Psicologia
Infantil :
LIMITES
AFINAL , PARA QUE SERVEM ?
Nos dias de hoje o
tema "limites" tem estado presente em todos os meios sociais
e educacionais como algo necessário. porém tão difícil
de ser aplicado. Será que para saber utiliza-lo de forma assertiva
é importante que se tenha um conhecimento acadêmico sobre
este assunto?
Não, isto não é preciso, mas faz-se necessário
que haja uma troca maior de informações e experiências
e para tal decidimos contribuir com algumas questões que consideramos
fundamentais:
Colocar limites antes de mais nada é "delimitar o terreno
", isto é, mostrar até onde se pode ou não avançar,
assim a outra pessoa pode discriminar aquilo que é permitido e
o que não é.
Muitos pais ficaram receosos em demonstrar limites para seus filhos porque
acham que vão causar "traumas ", prejudicar a auto-estima
da criança, etc. E acabam fazendo isso de uma forma, muitas vezes
insegura, culposa e hesitante ou usando de chantagem ou de rigidez. Isto
ao invés de resolver um problema, acaba causando muitos outros,
pois sua atitude não é levada a sério pela criança
ou pelo adolescente.
Para que isso não ocorra, vamos deixar aqui algumas das funções
primordiais que a colocação de limites na vida da criança
e do adolescente ao exercer:
Os limites vão funcionar como proteção e segurança
para a criança, não somente no sentido de prevenir acidentes,
mas também de não expô-la ao excesso de culpa, quando
ela percebe que fez algo que ocasionou algum problema.
Controlar a voracidade da criança também é uma das
funções do limite, ela saber que as coisas não acontecem
como e na hora que queremos, e desta forma aprender desde cedo a lidar
com a frustração e com o mundo que nem sempre está
a seu favor.
Aprender a enfrentar e resolver conflitos podem ser um processo bastante
enriquecedor em termos de maturidade e sabedoria.
Bem, até aqui as coisas estão fáceis de compreender,
mas será que existe uma fórmula ou receita capaz de resolver
o Impasse que muitas vezes ocorre na hora de se expor os limites, principalmente
para os adolescentes?
Fórmula ou receita exata não há, porém quando
existe uma atitude de respeito pelas principais necessidades e pelas necessidades
dos outros, pode haver uma resolução conjunta, onde não
cabe o autoritarismo nem o excesso de permissividade. Desta forma o adulto
estará mostrando para o adolescente e até mesmo para a criança
que acredita na sua capacidade de encontrar soluções e que
juntos podem chegar a um denominador comum.
Geórgia Cristina Gonçalves Damião
Maria Cecília Antunes Bassili
Psicólogas Clínicas - Unipsico / BS
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