| Cordel (antropof�gico) da Morena |
| Alguns acham a loura um broto por�m n�o vejo raz�o, muitos por whisky s�o loucos, da pinga n�o abro m�o. Querer uma loura � pouco e eu, que n�o estou morto, tenho a morena como paix�o. Sempre fingindo n�o ver, olhar de inoc�ncia maliciosa que lhe faz enrubescer o rosto redondo de tez mimosa, nunca querendo dizer aquilo que quer fazer sua boca brilhante e sedosa Cabelo comprido ou n�o, escorrendo qual cachoeira, mocot� grosso e fina m�o cheirosa como uma roseira, vestido justo e vermelh�o, com uma flor entre os seios ent�o mata qualquer um de canseira Com um rebolado que faz gosto, chega at� a desconsertar. Que perco a cabe�a, � posto quando penso em lhe beijar. Beijo uma loura s� no rosto para n�o lhe dar desgosto e na morena, onde ela deixar. E o beijo da morena mulher eu pe�o com alvoro�o, no lugar onde ela quiser sem cartilagem nem osso, para quando velho estiver em uma noite qualquer, lembrar de quando era mo�o |
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