Cordel (antropof�gico) da Morena
(Ronaldo Cavalcante)
Alguns acham a loura um broto
por�m  n�o vejo raz�o,
muitos por whisky s�o loucos,
da pinga n�o abro m�o.
Querer uma loura � pouco
e eu, que n�o estou morto,
tenho a morena como  paix�o.

Sempre fingindo n�o ver,
olhar de inoc�ncia maliciosa
que lhe faz enrubescer
o rosto redondo de tez mimosa,
nunca querendo dizer
aquilo que quer fazer
sua boca brilhante e sedosa

Cabelo comprido ou n�o,
escorrendo qual cachoeira,
mocot� grosso e fina m�o
cheirosa como uma roseira,
vestido justo e vermelh�o,
com uma flor entre os seios ent�o
mata qualquer um de canseira

Com um rebolado que faz gosto,
chega at�  a desconsertar.
Que perco a cabe�a, � posto
quando penso em lhe beijar.
Beijo uma loura  s�  no rosto
para n�o lhe dar desgosto
e na morena, onde ela deixar.

E o beijo da morena mulher
eu pe�o com alvoro�o,
no lugar onde ela quiser
sem cartilagem nem osso,
para quando velho estiver
em uma noite qualquer,
lembrar de quando era mo�o
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