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O come�o do Creedence n�o � diferente do de muitas outras bandas na hist�ria do rock: o ano era 1958 e, assim como em v�rias outras escolas nos Estados Unidos, alguns amigos, estudantes da Potola Jr. High, em El Cerrito, San Francisco,  resolvem montar uma banda de rock and roll.  John Fogerty e o amigo Doug Clifford aprendem a tocar guitarra e bateria sozinhos e come�am a tocar juntos no por�o da casa dos pais de John. Entusiasmados com o resultado, convidam o amigo de classe Stu Cook, que havia estudado piano cl�ssico por muitos anos. Adotam o nome de BLUE VELVETS e come�am a tocar em feiras e festas na cidade.  Por volta de 1959, come�am a participar de ensaios e grava��es em alguns est�dios da regi�o, chegando a gravar a can��o �BEVERLY ANGEL� como banda de apoio de James Powell, um cantor negro da Calif�rnia, e a can��o chega a tocar na r�dio KWBR por algumas semanas. Mas John n�o era o �nico da fam�lia Fogerty envolvido com a m�sica. Seu irm�o mais velho, Tom, tamb�m era figurinha conhecida do circuito local, cantando com uma banda chamada THE PLAYBOYS. Em pouco tempo era convidado a se juntar a uma das grandes bandas da �rea, a SPIDER WEBB AND THE INSECTS. Mas isso durou at� 1959, quando a banda acaba.

Foi quando Tom pediu a seu irm�o mais novo para que sua banda o acompanhasse na grava��o de uma demo. Apesar do sucesso da grava��o entre os amigos e familiares, ela n�o agradou aos artistas para quem eles a enviaram, como por exemplo Pat Boone. Mas Tom estava convencido de que era poss�vel manter vivo o seu sonho de ser um astro do rock e convence a banda de seu irm�o a acompanh�-lo nas apresenta��es locais. Assim nasce o grupo TOMMY FOGERTY AND THE BLUE VELVETS, que em 1961 consegue um contrato com a gravadora Orchestra, que lan�a 6 m�sicas da banda. Mas em 1962, com o fracasso de vendas dos compactos, a banda acaba.

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No ano seguinte, Tom e o irm�o assistem a um especial de tv e ficam sabendo da exist�ncia de uma gravadora na ba�a de San Francisco de distribui��o nacional e ficam animados com a possibilidade de conseguir um contrato. Resolvem mostrar uma das velhas grava��es do BLUE VELVETS aos diretores da Fantasy Records, que adoram a energia e aud�cia do som da banda. Eles conseguem o contrato, mas por sugest�o do diretor Max Weiss, mudam o nome para THE VISIONS. Durante as grava��es, a Beatlemania explode na Inglaterra e Estados Unidos e Max Weiss resolve aproveitar a onda e lan�a o primeiro disco com o nome de THE GOLLIWOGS, nome que a banda teria que aturar por quase 4 anos.

Mas eles continuavam a tocar em espeluncas espalhadas pela costa Oeste americana, para um p�blico que nem sempre estava prestando aten��o ao som da banda, o que decepciona Tom Fogerty. A banda passa por um per�odo de baixa, durante o qual John come�a a ganhar confian�a no seu potencial como cantor. Em pouco tempo, ele estava assumindo os vocais da banda. Como os lugares onde eles tocavam geralmente dispunham de um sistema de P.A. muito ruim, ele tinha que gritar para compensar a falta de recursos t�cnicos, o que o ajudou a criar seu estilo rasgado, en�rgico de cantar, que se tornaria a sua marca registrada. Nessa mesma �poca, Stu troca o piano pelo baixo el�trico e Tom aprimora seus dotes como guitarrista. Para se ajustar a essas mudan�as, eles aceitam tocar em todos os barzinhos que se propusessem a pagar, tentando achar um som que caracterizasse a banda. Mas a grana ainda era pouca para garantir o sustento e eles se veem obrigados a trabalhar. Tom estava numa companhia el�trica e John era escritur�rio numa distribuidora. Eles ensaiavam a noite e tocavam nos finais de semana. Com o dinheiro, gravavam mais e mais discos dos Golliwogs e John aprimora suas composi��es de forma a torn�-las mais comerciais.
Em outubro de 65 eles gravam a can��o �BROWN EYED GIRL� e conseguem vender mais de 10.000 c�pias. Mas eles n�o conseguem manter o sucesso nas grava��es seguintes  e voltam a estaca zero e assim ficam por mais 2 anos.

