| Dionis�aco Baile |
| N�o percebi o molhado monte como se V�nus estivesse a se banhar em um lago do Olimpo. Tamb�m n�o percebi o pulsar quase quasar da esfer�ide no v�rtice superior labial, dissonante e descompassado da can��o. Perceber, pelo menos, deveria: contra��es e estremecimentos em que a tens�o escoava e havia uma relaxa��o no gerador de pulsos devido � proximidade necess�ria � execu��o de cada dif�cil evolu��o. Teria que perceber, se atentasse para aquele emba�amento de �ris onde as loucas meninas, em movimentos fren�ticos, tentavam saltar dos globos. Ou ainda se sentisse minha jugular quase a se rasgar num premer de unhas como se um vampiro preparasse um desfecho final do sorvo de todo o meu sangue. Como um galante tolo, utilizava a t�cnica da mordida de l�bios, na in�til e cavalheiresca tentativa de evitar o volume que se me aumentava nos baixos. Enquanto os baixos no baixo, em minha mente, soavam como explos�es de granadas dilacerando corpos. Qual idiota recruta que se preocupa em n�o errar o passo, mantinha a mente ocupada com o metr�nomo: dois pra l�... De posse da deusa do baile, indiferente ao seu rubor facial, continuei dan�ando e ela, gostozando... No �ltimo acorde, contente com a performance e distra�do, nem sequer a beijei. S� ent�o percebi... As dores agudas nas vulc�nicas partes que ardorosamente ansiavam expelir as flamejantes lavas, s� me deixavam a alternativa do covarde gesto solit�rio em que, na teatral fantasia, tinha como apote�tica cena, um dionis�aco baile. Ent�o, ao som de gritos e gemidos das desnudas coadjuvantes de Baco, danceeeeeiiiiii!!! |