- Atenas -

         Ao sul da Grécia, avançando pelas águas do mar Egeu, existe uma península triangular chamada Ática. As duas grandes enseadas que o mar rouba à terra constitue portos naturais de primeira ordem: o Falero e o de Pireu.
         No interior, os gregos que, ao criar a Ática, Deus quis fazer uma das maravilhas do muindo. Isso,sem dúvida, é um exagero. Mas de fato a península aqpresenta condições geográficas privilegiadas. Sua paisagem é bonita. Seu clima, ameno. E sua localização, com referências ao resto do mundo, não poderia ser melhor: pelo porto de Pireu comunica-se com o Mediterrâneo; pelo estreito de Eubéia, tem-se acesso ao norete do mar Egeu, ao estreito de Bósforo e até ao mar Negro. Como se não bastaqsse toda essa fartura de meios de comunicação marítima, também por terra a Ática permite contato fácil com o exterior: através do istmo de COrinto, tem-se passagem para o Peloponeso, que faz fronteiracom países da Europa meridional.
         Todos esses fatores positivos, entretanto, não torna´iam a Ática conhecida como é, não fosse o fato de nela se achar uma cidade que a história celebrizou como centro de artes e ciência, como núcleo de expansão de idéias e como um verdadeiro símbolo da cultura clássica grega: Atenas.
         Situada a 4 km do litora, Atenas estende-se com seus subúrbios pela planície ática, cobrindo uma área que vai desde o golfo de Pireu ´té as cadeias mointanhosass de Himeto, Pentélico e Parnaso ( a leste, norte e oeste, respectivamente). Ao sul e sudoeste, é banhada pelo Mediterrâneo, no golfo de Egina
         Pequenas colinas calcárias de altitudes modestas se alinham a intervalos , ao longo de Atenas, formando uma fileira que a divide em duas partes: oriental e ocidental.
         Com centro de turismo internacional, a cidade recebe constantemente visitantes de todas as partes do mundo. A maioria deles, entretanto, não vai lá para ver a capital grega do século XX. A grande atração ateniense são as ruínas de um passado glorioso
         No século VI a.C foi estabelecido que a Acrópole seria uma área destinada exclusivamente aos locais de culto, restringindo-se a vida civil à parte de suas vertentes. A determinação foi cumporida à risca e ainda hoje a elevação da Acrópole permanece livre e construções particulares: lá estão somente as restaurações dos monumentos clássicos.
         Sabe-se que a península da ´tica já era habitada por volta do ano 3000 a.C. E sabe-se,também, que os primeiros núcleos da mais famosa das cidades gregas surgiram mais ou menos no século XV a.C. Mas não se conhece a época em que recebeu o nomeque aind hoje conserva, numa homenagem à deusa Atena , figura mitológica que p´rotegia a guerra mas também a sabedoria, contrapondo-se sempre a inteligência à força bruta.
         A tradição conta que a deusa nasceu da cabeça de Zeus e já chegou ao mundo adulta e belicosa: quando o jovem deus Efesto lhe propôs casamento, recebeu um "não" taxativo. E, através de toda a mitologia, Atena permaneceu virgem, o que, em grego, é "parthenos".
         Os atenienses consideravam Atena a divindade protetora de sua cidade e, para revcerenciá-la no séculop V a.C construiram ssobre a colina da Acrópole um templo de proporções soberbas e arquitetura magnífica - o Partenon. Diante dele, uma grande figura esculpida por Fídias dominava o panorama. Esta escultura, chamada "Atena Parthenos", era, para a população masis do que uma bela obra de arte: representava a própria imagem da grandeza de sua civilização.
         Durante mais de 800 anos o povo de Atenas cultuou sua protetora no templo da Arópole. Mas por volta do século II, quando o cristianismo foi introduzido na Gr´pecia, seus adeptos transformaram o Partenon em igreja, cobriram com pinturas o seu interior e construiram numa das suas extremidades um prolongamento, para nele instalar o altar.
         Nova reforma aconteceu em 1496: os turcos que dominaram Atenas converteram a igreja em mesquita, acrescentando-lhe uma torre que, durante os dois séculos seguintes, sertviu de minarete para os muezins conocarem os fiéis mulçumanos à prece
         Em 1687, quando Veneza moveu guerra aos turcos que ocupoavam a Grécia, o templo de Atena sofreu uma metamorfose mais surpreendente ainda: de lugar de oração, passou a depósito de munição. Um bombardeiro acabou fazendo-a voar pelos ares, mas seu restos em partes restaurados por ocasiãoda independência grega (1829), continuam a adornar o topo da Acrópole - uma amostra mutilada mas ainda magnificada da construção original.