O tempo passa e Stu, Tom e Doug se formam na faculdade e se v�em numa situa��o complicada. O que fazer da vida? John e Dough s�o convocados pelo ex�rcito e o pai de Stu o pressiona a entrar numa faculdade de direito. Tom tinha filhos e esposa e continuava na companhia el�trica. No ver�o de 67, o futuro da banda era incerto.
Naquele mesmo ano, a Fantasy Records � comprada por um grupo de investidores, entre eles um amigo de John chamado Saul Zaentz. Ele o aconselha a mudar o som do grupo, para seguir o exemplo de bandas que come�avam a fazer sucesso no circuito underground de San Francisco, como o Grateful Dead e o Great Society (que mais tarde viria a se tornar o Jefferson Airplane). Eles mudam o nome para Creedence Clearwater Revival, por sugest�o de um amigo de Tom, chamado Credence Nuball. A banda adora o nome, pelos diversos significados impl�citos nele. Creedence envocava uma certa confian�a e integridade. Clearwater tinha vindo de um comercial de cerveja, mas tamb�m tinha o apelo ecol�gico que era moda na �poca. E Revival resumia o pensamento do grupo, de que ap�s v�rios anos de luta, essa nova mudan�a os levaria aonde sempre sonharam. A nova banda lan�a um single e entram em est�dio para gravar o primeiro disco. Uma das faixas � a regrava��o de Suzie Q, de Dale Hawkins, numa vers�o mais longa. Em pouco tempo a can��o chega as r�dios e se torna um sucesso, antes do lan�amento do �lbum de estr�ia.
No ano de 69 a banda chega as paradas de sucesso com 3 LPS, Creedence Clearwater Revival, Bayou Contry (que trazia a cl�ssica �Proud Mary�) e Green River, todas com m�sicas que se ganhariam discos de ouro e platina. A revista Rolling Stone considera o Creedence a melhor banda americana de 1969 e na Billboard eles encabe�am a lista de singles.
A banda confirma o sucesso quando toca em Woodstock, apesar do show ter acontecido as 3 da madrugada. Mas voc� n�o vai v�-los no filme sobre o festival, porque a banda n�o ficou satisfeita com a sua apresenta��o. Afinal, poucas pessoas estavam acordadas para ver o show! Eles tamb�m n�o fazem parte da trilha sonora do filme, porque as gravadoras Cotillion, que lan�ou o disco, e a Fantasy, que detinha os direitos das m�sicas, n�o chegaram a um acordo.
Em 1970 aparece o �lbum WILLY AND THE POOR BOYS, alcan�ando o terceiro posto na parada americana e COSMO�S FACTORY, que chega ao primeiro lugar. Nessa �poca, o sucesso come�a a deteriorar o relacionamento entre os integrantes.
No mesmo ano os Beatles anunciam o fim da banda , o que faz do Creedence a banda mais bem sucedida do mundo. Mas eles ainda n�o eram estrelas como John, Paul, George e Ringo, pois sempre foram muito reservados e comedidos em suas entrevistas. Isso s� foi mudar com a publica��o do livro �Inside Creedence�, escrito por um f� da banda. O livro vendeu milh�es de c�pias e concidiu com o lan�amento do �lbum PENDULUM, que vende milhares de c�pias. O sucesso os leva at� a aparecer num especial de tv.
Mas as brigas internas continuavam e a revista Rolling Stone publica uma entrevista com Stu, Doug e Tom na qual eles se dizem cansados de serem vistos como a banda de apoio de John Fogerty.
Em 1971, Tom deixa a banda, alegando estar desapontado com a sua situa��o no grupo e com a m�sica que o irm�o queria fazer. Segundo consta, ele queria cantar em algumas faixas, mas John estava temeroso do resultado. O Creedence continua como trio, decididos a criar uma democracia interna. Infelizmente, todos tinham diferentes id�ias sobre como democratizar o trabalho da banda e isso pode ser sentido no �lbum MARDI GRAS, com certeza o pior �lbum que o grupo gravou em sua hist�ria e para alguns cr�ticos, � o pior �lbum que um grupo de sucesso j� gravou em toda a hist�ria do rock. Mas MARDI GRAS se torna famoso por ser o �ltimo trabalho do CREEDENCE, que encerrou as atividades oficialmente em 16 de outubro de 1972.

Entre 1972 e 1983 os integrantes da banda lutam na justi�a contra a gravadora Fantasy, que durante toda a carreira da banda, nunca honrou os contratos que havia assinado. Em 29 de abril de 1983, eles ganham a causa e recebem 8 milh�es e 600 mil d�lares de indeniza��o.
Depois da separa��o, Stu Cook e Doug Clifford tentam se manter no mundo da m�sica, tocando com a Don Harrison Band, Southern Pacific e Sir Douglas Quintet. Em 1995 eles formam uma banda chamada Creedence Clearwater Revisited e fazem uma turn� pelo mundo tocando os velhos sucessos da antiga banda.
Tom Fogerty nunca conseguiu realizar seus sonhos no mundo do rock. Morreu em 6 de Setembro de 1990 de insufici�ncia respirat�ria. 
Eles voltaram a tocar juntos em algumas ocasi�es, como no �lbum �Zephyr National� de Tom Fogerty em 1974, no casamento de Tom em 1979 e na festa de reuni�o da escola em 1983. Em 1993 eles foram inclu�dos no Rock and Roll Hall of Fame, mas n�o tocaram juntos na cerim�nia.
Atualmente, John Fogerty � o �nico que ainda mant�m seu prest�gio no mundo da m�sica, tendo sido inclusive indicado para concorrer ao Grammy.

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