O fim dos Jogos

Mesmo após a invasão dos macedônios e dos romanos à Grécia, a prática dos Jogos Olímpicos ainda perdurou por um considerável período de tempo. Em 369 da era cristã, durante a realização das últimas Olimpíadas da Antigüidade, aconteceu a maior afronta aos ideais gregos. No Pugilato, a vitória coube a um bárbaro, o príncipe herdeiro Varasdaskis, depois rei da Armênia. Foi somente vinte e quatro anos mais tardes, após doze séculos de realização, que as competições sagradas foram abolidas em definitivo. E, por incrível que possa parecer, o motivo da extinção foi o drama de consciência de um rei. Em 390 d.C., em Tessalônica, dez mil helenos queriam a liberdade. Teodósio, então imperador de Roma, mandou que seu Exército exterminasse todos. Depois deste assassinato em massa, ele foi acometido de grave enfermidade. Em desespero, recorreu a Ambrósio, bispo de Milão, pedindo-lhe boa saúde e paz. Recebeu do religioso a sugestão de se converter ao cristianismo. Teodósio assim fez e tão logo ficou curado. Em reconhecimento, afirmou que atenderia a todas as solicitações do bispo e este lhe o fim das festas pagãs. Naquela época, os Jogos Olímpicos nada mais eram que manifestações dessa espécie, sem as características ideológicas que o levaram ao apogeu. E assim, em 393 de nossa atual era, Teodósio I, "O Grande", aboliu oficialmente o festival que representou uma das mais extraordinárias contribuições da Grécia Antiga para a História do Mundo. 1

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