| Em busca de Dami�o de G�is |
| PATRIM�NIO |
| As ossadas atribu�das a Dami�o de G�is, exumadas, em Setembro, de uma igreja de Alenquer, n�o pertecem, afinal, ao cronista do s�culo XVI. Esta foi a conclus�o da equipa interdisciplinar respons�vel pelo estudo antropol�gico e forense dos restos mortais do insigne humanista, no �mbito das comemora��es do quinto centen�rio do seu nascimento. As investiga��es na �Vila Pres�pio� v�o prosseguir, mas, desta vez, com o objectivo de encontrar o local onde Dami�o de G�is foi efectivamente sepultado. O grupo de investigadores, sob a orienta��o e responsabilidade do arque�logo Fernando Rodrigues Ferreira, efectuou o levantamento das ossadas atribu�das a Dami�o de G�is, bem como das de sua mulher, a aristocrata flamenga Joana van Hargen, no dia 27 de Setembro, na capela tumular dedicada ao cronista na Igreja de S. Pedro, em Alenquer. Com recurso �s potencialidades de raios X digitais, tomografia computadorizada e osteodensitometria, os t�cnicos pretendiam obter dados muito preciosos sobre o tipo de alimenta��o, robustez, altura e peso, doen�as, causa da morte e, provavelmente, a reconstitui��o das fei��es do ilustre desaparecido. Contudo, o estudo acabou por provar que os vest�gios encontrados constituem restos mortais de seis homens, duas mulheres e duas crian�as. O cr�nio que se pensava ser de Dami�o de G�is � agora atribu�do a um homem mais novo que o cronista, provavelmente um campon�s, dado que nos seus ossos ficaram vest�gios de fome sofrida durante a inf�ncia. Os investigadores admitem que, na base do erro, dever� estar o facto de a traslada��o dos restos mortais de Dami�o de G�is e de sua mulher se ter realizado em 1941, da Igreja de Santa Maria da V�rzea, ent�o j� muito arruinada, para o templo dedicado a S. Pedro, mas que, devido a obras de amplia��o da igreja, a pedra tumular do cronista ter� mudado de lugar sem que o mesmo tivesse acontecido com o que se encontrava debaixo dela. Neste quadro, a equipa afirma existir uma forte probabilidade de, ao ser levantada para retirar os restos mortais, a pedra tumular apenas cobrir ossadas indiferenciadas. Quanto � urna de Joana van Hargen, a investiga��o revelou, tendo por base a certid�o de �bito, que esta poder� estar no Castelo de S�o Jorge, em Lisboa, e n�o em Alenquer, como era suposto. A equipa de investiga��o, composta por arque�logos, docentes universit�rios de medicina dent�ria, t�cnicos de radiologia e um f�sico, j� acertou, entretanto, com a C�mara de Alenquer, a realiza��o de uma nova pesquisa arqueol�gica tendente a localizar as ossadas de Dami�o de G�is na extinta Igreja de Santa Maria da V�rzea, que se encontra transformada em armaz�m municipal. DN (29NOV2002) |
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