2� Gera��o
Principais caracter�sticas da Segunda gera��o rom�ntica:
O mau do s�culo: a tem�tica individualista substituindo o tema nacionalista
O conflito entre o mundo ideal e o mundo concreto.
Os sentimentos de melancolia, nostalgia, o t�dio de estar no mundo .
A postura escapista.( volta ao passado)
1 _ Face a realidade pessoal, a atitude de fuga se manifesta :
pela atitude saudosista de volta a inf�ncia.
Pela busca de ref�gio na natureza
Pela boemia.
2_ Face a realidade nacional ,a atitude de fuga de manifesta :
pela exalta��o as belezas naturais ( cor local)
pela volta ao passado hist�rico
a poesia de transi��o : a preocupa��o pol�tica social em Fagundes Varela e Junqueira Freire.
A revis�o de �lvares de Azevedo em Mac�rio(culto ao nada )
Poetas importantes :
� �lvares de Azevedo (1831-1852)
Obras ; lira dos vinte anos , Mac�rio(teatro) , noite na taverna
� Casimiro de Abreu(1839-1860)
Obras _As primaveras . Carolina (romance), Camoes e o escrava jau (teatro)
_sentimentalismo, simplicidade , saudosismo (Meus oito anos e can��o do ex�lio)
� Fagundes Varela(1841-1875)
Obras ; Noturnas, o Estandarte Auriverde, Vozes na Am�rica, cantos e fantasias, Cantos Meridionais, Anchieta ou Evangelho na Selva .
� Junqueira Freire (1832-1855)
Obras : inspira��o de Claustro, cartas a Frei Ars�nio da Natividade
O ROMANTISMO G�TICO:
Se da d�cada de 40 amadureceu a tradi��o liter�ria nacionalista , nos anos que lhe seguiram , ditos da Segunda gera��o rom�ntica , a poesia brasileira percorrer� os meandros dos extremos subjetivismo :a Byron e a Musset. .Alguns poetas adolescentes, mortos antes de tocarem a plena juventude, dar�o exemplo a toda uma tem�tica emotiva de amor e morte , d�vida e ironia , entusiasmo e t�dio.
Se romantismo quer dizer , antes de mais nada um progressivo dissolver-se de hierarquia (P�tria , igreja , Tradi��o) em estados de alma individuais , ent�o �lvares de Azevedo , Junqueira Freire , e Fagundes Varela ser�o mais rom�nticos do que Magalh�es e do que o pr�prio Gon�alves Dias; estes postulavam , fora de si , uma natureza e um passado para compor seus mitos po�ticos aqueles caberiam fechar as ultimas janelas a tudo o que n�o se perdesse no Narciso sagrado do pr�prio eu , a que conferiam o Dom da eterna ubiq�idade.
Dizia Obermamm de senancous ; Eu sinto ; eis a �nica palavra de um homem que exige verdades .Eu sinto , eu existo para me consumir em desejos indom�veis , para me embeber na sedu��o de um mundo fant�stico , para viver enterrado com o seu voluptuoso engano.Ora a oclus�o do sujeito em si pr�prio � detect�vel por uma fenomenologia bem conhecida ; o devaneio , o erotismo difuso ou obsessivo , a melancolia, o t�dio , o namoro com a imagem da morte , depress�o, a auto ironia masoquista ; desfigura��es todas de um desejo de viver que n�o logrou sair do labirinto onde se aliena o jovem crescido em meio rom�ntico ingl�s em fase de estagna��o .
A poesia de �lvares de Azevedo e a de Junqueira Freire oferecem rica documenta��o da psican�lise ; e � nessa perspectiva que a tem lido alguns cr�ticos modernos , ocupados em dar certa coer�ncia ao vasto anedot�rio biogr�fico que em geral empana , em vez de esclarecer a nossa vis�o dos romances t�picos.
Mas , para o enfoque art�stico, importa mostrar como todo um complexo psicol�gico se articulou em uma linguagem e um estilo novo , que se manteve por quase trinta anos , na esfera da hist�ria liter�ria e sobreviveu , esgar�ado e an�mico , at� hoje, no mundo da subcultura e das letras provinciais.
O PRINCIPAL POETA ULTRA ROM�NTICO:
�lvares de Azevedo
�lvares de Azevedo � a principal express�o da gera��o ultra-rom�ntica de nossa poesia. O escritor cultivou a poesia, a prosa e o teatro. Toda sua produ��o - sete livros, discursos e cartas - foi escrita em apenas quatro anos, per�odo em que era estudante universit�rio. Por isso, deixou uma obra de qualidade irregular.
As faces de Ariel e Caliban.
A caracter�stica intrigante de sua obra reside na articula��o consciente de um projeto liter�rio baseado na contradi��o, talvez a contradi��o que ele pr�prio sentisse como adolescente. Essa contradi��o � vis�vel nas partes que formam sua principal obra po�tica, Lira dos vinte anos. A primeira e a terceira partes mostram um �lvares de Azevedo adolescente, casto, sentimental e ing�nuo. Ele mesmo chama a essas partes de a face de Ariel, isto �, a face do bem, do qual o poema seguinte � um exemplo:
Soneto
P�lida, � luz da l�mpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela mar� das �guas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era mais bela! o seio palpitando...
Negros olhos as p�lpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
N�o te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
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