Inoc�ncia.
(Ronaldo Cavalcante)
Uma crian�a solit�ria e sofrida
segue em seu torpor, ausente
olhos famintos e m�os estendidas , 
implorando clem�ncia: Oh! Gente.
 
Seus apelos seguem, e sem resposta ficou.
Ele clama por um gesto salvador .
M�e ! por que  me abandonou? 
Com passadas sinuosas; uma moeda, por favor.

Segue em dire��o a um horizonte tem�vel
onde muitos ca�ram  anteriormente,  
inocente para entender o destino terr�vel,
que lhe fora imposto  inclemente.

Chega a um o ponto, talvez o final
onde sente que a decis�o se faz mister: 
Sucumbir tamb�m, que seria natural
ou voltar-se e lutar por um meio qualquer.


Ent�o sentindo-se poderoso
ao perceber o medo imposto
pela roupa esfarrapada e sujo rosto,

um lampejo tenebroso
lhe aponta a solu��o:
Junto a um pesco�o temeroso,
em um sinal que n�o abria,
um caco de garrafa na m�o,
e um inocente � A BOLSA TIA � !...
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