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2.2.2 Condicionantes Histórico-Sócio-CulturaisO Homem nasce numa determinada época e a sua personalidade vai-se construindo em interacção com a sociedade e a cultura que o rodeia; sendo assim a família, a educação, a linguagem, os hábitos, as crenças, as normas e os valores da sociedade condicionam a nossa acção e constróem a nossa personalidade. Sendo assim, as formas de pensar, de sentir e de actuar são próprias de uma época e vão influenciar o próprio indivíduo. Podemos afirmar que as condicionantes que pertencem ao meio e à situação histórica em que o indivíduo se insere vão constituir condicionantes da sua própria acção, e dessa forma passam a pertencer à personalidade do sujeito, e daí essas condicionantes são também elas internas.
O que sou hoje resulta de todos os meus actos passados, e da forma como fui usando a minha liberdade (nas opções que fui tomando). Sendo assim, orientei a minha vida e formei a minha personalidade; abri possibilidades e concretizei-as através das opções que fui praticando, mas também deixei para trás muitas possibilidades que desta forma já não fazem parte da minha vida.
Análise do Texto 109 - Três condicionantes da liberdade: a natureza, o hábito e a situação
- À medida que vamos vivendo e realizanndo-nos, o nosso leque de escolhas vai-se estreitando com as escolhas que fazemos.
O condicionamento da liberdade é triplo:
Mas a natureza, a situação e os hábitos não anulam a nossa liberdade. São condicionantes, não limites. Cada um destes elementos anula muitas hipóteses de escolha, mas em compensação dá outras, que são as oportunidades que temos de agir por causa da nossa constituição, da nossa situação, dos hábitos que adquirimos. É por isso que podemos dizer que a liberdade humana transcende (ultrapassa) sempre essas condicionantes.
(José Luís Aranguren, Ética, Madrid, Revista do Occidente, 1972, pp. 450-452)
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