Um dos segmentos místicos multimilenares, em voga ainda hoje, é o vodu.
Segundo a tradição, Maio
é o mês do vodu: Em New Orleans, Haiti, San Martin,
Jamaica, ou entre as tribos nômades dos desertos da Núbia
ou Marrocos. Neste período ressoam com mais intensidade
os tantans (tambores típicos).
Vodu, apesar de pouco popular
no Brasil, vem de tradições milenares. Há
conhecimentos de tais cultos a imagem, ou bonecos de pasta de
arroz, há 3.000 anos antes de Cristo na China de Lao-Tsé.
Entre os Gregos e Romanos eram frequentes os atos de enfeitiçamentos
através de estatuetas manipuladas por feiticeiros, que
podem ser comprovados através da leitura dos poemas de
Ovídio ou as bucólicas de Virgílio, onde
há referências de feitiços amorosos e criminais
através de pequenas estatuetas. A própria Lex Cornélia
(Código de Leis da Grécia Antiga, também
utilizada com certos complementos pelos Romanos) atesta este fato,
por sua terminante proibição de feitiços
através de bruxarias em estatuetas. No Código Penal
do Haiti, o artigo 246 refere-se ao crime de manipulação
de cadaveres e magia de bonecos. No Estado da Louisiana, Estado
Unidos, também há referências ao crime de
tais práticas em seu Código Penal.
O escritor e etnólogo
francês Alfred Metraux, confirma em seu livro "Os Mistérios
do Vodu", que, principalmente no mês de Maio, as evocações
e os rítmos contagiantes dos tambores, transformam em pesadelos
as noites dos fazendeiros da Louisiana e os militares do Haiti.
Segundo o bruxo Mabo Bantu,
"as pessoas que declinam para cultos de vodu, ou outros segmentos
da magia primitiva, geralmente buscam obstinado amores, paixões,
riquezas ou até mesmo 'mudança de destino'. Tudo
isso vem de segredos do antigo Egito, de até 8.000 anos
antes de Cristo, ou mesmo de nações mais antigas.
Um dos elementos que mais associa a magia tradicional multimilenar,
é a prática e a teoria do vodu, a arte mística
das estatuetas. Os Egípcios temiam de tal maneira o poder
dos feitiços nas estatuetas, que chegavam a ocultar o próprio
nome, para evitar que o poder dos bruxos fosse ampliado. O orador
e filósofo grego Platão, neste período do
ano, se dedicava a confecção mágica das estatuetas.
Aristóteles, também confeccionava as tais estatuetas
com argila, para seu pupilo o conquistador Alexandre O Grande,
durante as campanhas militares, com as características
dos inimigos."
A mais recente alusão ao vodu, que popularizou em todo o Mundo, foi a última tournée da banda de rock Rolling Stones, com o albúm "Voodoo Loumge", cujo lider Mick Jagger se apresenta caracterizado de Baron Cemitiére, uma das entidades mais temida do vodu.
Outro fato curioso foi o incidente na
Casa Branca, epicentro da política Mundial, quando do início
da primeira gestão do Governo de Bill Clinton. Durante
o golpe militar no Haiti, surgiu nos jardins da Casa Branca um
"despacho" de vodu, numa cena dantesca de muito sangue,
velas multicoloridas, fitas coloridas, animais mortos e um boneco
com as características do Presidente todo espetado de alfinetes.
Após a Constituição
de 1.988, o Brasil tornou-se um dos principais alvo de novas tendências
religiosas, filosofias ecléticas e estranhos dogmas. Principalmente
pela sua extenção, pela falta de estrutura cultural
e social de seu povo e, pelo domínio exclusivo, até
então, da Igreja Católica. Mas indiscutivelmente
Mabu Bantu é o único que detém os mistérios
e práticas multimilenar do vodu, que diverge até
dos ritos caribenhos com seus sincretismos e mudanças dogmáticas
político-social, que há muito se perdeu das tradições
dos nativos escravos de Daomé.
Mabo Bantu proclama a eficácia da intervenção da magia para o bem, seja por motivo amoroso, financeiro, profissional, ou a proteção a saúde, até a operação mágica chamada aporte, que pode ser traduzido como transportar bruxarias, por piores que sejam, do lugar onde estão, para a frente da pessoa e desmanchá-la. Seguindo a tradição secular de seus antepassados em seus rituais Moro-Andaluz.