         O tumultuado período de dominação otomana impediu que Atenas tivesse um desenvolvimento à altura de sua glória passada. Durante muito tempo permaneceu estagnada, de modo que, por volta de 1834, não passava de um pequeno povoado com cerca de 300 casas, restrito à vertente norte da Acrópole.
         Daí por diante, entretsanto, transformada em capital do reio da Grécia, entrou numa fase de vertiginosa expansão: em 1835, sua população já ultrapassava 30.000 habitantes e, menos de um século depois, atingiria a casa do meio milhão. Atualmente, situa-se por volta de 2 milhões.
         Grande parte desse aumento demográfico ocorreu em consequencia do conflirto com a Turquia, pois, na segunda década do século XX , Atenas tornou-se o foco de afluxo dos numerosos gregos que foram expulsos do territória turco. A presença desses refugiados ainda hoje se faz sentir em nomes de ruas e de bairros atenienses com por exemplo o subúrbio de Nova Esmira - lugar onde se concentraram muitos ex-habitantes da cidade turca de Esmira.
         A zona central da moderna Atenas coincide com o centro da cidade antiga, cuja distribuição é a responsável pela irregularidade urbanística da atual capital grega, cheia de ruas e vielastortuosas e íngremes, que oferecem ao visitante uma impressão de desordem e confusão.
         A parte periférica do 61 km2 de área de Atenas é de traçado mais recente, e portanto mais regula. No decorrer de sua expansão demográfica, a cidade estendeu-se também geograficamente, agregando os portos de Pireu e de Falero que, no passado, eram cidades independentes.
         Andando pelas estreitas ruas do centro da cidade, de quando em quando se desemboca em pequenas e silenciosas praças, onde o burburinho das vielas populares não chega. Em muitos desses tranquilos largos encontram-se igrejas bizantinsa que chamam a atenção pelas suas proporções diminutas. Ao todo, há 60 delas em Atenas. Uma das mais famosas é a da Pequena Metrópole, catedral de uso reservado aos bispos. Construida no século IX, é o mais antigo templo bizantino da Grécia. Um pouco mais nova - e mais bem conservada - é a de São Teodoro, construida no séulo XIII.
         Ambas são pouco maiores do que um caminhão e são e têm portas tão acanhadas, que dois homens juntos não conseguem passar por elas. Como todas as igrejas bizantinas, têm o interior pintado com profusão de cores vivas, com ricos mosaicos, afrescos e pinturas em ouro de imagensdos santos.
         A moderna Atenas estende-se à volta da colina, assim como a antiga. A noroeste, localiza-se a ágora, praça que era o centro da vida política ateniense na antiguidade. A maioria das construções que a circundam está reduzida a ruínas, esceto o templo erguido ao herói Teseu, que aparece admiravelmente conservado.
         Cruzando a ágora entra-se no velho centro da cidade, onde os estilos mais diversos - clássico, bizantio e mourisco - se isturam ao longo das ruelas inclinadas. Armazéns, bazares e curiosas lojas abrem suas portas ao público, oferecendo mercadorias exóticas que são expostas inclusive na calçada.
         Quem se aventurar peças escadarias que descem do passeio estreito para os porões escuros desses estabelecimentos , encontrará lá embaixo um comércio quanto o "de superfície", com vendedors profundad]mente entretidos com a clientela, oferecendo mercadorias tão raras quanto variadas: antigas cimitarras, velhas pistolas e gramofones, lâmpadas, jarras, pantufas turcas e tapetes persas.
         A nova Atenas tem muito em comum com as demais cidade modernas: é um aglomerado de construções, carente de adequado planejamento urbanístico. Seu comércio e sua indústria não são particularmente ativos: a principal função da cidade é ser centro político administrativo da vida grega. E ser também alvo da adimiração de turistas e estudiosos de história provinientes de todos os cantos do mundo.
         De modo geral, os gregos não gostam de viver em aglomerados: resignam-se a trabalhar em edifícios, mas preferem morar em casas térreas. Por isso, em Atenas são raros os grandes edifícios de apartamentos. As áreas residenciais localizam-se na periferia, onde se pode andar durante horas em ruas praticamente iguais, ladeadas por pequenas casas, todas muito parecidas.
Nos subúrbios, assim como no centro da cidade, a confeitaria é uma instituição procuradíssima. E sentar-se às mesas dispostas na calçada, tomando um café turco e observando o movimento, é algo tão profundamente ateniense quanto o próprio Partenonn

Voltar à Grécia Antiga

1
Hosted by www.Geocities.ws