada, sugere imola��o. �mola, pared�o. Ele tamb�m estava a 260, s�. S�... Deve ser esse maldito importado que n�o anda quando estou a fim. Essa dire��o leve demais. Ademais, s� um toque bastaria, na m�o. E estaria, como ele, Livre dessa persegui��o. �... S� um toque... S� um... S�... |
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