OBELISCO MAUSOL�U AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 |


� Sociedade Veteranos de 1932 Ilmo. Presidente Cel. Ary Canav� De: Paulo Emedabili Souza Barros De Carvalhosa Ref: Obelisco Mausol�u ao Soldado Constitucionalista de 1932. Conforme solicita��o a mim dirigida, provinda desta Egr�gia Sociedade de Veteranos de 1932, por vossa interm�dia pessoa, por meio desta, passo-lhe a simbologia encerrada na obra de GALILEU EMENDABILI, o Monumento Obelisco Mausol�u ao Soldado Constitucionalista de 1932. EMENDABILI, em 1934, ao conceber a obra que marcou maximamente sua vida art�stica, procurou que a mesma por si falasse �s futuras gera��es, como express�o maior de um ideal legalista, pelo qual uma inteira sociedade mobilizou-se, levando � luta armada milhares de jovens, ceifados em verdadeiro mart�rio, vista a disparidade de for�as entre as fac��es em luta. A for�a da ditadura getulista, de fato, logrou arregimentar meios e homens em todos os estados brasileiros, com exce��o de Mato Grosso, utilizados contra o movimento constitucionalista nascido em S�o Paulo, tentando, sem conseguir, sufocar, pelo terror das armas, a legitima aspira��o de ver o Brasil governado sob �gide da lei Constitucional. |
Emendabili concebe o monumento, de um ponto de vista arquitet�nico, integrando dois
elementos distintos, um superior, sobreposto � pra�a na qual se assenta o OBELISCO,
e outro sobposto � mesma pra�a, a CRIPTA. A Pra�a que entorna o inteiro monumento tem significado especial, tem a forma de um cora��o, em cujo centro emerge o Obelisco e este, no plano da pra�a, esta circundado por fontes luminosas. A base deste cora��o, ou seja, a cunha que todo cora��o humano traz em sua por��o superior, corresponde � parte frontal no monumento e o �pice deste cora��o, diametralmente oposto, se posiciona voltado para a Av. 23 de maio, data marcante e inicial do movimento c�vico militar da gesta constitucionalista, pois neste dia ca�ram, Dr�usio, Martins, Miragaia e Camargo (MMDC). De feita que, EMENDABILI, procurou no ch�o, na terra, representar a dor que o "CORA��O DA M�E TERRA PAULISTA" sente ao ser perpetuamente traspassado pela espada (O Obelisco) do mart�rio de seus filhos combatentes, de cuja m�xima ferida, a da trincheira, que jamais cicratiza, verte L�GRIMA e SANGUE (As Fontes). A Espada (Obelisco) de quatro faces, leste, norte, oeste e sul, por sua vez, em seu aspecto exterior, trazem alto relevos que sintetizam a epop�ia do bandeirantismo (Face Leste) e da epop�ia de 32 (demais faces) |



O bandeirantismo foi propositadamente figurado na face Leste, pois � nesse
ponto cardeal em que o sol nasce, simbolizando o in�cio da forja de esp�rito paulista
, o qual levou as fronteiras territoriais do Brasil para os confins
continentais de hoje. Na base desta face Leste, abre-se uma porta, em bronze que conduz ao interior do Obelisco, figurando os preparativos da partida do soldado de 32, em fam�lia. Essa porta, por estar voltada a leste, foi denominada por EMENDABILI, como PORTA DA VIDA. Na face norte v�-se, dentre outros alto relevos, uma escultura que traz dois Soldados Constitucionalistas em movimento de avan�o, perfilados lado a lado. Este mesmo perfilamento observa-se na Face Leste, em um n�vel inferior, somente que nesta, no alto relevo, os dois homens s�o Bandeirantes. EMEDABILI buscou uma analogia temporal de um esp�rito patri�tico igual em diferentes momentos da hist�ria do Brasil, pois se no Bandeirantismo, o Bandeirante levou as fronteiras territoriais do Brasil para os confins de hoje (Observe-se que o movimento de avan�o dos Bandeirantes volta-se para Norte), os Soldados Constitucionalistas, colocados na Face Norte, em um plano superior, est�o voltados para Oeste, em dire��o ao poente (a Morte), pois buscaram fixar e defender , a custo da pr�pria vida os limites morais e legais da Na��o Brasileira. A Face Oeste simboliza o momento de maior agudeza do conflito, por meio de alto relevos, e por tal motivo, em sua base, incrustada esta "PORTA DA GLORIA", coincidente com o poente, trazendo evoca��es do esfor�o de guerra da sociedade paulista e de seu engenho. O Obelisco externamente � uma espada, de quatro faces, cada uma voltada para cada um dos pontos cardeais e cada uma simbolizando cem anos de hist�ria ( A obra foi inaugurada por ocasi�o do quarto centen�rio da Cidade de S�o Paulo). As portas, a da Vida (leste) e da Gl�ria (Oeste), conduzem ao seu interior e aqui o Obelisco se transmuda, pois se abrem para uma imensa c�pula, em cuja circunfer�ncia est�o aplicados mosaicos que evocam o patrono S�o Paulo, o Bras�o e a Bandeira e os aspectos mais significativos da laboriosidade e engenho do Povo Paulista. Esta nada mais � que um imenso proj�til de canh�o, municiado com os m�ximos valores da vida e do esp�rito paulista, cujos s�mbolos, a Bandeira e o Bras�o, s�o eternamente tutelados e defendidos pelos "filhos da terra" bandeirantes - soldados combatentes, das terras e das gentes brasileiras, sepultados em solo sagrado, em n�vel inferior, a CRIPTA. Assim sendo, o Obelisco internamente � um canh�o, de enorme for�a moral, a ser acionado sempre que os valores legais e morais da Na��o Brasileira forem agredidos e vilipendiados. A base deste proj�til � vazada, em um parapeito circular, que simboliza a "espoleta" do monumental proj�til, pelo qual debru�ados e olhando para baixo, vemos a escultura em m�rmore de Carrara do "HEROI JACENTE", vigilante perp�tuo da sacralidade de ideais pelos quais se bateram os Soldados de 32 e dos interesses e maiores valores morais e legais do Brasil. |
