No início dos Jogos Olímpicos, o campeão recebia somente um pedaço de carne do animal sacrificado a Júpiter. Com o tempo, os prêmios passaram a variar. A versão mais corrente informa que a coroa de oliveira foi outorgada nos sétimos Jogos e o primeiro laureado foi Daiclos de Messênia, vencedor do Dromo.
A coroa de ramos de oliveira era um prêmio apenas simbólico, pois as outras recompensas é que representavam a maior homenagem que os campeões poderiam receber. Os mais famosos poetas imortalizavam-nos em versos líricos. Os autores, em citações históricas, além disso, gozavam do privilégio de terem suas estátuas erigidas no Altis. Este hábito foi introduzido nos qüinquagésimos nonos Jogos, em 544 a.C., e o primeiro vencedor a receber esta honraria foi o pentatleta Praxidamos de Egina, cuja estátua foi esculpida em madeira de cipreste. A escultura, porém, deveria obedecer aos regulamentos atentamente observados pelos juizes. O campeão não poderia ter seus traços fisionômicos reproduzidos; a estátua deveria apenas registrar que a vitória significava um presente dos deuses. Somente após a terceira vitória olímpica é que os homenageados poderiam ter suas feições esculpidas com fidelidade. A obra deveria ter tamanho natural, pois as de maiores dimensões estavam reservadas às divindades. Ultrapassar o tamanho permitido era uma falta gravíssima. O homem não tinha o direito de querer igualar-se a um deus. As estátuas podiam ser de madeira, pedra, bronze ou mármore.