CASOS CLÍNICOS

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Aqui você encontra as últimas vinte descrições de casos clínicos atendidos pelo autor. Na página anterior você encontrará outros vinte casos.

 

 

 

Caso 21: homem, 25 anos, arquiteto. Escolheu esta profissão porque adorava cultura e artes. Estava insatisfeito com o seu emprego pois não havia espaço para ele criar e projetar. Seu lado artístico estava abafado e isto o deixava deprimido e desiludido. Tinha profundas dúvidas sobre qual rumo dar a sua vida. Era uma pessoa reservada, discreta e solitária. Passava suas noites a pintar quadros e a desenhar. Revelou sentimento de superioridade e desprezo pelas pessoas que ficam preocupadas com coisas fúteis e menos nobres do que a arte. Nutria profundo orgulho em ser um artista. Foi prescrito Water Violet (para a distância que se colocava das outras pessoas), Gentian (para o desânimo frente aos obstáculos para se afirmar profissionalmente) e Wild Oat (para ajuda-lo a dar um rumo na vida). Na segunda consulta ele relatou que estava menos insatisfeito no emprego, pois avaliava que "tenho que começar por baixo". Começou a procurar outras atividades para desenvolver paralelamente ao seu trabalho. Mas ainda não sabia bem o que. Revelou medo de não conseguir se afirmar como artista. Foi prescrito Wild Oat, Water Violet, Gentian e Mimulus (para os medos de enfrentar várias situações da vida). Depois de 6 meses teve alta. Aprendeu a conciliar sua necessidade financeira com seu dom artístico. Estava satisfeito no seu emprego e com perspectivas de promoção. A pintura de quadros que era uma fuga, virou uma forma de se inserir socialmente: aceitou ser um pintor profissional. Pessoalmente se tornou mais aberto, mais afetivo e mais amigo.

 

Caso 22: menino, 9 anos, entrou correndo na casa do vizinho atrás de uma bola de futebol. O pastor alemão do vizinho o atacou, mas para sua sorte o dono viu o ataque e não deixou com que o cão desse mais que uma pequena mordida. A criança ficou em estado de choque. Imediatamente foi dado Rescue (composto para as situações de emergência e crises) para ela. O mesmo foi diluído na água e dado aos goles para a criança. Em pouco tempo estava recuperada e brincava como se nada tivesse acontecido. Por precaução tomou o composto floral por mais 10 dias.

 

Caso 23: mulher, 23 anos, estava cansada de ser impaciente. Estava sempre correndo e insatisfeita. Relatou que em tudo o que fazia encontrava um pequeno detalhe que a desagradava. Nestas horas ficava angustiada e perdia o sono pensando no que deu errado. Tomava vários remédios por dia com a finalidade de prevenir uma série de doenças. Era uma pessoa muito vaidosa que cuidava da pele "para não envelhecer", pois não conseguia se imaginar ficando velha. Foi prescrito Crab Apple (para a preocupação exagerada com os pequenos detalhes), Impatiens (para a impaciência), Agrimony (para a angústia que ela tenta disfarçar) e White Chestnut (para os pensamentos repetitivos em sua mente). Com pequenas alterações tomou esta formulação por seis meses. Seu nível de prazer e satisfação aumentou bastante. Adquiriu mais paz para lidar com os problemas que a vida lhe apresentava. Ela avaliou: "hoje sou menos superficial, e isto é verdade porque até de amigos eu mudei. Agora os papos são outros..." e as preocupações também.

 

Caso 24: homem, 32 anos, publicitário. Era um profissional de sucesso, dono de sua própria agência de propaganda. Financeiramente estava muito bem. Levava uma vida confortável e alegre até um mês antes da consulta inicial. Neste período se sentia triste, vazio e sem forças. Relatou que tinha receio de não dar conta de realizar os trabalhos mais simples. "Meu orgulho está lá em baixo...". Estava desmotivado e em dúvida se era este o caminho para a sua vida. Estava procurando viver mais e desenvolver seu lado espiritual. Foi prescrito Elm (para o sentimento momentâneo de insatisfação), Wild Oat (para a dúvida do caminho a seguir), Mustard (para o sentimento de vazio e tristeza) e Incensus (Florais de Minas - para facilitar o seu processo de redescoberta da espiritualidade). Depois de 15 dias o paciente já relatava que "havia passado a fase do baixo astral", mas que gostaria de reorganizar sua vida e vivenciar cada vez mais seu lado espiritual. Continuou tomando as essências florais, mas daí em diante não mais para o sentimento de incapacidade e tristeza. As essências florais foram, então, prescritas de acordo com a sua nova prioridade: reorganização da vida e desenvolvimento espiritual.

