Compondo
(Ronaldo Cavalcante)
Ainda n�o
havia composto,
n�o
que n�o
fosse disposto.

Para mim era imposs�vel,
terr�vel,
inveross�mil
se contado,
como sentado,
n�o � beira do caminho
(sem bancar o engra�adinho),
mas numa noite � beira da cama,
o lado direito trama
sem de tema a no��o,
uma suave can��o:
� Meu amor por voc� � demais...�

Bobagem, n�o me apraz.
Frase assaz
costumaz.

Pego o pinho
e baixinho,
tanjo solta a prima
que trina.
Premida na casa primeira,
a segunda,
na casa segunda,
a terceira
assim como a quarta.
E ent�o de primeira,
o acorde !
Que ningu�m acorde.

�Meu amor por voc� � demais ...�
Insiste,
persiste
agora apoiada nas harm�nicas
s�nicas
da tr�ade menor enfim,
j� n�o parece t�o ruim.

Novas t�trades discorrem
dos graus em ordem,
outros textos ocorrem
enquanto estrelas morrem.

Ent�o amanhece
e o acorde  final acontece
na frase que encerra por fim
�At� quando vai ser assim...�
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