| Dezoito anos |
| Dos olhos do pai menina, cresce a menina. Nos trotadores joelhos do alaz�o, alegre atravessava estepes e savanas, saltava lagos, porteiras e pontilh�es Rumo a liberdade, riso disposto sentia o vento forte no rosto e ao sabor deste, o sedoso cabelo revolto. Uma catapulta gigante, docemente formada por bra�os fortes e olhar contrito sobre a cabe�a prateada reluzente a lan�ava nas nuvens rumo ao infinito. - Ser� minha menina eternamente Est�rias para dormir ouvia, uma mescla de futuro e passado, muitos casos na hora inventados, e de como voaria at� a lua um dia. Surgiam est�rias de fadas mais ins�litas: O alfaiate m�gico e a agulha de prata; A bruxa m� e sua colher de marfim, a cheirar e provar sua por��o diab�lica; Sininho a voar e seu p� de pirlimpimpim. Certeza de futuro incerto pela justi�a ditado : O injusto afastamento do her�i dessa menina atendendo ao pedido de div�rcio intrigado de uma sedenta de juventude messalina. N�o mais voaria na noite enluarada. N�o mais conheceria novos castelos. N�o mais pilotaria avi�es amarelos . Fim do infinito a ser lan�ada. Visitas foram proibidas irracionalmente e o super homem era visto pela menina aflita na beira da cal�ada, triste e impotente junto a uma garrafa com sua kriptonita Tantos anos se passam sem atenua��o de sofrimento. Muitos pais a tentavam e a abusavam mas s� um tinha seu pensamento: O velho e o sonho de voar com quem queria estar nesses momentos. Tal qual mariposa atra�da pelo brilho, seduziu-lhe o v�o f�cil e a emo��o usando apenas o nariz, pois n�o tinha mais a prote��o do saber de quem era aprendiz. E logo lhe vieram qu�micas de morte que eram cada vez bem mais forte sendo gr�tis inicialmente mas pelo corpo trocado posteriormente. E antes que pudesse perceber e sem d�, a agulha de prata j� se lhe entranhava as veias, a colher derretia a pedra de p� o qual deveria cheirar. Por liberdade anseia ! Entre seres desumanos e cru�is em orgias diab�licas de infi�is se lan�ava ao vento embevecida como se fora atirada pela sua catapulta preferida. E no dia do seus 18 anos, maltratada, numa super dose injetada v� seu super homem, na mesma cal�ada. Segue sinuosa qual p�ssaro de morte ferido pousando nos bra�os do ente mais querido, o velho e o sonho de voar, sem ar. Beijando o bot�o de rosa nas inertes m�os, "minha menina", em letras tr�mulas l� no cart�o, e um super v�o, se d� ent�o. Desta vez at� a lua ela vai, e como sempre sonhou: No colo do seu papai. |
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