A síndrome pré-menstrual (S.P.M.), também conhecida como tensão pré-menstrual (T.P.M.), refere-se a um complexo de sintomas físicos e/ou emocionais que ocorrem repetidamente, de modo cíclico, antes da menstruação (fase lútea ) e que diminuem ou desaparecem com a menstruação.

Atualmente acredita-se que mais de 150 sintomas diferentes possam ser observados com o ciclo menstrual, podendo atingir intensidade suficiente para interferir com aspectos da vida.

As mulheres com S.P.M. grave e prolongada quase sempre apresentam reações psicológicas secundárias, incluindo dificuldades socias como discórdias conjugais, dificuldades em manter amizades e isolamento das atividades sociais.

Os sintomas mais comuns são:

a) Somáticos (físicos) : distensão abdominal; acne; intolerância ao álcool; ingurgitamento e hipersensibilidade das mamas; constipação e diarréia; cefaléia; edema periférico; aumento de peso.

b) Sintomas mentais e emocionais: ansiedades; alteração da libido; depressão; fadiga; desejos alimentares; hostilidade; incapacidade de concentração; aumento de apetite; insônia; irritabilidade; letargia; mudanças de humor; ataques de pânico; paranóia; atos violentos; isolamento.

Embora estudos indiquem que a S.P.M. é decorrente de uma resposta anormal às oscilações hormonais normais da fase lútea, os tratamentos voltados para esse raciocínio etiológico tem apresentado alto nível de efeitos colaterais e eficácia relativa. Contudo as mulheres com sintomas leves quase sempre obtém algum benefício com mudanças simples no estilo de vida ( exercícios físicos aeróbicos leves; redução da ingestão de bebidas contendo xantinas , sal e açúcar; redução do estresse e repouso adequado ; etc.). As pacientes com sintomas moderados são tratadas sintomaticamente utilizando-se desde inibidores da prostaglandina sintetase para diminuir a dismenorréia e melhorar as cefaléias, passando pelos sedativos e tranquilizantes leves para a insônia e a ansiedade, até os diuréticos leves para edemas periféricos. A administração de piridoxina ( vit. B6 ) diária, por ser um co-fator necessário em muitas reações enzimáticas, tem sido defendida por algumas autoridades pelo menos como um placebo inofensivo.

Geralmente o tratamento pories de 10 a 20 sessões com 1 ou 2 aplicações semanais para as doenças crônicas , com possíveis intervalos entre as séries conforme as respostas terapêuticas.

O que se pode observar com o tratamento é uma diminuição progressiva da intensidade e frequência de aparecimento dos sintomas , embora os efeitos sintomáticos analgésicos, diuréticos e ansiolíticos, possam ser observados imediatamente após cada aplicação com duração variável de horas a dias, conforme a gravidade dos casos.

Uma vez atingidos os resultados esperados a frequência das aplicações pode ser diminuida bem como aumentados os períodos de descanso entre as séries, chegando a suspender o tratamento por períodos relativamente longos ou estabelecendo uma manutenção nos casos mais severos.

Concluindo, a idéia subjetiva de reequilíbrio das funções pela ação da acupuntura sobre a circulação de Qi ( geralmente traduzido por energia ) e Xue ( sangue ) é ampliada pelos conceitos neuro fisiológicos da medicina ocidental que vem explicando os mecanismos pelos quais a acupuntura é eficaz em diversas patologias, como a observação de mais de dois milênios pelos antigos chineses já evidenciava.

Assim sendo a acupuntura, associada aos cuidados gerais relativos a nutrição, atividade física moderada e descanso adequado,já citados , pode ter grande eficácia no tratamento da T.P.M. ( entre 60 e 90% conforme a população tratada ), seja durante o período sintomático ou fora deste, visando modificar as condições que predispõe ao aparecimento dos sintomas.


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