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equoterapia

              Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde e educação, buscando o desenvolvimento bio-psico-social de pessoas portadoras de deficiência.
              A maioria são crianças e têm possibilidade de associação a outras terapias complementares visando ao atendimento integral da pessoa.
             As pessoas submetidas a este tratamento, são portadores de Síndrome de West, distúrbios de comportamento e aprendizagem, e na maioria das sequelas de Paralisia Cerebral, e de lesões raqui-medulares. E devem ser contra indicadas nas luxações de cintura pélvica, báscula de quadril, e patologias congênitas de quadril.
            Emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, não existe uma raça própria, mas o cavalo deverá ter as três andaduras regulares: o passo, o trote e o galope.
           O passo (de 90 a 120 passos por minuto) é a mais utilizada na 1ª. fase do trabalho onde a criança não tem o domínio do corpo nem condição de ficar sozinha sobre o cavalo (alguém monta com ela), nesta fase o praticante recebe os impulsos, transmitidos pelo cavalo e os movimentos tridimensionais e multidimensionais.
          Nas 2ª. e 3ª. fase são utilizadas as três andaduras: passo, trote e galope.
          Na 2ª. fase a criança já tem um certo domínio e consegue montar sozinha sendo puxada por outra pessoa (tem o controle do tronco). São feitos vários exercícios de associação de movimentos com as crianças montadas no cavalo. Por exemplo jogo de basquete, isto é, exercícios de movimentos para a direita e para a esquerda (rotação de tronco), elas jogam a bola em vários cestos espalhados em um campo ao ar livre, também são colocadas, objetos coloridos em vários pontos do campo para que as crianças toquem a mão, para terem maior equilíbrio de tronco.
           Também são colocadas duas crianças juntas para brincarem com bastões, arcos, bolas, faixas passando de uma para outra, isto vai ajudar na coordenação motora e movimentos de lateralização e rotação de tronco e equilíbrio, e também para uma afinidade bio-psico-social.
          Na 3ª. fase a criança consegue conduzir o cavalo e já tem noção de equitação.
          Na medida em que o animal balança de um lado para o outro o montador (no caso a criança) automáticamente tenta manter-se equilibrado em cima dele treinando e fortalecendo, assim, as musculaturas necessárias para isso.
          Essa atividade exige participação do corpo inteiro promovendo também o relaxamento, a conscientização do próprio corpo e o aperfeiçoamento da coordenação e equilíbrio.
          O movimento tridimensional (para cima e para baixo, para frente e para trás, para os lados esquerdos e direitos) e multidirecional do cavalo, em deslocamento especialmente ao passo, impõe deslocamento da cintura do cavaleiro da ordem de cinco centímetros da ordem vertical, horizontal sagital e uma rotação da oito graus para ambos os lados.
          A intensidade e a natureza das informações proprioceptivas chegam ao cérebro através da medula e da nova contínua se cria novos esquemas neuromotores que vai compensar ou substituir os lesionados.
           O resultado tem sido satisfatório, a equoterapia como tratamento facilita a organização de esquema corporal e orientação espacial, proporciona um bom equilíbrio emocional e corporal, desenvolve a estrutura temporal e facilita a adaptação ao meio.
           As sessões de equoterapia devem ser realizadas três vezes por semana, com duração de 30 minutos cada criança e ser composta por uma equipe interdisciplinar: fisioterapeutas, fonaudiologos, as
sistente social, professor de educação física, pedagoga, equitador, puxadores dos cavalos e finalmente um neurologista.
          A intensidade e a natureza das informações proprioceptivas chegam ao cérebro através da medula e da nova contínua se cria novos esquemas neuromotores que vai compensar ou substituir os lesionados.
          O atendimento deve ser precedido por um diagnóstico, indicação médica e uma avaliação por esta equipe interdisciplinar.


KÁTIA MARA TAVARES é Acadêmica e cursa o 3º ano da Faculdade Unifenas-Alfenas
Colaboraram: Dra. SIMONE NABACK LEMES - Diretora administrativa do C.E.T e Fisioterapeuta da CLÍNICA DE SÃO JOSÉ; Dra. IZABEL CRISTINA DE CARVALHO - Presidente do Conselho Técnico-Científico do C.E.T - Fisioterapeuta da APAE de Três Corações.`

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