IMPORTÂNCIA CRESCENTE DO COMÉRCIO


No Brasil colonial, o comércio era considerado profissão menos digna. Mas, por ocasião da independência, em 1822, havia no país fortes redes inglesas de comércio. Em meados do século passado, já era o comércio que fazia crescer as cidades. Grande parte da pequena burguesia era composta de marinheiros ou portugueses, dos quais "alguns, desde a época colonial, se vinham mostrando capazes de ascender, pela sua perseverança, da condição de donos de pequenas casas de especiarias e até da de mascates à abastada classe dos comerciantes - pai e avós de futuros estadistas.


VEJA A LONGA HISTÓRIA DO COMÉRCIO

***AS PRIMEIRAS TROCAS***


Os Homens trocaram, desde a Pré-história, produtos entre si. Se um grupo tinha sorte com as colheitas e conseguia obter mais cereais do que precisava para se alimentar, podia procurar um grupo vizinho e trocar as sobras por coisas que, na altura, lhe faziam falta (gado, cestos, ferramentas, etc.).

As primeiras trocas terão sido feitas num impulso de acaso ou por uma necessidade imediata. Mas, a pouco e pouco, as pessoas perceberam que valia a pena produzir a mais para futuras trocas. A este tipo de comércio primitivo em que não havia moeda dá-se o nome de troca directa.

Manteve-se durante séculos e séculos, mesmo depois de aparecerem as moedas (e ainda hoje se faz em algumas zonas do mundo), mas levantava alguns problemas: às vezes o valor dos produtos era muito diferente.

Os homens que se deslocavam na intenção de comercializar não sabiam ao certo quais os produtos que poderiam interessar às pessoas de outras zonas e sentiam dificuldade em escolher a carga.

Depois de adquirirem alguma experiência nas suas viagens, perceberam que havia produtos muito apreciados em determinados locais e portanto quando lá iam levavam um bom fornecimento. da mesma forma, perceberam que havia coisas que davam garantia de sucesso porque eram bem recebidas em toda a parte, não se estragavam pelo caminho e podiam ser subdivididas em pequenas porções, como era o caso dos cereais, do sal e das peles. assim, esses produtos não eram dispensados quando se carregavam navios ou carroças. foi assim que se tornaram naquilo a que se pode chamar produtos de referência.

Já na Antiguidade se apreciavam raridades inúteis. As conchas, se fossem belas e invulgares, eram apreciadíssimas como enfeite, como sinal de riqueza, de poder, de magia. apercebendo-se disso, os mercadores adquiriam conchas e utilizavam-nas como moeda. Também objectos de uso quotidiano (como as facas, instrumentos agrícolas e armas) desempenharam o papel de moeda de troca desde muito cedo.

Não se sabe nem nunca se saberá quem terá sido o primeiro homem que se lembrou de usar metal como moeda de troca, mas uma coisa é certa, esta brilhante ideia só pode ter aparecido a partir da época a que se deu o nome de Idade dos Metais... Os historiadores encontraram provas de que na Mesopotâmia e no Egipto, por volta do terceiro milénio antes de Cristo, começaram a circular pedaços de cobre, bronze e ferro como forma de pagamento. No entanto, ainda não tinham uma forma definida, podiam ser argolas, barras ou chapas, pois o que importava era o peso.

***A INVASÃO DA MOEDA***


No séc. VII a.C. os Lídios, povo da Ásia Menor que possuía minas de ouro e minas de prata, lembrou-se de preparar uma liga com os dois metais a que se deu o nome de electron.

Essa liga servia para fabricar pequenos discos com figuras gravadas, que se consideram uma espécie de antepassado da moeda.

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