SHELDRAKE - PARTE 4

      Mesmo assim, a ciência tradicional permaneceu cética: sentenciou que os resultados experimentais eram poucos e os métodos experimentais, de uma maneira geral, fracos. Somente um experimento grande, delineado segundo os mais rigorosos preceitos científicos e realizado no espaço controlável de um instituto de pesquisa, poderia avaliar a existência e eficácia da ressonância morfogenética.
      Foi exatamente o que ocorreu, recentemente, no Instituto de Psicologia, da Universidade Georg-August, em Göttingen, na Alemanha. O presidente dessa instituição, Suitbert Ertel, apesar de assumir que achava a hipótese de Sheldrake absurda, admitia que ela continha previsões quantificáveis acerca da memória humana, motivo pelo qual se sentiu tentado, como cético inveterado, a fazer um experimento que a desmascarasse.
     Num dos vários expe-rimentos realizados, alguns alunos tinham que decorar ideogramas japoneses. Uma parte deles estava escrito de forma certa; outra parte, de forma errada, porém, indistingüíveis aos olhos alemães.
     Contrariando todas as expectativas locais, o experimento resultou numa diferença altamente significativa entre a taxa de memorização do "japonês correto" e o "japonês errado", como se os alunos alemães possuíssem algum conhecimento prévio da língua japonesa, a qual, no entanto, lhes era totalmente estranha.
     Tal foi a confusão gerada pelo resultado inesperado, e inexplicável pelas teorias mais alternativas, que se repetiu o experimento, agora no sistema "double blind", ou seja, os organizadores do experimento não sabiam os objetivos do mesmo. O resultado foi igual.
     Naturalmente, Ertel ficou muito surpreso: em vez de confirmar a falsidade das teses de Sheldrake, aconteceu o contrário! Mesmo assim, ele permanece cético e presume que a hipótese de Sheldrake ainda se tornará obsoleta, pois as explicações para os fenômenos citados serão encontradas dentro dos conceitos estabelecidos pela fisiologia tradicional.
     Esta possibilidade Sheldrake não questiona. Apesar de não ter fornecido as provas, junto com sua teoria, ela está transformando mentalidades e colocou todo um processo em movimento.
     Após o experimento de Göttingen, outros foram iniciados, em Bielefeld (Alemanha) e em Göteborg (Suécia), mantendo acesa a chama do debate.
Sheldrake está confiante de que, em alguns anos, a cosmovisão holística terá imperado frente à mecanicista, assim como as teorias dos campos energéticos e a mecânica quântica acabaram se impondo à física tradicional.



Para saber mais vá até : http://www.sheldrake.org
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