2. Material e Métodos
A presente pesquisa, com abordagem qualitativa, refere-se a um Estudo de Caso, pois este se caracteriza pelo estudo detalhado de um fenômeno específico. No caso desta pesquisa refere-se aos autores de materiais didáticos.
Acredita-se que o Estudo de Caso seja pertinente a esse trabalho de investigação, uma vez que a primeira fase da pesquisa sobre o ensino da trigonometria, já forneceu informações suficientes para afirmar que existem atualmente, três tipos diferentes de concepções de ensino de trigonometria:
1- dos documentos oficiais;
2- dos livros didáticos;
3- da resolução de problemas, baseados na história da trigonometria.
Nesta fase da pesquisa, o foco é dirigido para representantes de cada uma dessas concepções. Espera-se que as informações obtidas por meio de entrevistas com esses autores, forneçam elementos que possibilitem responder ao problema proposto.
Foram realizadas as seguintes entrevistas
1. Profª Drª Regina Pavanello: uma das elaboradores da Proposta Curricular para o Ensino de Matemática do Estado de São Paulo, publicada em 1986.
2. Profª Drª Maria Ignez Diniz e Profª Drª Kátia Stocco Smole: autoras dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.
3. Profª. Drª Maria Zoraide Martins Costa Soares – IMECC/UNICAMP. Esta entrevista teve como objetivo ser uma entrevista piloto. A escolha da profª Zoraide se deu devido ao fato dela estar produzindo, pela primeira vez, um livro didático para o Ensino Médio.
4. Prof. Arnaldo William Pinto – Diretor pedagógico do Sistema COC de Ensino – Ribeirão Preto.
5. Prof. Dr. Nelson Gentil – Diretor Pedagógico da Faculdade Campo Limpo/S.P e um dos autores do livro didático Matemática para o Ensino Médio, Editora Ática.
6. Prof. Roberto Benedicto Aguiar Filho – um dos autores do material didático do Sistema Anglo de Ensino.
7. Prof. Ms. Luiz Márcio Imenes – um dos autores do livro didático Matemática Aplicada, Editora Moderna.
A única
fonte de coleta de dados utilizada foi a entrevista. Segundo BOGDAM &
BIKLEN (1994, p. 134), “a entrevista é
utilizada para recolher dados descritivos na linguagem do próprio sujeito,
permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma idéia sobre a maneira
como os sujeitos interpretam aspectos do mundo”.
A opção pela entrevista e não pelo questionário, deveu-se ao fato de que a entrevista possibilita uma maior comunicação entre o entrevistado e o entrevistador. Para isso foi lançada mão da entrevista semi-estruturada ou guiada, em que o entrevistador dispõe de um conjunto de questões sobre o tema que está sendo estudado, permitindo ao entrevistado manifestar-se livremente sobre o mesmo; tais questões serviram apenas de roteiro, não seguindo nenhuma ordem pré- estabelecida.
O roteiro para essas questões centrais, foi baseado nos dados já coletados na 1ª fase da pesquisa, bem como nas orientações contidas nos documentos oficiais.
Essas entrevistas foram audiogravadas, cujo conteúdo foi transcrito e devolvido ao entrevistado, para que este fizesse as correções que julgasse necessárias. Após todas essas etapas procedeu-se o levantamento das categorias de análise.