| Miseric�rdia e Liga em �guerra� |
| CONFLITO |
| As hostilidades entre a Miseric�rdia e a Liga dos Amigos de Alenquer, tendo por pano de fundo as instala��es que servem de sede � colectividade h� 44 anos, atingiram um ponto limite, podendo acabar, mesmo, na barra do tribunal. Apesar de reconhecer que �a Liga dos Amigos de Alenquer � uma entidade local de ineg�vel import�ncia associativa, prosseguindo fins de reputado interesse para os seus associados e para a comunidade onde se insere�, a mesa administrativa da Santa Casa da Miseric�rdia de Alenquer negou-se a passar � colectividade uma declara��o em como esta tinha direito de superf�cie sobre o im�vel correspondente ao n.� 27 da Rua Renato Louren�o, na Vila Alta, de que � arrendat�ria desde a sua funda��o, em 9 de Julho de 1958. O documento permitiria � associa��o aceder a um subs�dio para efectuar obras no telhado e no Teatro Ana Pereira, que faz parte do edif�cio. A pol�mica estalou quando o subs�dio solicitado pela Liga acabou por ser atribu�do � Miseric�rdia, que o aplicou de acordo com o projecto, embora os dirigentes da Liga sustentem que as obras realizadas no final de 2002 �foram mal conduzidas, levando a que se verificassem infiltra��es que contribu�ram ainda mais para a degrada��o do im�vel�. O conflito agravou-se em 17 de Fevereiro deste ano, quando a mesa administrativa da Miseric�rdia de Alenquer, alegando o �estado de elevada degrada��o das instala��es e a necessidade premente de as recuperar�, fez uma proposta por escrito � Liga dos Amigos de Alenquer, assumindo-se como ��nica administradora do edif�cio, incluindo a explora��o do espa�o de conv�vio, efectuando todas as obras que julgue necess�rias e emprestando, permanentemente, um gabinete para a sede social da associa��o e cedendo os restantes espa�os apenas quando solicitados�. Desde ent�o, tem sido feitos esfor�os no sentido de abrir caminho a um acordo entre as duas partes, inclusiv� atrav�s da media��o de respons�veis camar�rios, mas todas as tentativas nesse sentido resultaram infrut�feras at� ao momento. Em �ltima inst�ncia, a Provedoria da Miseric�rdia enviou, no passado dia 1 de Julho, uma proposta de protocolo � Liga, nos termos da qual reafirma o prop�sito de lhe arrendar um gabinete para a instala��o da sua sede social, podendo, no entanto, servir-se das restantes instala��es, devendo a colectividade comparticipar em 80 por cento das despesas referentes aos consumos de �gua e de electricidade. A direc��o da Liga dos Amigos de Alenquer insurgiu-se publicamente contra esta proposta, que acusa de acto de �m� f�, tendo alegadamente em conta que �a Miseric�rdia quer que sejamos respons�veis pela manuten��o das instala��es, pagando renda e usufruindo em troca de um espa�o de dimens�es reduzidas e sem quaisquer condi��es�. SEM SOLU��O. A colectividade alenquerense vai realizar uma assembleia geral para esclarecer os s�cios acerca de todo o processo, prometendo �guerra aberta� aos dirigentes da Miseric�rdia. O vereador da Cultura da C�mara Municipal de Alenquer, Lu�s Rema, e o presidente da Junta de Freguesia de Santo Est�v�o, Gilberto Crist�v�o, tomaram, entretanto, o partido da Liga neste conflito que, tudo indica, poder� acabar na barra do tribunal. DN (20AGO2003) |
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