Nosso Livro
(Ronaldo Cavalcante)
Nosso Livro ?
Ah! Este o incompreendido !
Pouco  lido,
destruido,
no canto esquecido.

Por�m  n�o fora este baluarte da Humanidade,
imposs�vel  repassar  informes de verdade
laboriosamente acumulados
que se na mem�ria conservados,
seriam deturpados
e  nada perpetuados.

Sua falta traduz fase primitiva,
estado selvagem da autocracia destrutiva
de minoria dominante compulsiva.

Her�ico, pragm�tico,
rompe a barreira da estrutura dogm�tica,
prerrogativa do clero e da nobreza hier�rquica
abrindo  o horizonte da contesta��o
e iluminando a possibilidade da argumenta��o.

Ditaduras o perseguem, queimam-no e na seq��ncia,
um retorno �  condi��o de subservi�ncia,
degrada��o filos�fica e cultural dem�ncia,
quando  em manifesta��o oral
coletiva em atmosfera bestial  ,
com tochas, bandeiras e cantos sem igual ,
ouve-se o mandat�rio vociferar veementemente
persuasivas frases que a multid�o repete freneticamente,
numa idolatria ao deus pag�o inconseq�ente

Assim n�o era o Nazismo ?
O Facismo ?

Todavia nosso her�i resiste
e em riste
norteia o leitor em formas de sinais ordenados
que em prodigiosa mente s�o decodificados
e em conceito pessoal da cr�tica metabolizados

S�s,
livres do orador,
livro e leitor
podem se entender.
Apenas este decide o que absorver
e dos l�deres as id�ias poder� ter.

Por�m O mais antigo
O mais amigo
que a PAZ
nos tr�s,
� pouco lido,
e quando lido,
entendido ?

Quase sempre n�o.
Ent�o,
no canto esquecido !
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