 

Caso 25: criança, 5 anos. Desde o nascimento do irmão voltou a fazer xixi na cama. Exigia da mãe toda a atenção possível e morria de ciúmes do irmão. A mãe acreditava que o nascimento do outro irmão foi um trauma para o filho. "Ele foi criado para ser filho único". Era um menino inseguro que sempre pedia para o pai ajudá-lo em suas atividades ou brincadeiras por que ele não conseguiria fazer sozinho. Tomou a seguinte formulação: Larch (para a regressão de comportamento), Holly (para o ciúmes), Chicory (para a cobrança de atenção), Foeniculum (Florais de Minas - para facilitar a adaptação na nova situação) e Star of Bethlehem (para o trauma). Depois de poucos dias a mãe relatou que os sintomas estão bem menores. Com dois meses tem alta. O comportamento regredido acabou, a segurança aumentou e começou a aprender a curtir seu irmãozinho.

 

Caso 26: mulher, 36 anos. Dona de casa incansável, cuidava de tudo sem a ajuda de ninguém e ainda era prestativa para a ajudar a família e uma instituição de caridade. Estava sempre procurando algo para arrumar ou consertar. Não ficava um minuto sem se preocupar em deixar tudo em ordem. "Faço o que deve ser feito". Há um ano começou a apresentar problemas de coluna que exigiam seu repouso e a diminuição do trabalho. Ela não admitia este fato e preferia sentir dor. Nunca reclamava da dor, a não ser quando já não conseguia se mover. Foi prescrito Oak (para a falta de limites na perseverança), Crowea (Florais da Austrália - para preocupação contínua) e Phyllanthus (Florais de Minas - para a rigidez psíquica). Tomou esta composição por quatro meses. Neste período as dores na coluna quase desapareceram. Ela continuou trabalhadora, mas agora colocando limites e se permitindo descansar e ter prazer.

 

Caso 27: mulher, 37 anos, casada. Seu relacionamento com o marido era muito ruim. Não se separava por causa dos filhos. Ela acreditava que com a separação os gastos seriam maiores e não teriam como mantê-los na escola particular. "Este é o futuro deles...". Sentia-se muito culpada por não conseguir oferecer um lar harmônico para os filhos. Achava que ficar e suportar o marido era o mínimo que ela poderia fazer como compensação por ser uma fracassada na vida e não conseguir um bom emprego, não ter estudado, não ter escolhido o marido certo. Na época da entrevista a situação estava tão difícil que ela vinha tendo crises constantes de choro. "Sinto como se estivesse para estourar...". Foi prescrito Pine (para a culpa), Sweet Chestnut (para o desespero) e Holly (para o ódio). Depois de dois meses já não estava desesperada e começou a refletir sobre seu vínculos com os filhos. Percebeu que não tinha força para colocar limites. Relatou vergonha de si e do seu corpo. Tomou Pine, Holly, Centaury (para incapacidade em colocar limites nos outros) e Crab Apple (para a vergonha que sentia de si). Tomou esta composição por mais alguns meses acrescida, posteriormente, da essência Larch (para o sentimento de inferioridade). Neste período voltou a estudar, começou a trabalhar e separou do marido amigavelmente. Relatou que estava se realizando como mulher e como mãe.

 

Caso 28: mulher, 54 anos. Há 32 anos conheceu um homem divorciado e contra a vontade da família resolveu morar com ele. O duração do casamento foi o tempo da lua-de-mel. Quando retornaram da viagem o homem a deixou na casa de sua mãe. Ela nunca mais o viu. Depois disso tornou-se uma pessoa amarga, reclusa e infeliz. Sua vida passou a ser somente casa e trabalho. Não teve mais nenhum relacionamento afetivo. Atualmente tem se sentido deprimida e com vontade de chorar. Foi prescrito Star of Bethlehem (para o trauma), Holly (para os sentimentos de raiva e amargura), Cassia (Florais de Minas - para culpa derivada da sua decisão de morar com o homem), Willow (para a amargura) e Agrimony (para a angústia escondida através da vida solitária). Na consulta seguinte relatou que estava pensando o tempo todo no seu passado e também em como sua vida poderia ter sido diferente. A depressão melhorou, mas a vontade de chorar não. Foi acrescentado Honeysuckle (por estar presa ao passado) e Mimulus (para seu medo de enfrentar a vida no presente) à formulação original. Nos seis meses seguintes pode superar seu trauma inicial e reavaliar as conseqüências do mesmo sobre sua vida. Foi um período de grandes transformações interiores. A depressão e a vontade de chorar desapareceram. Passou a levar uma vida mais aberta e com mais alegria, amigos e com um vínculo renovado com a família.

 

Caso 29: homem, 52 anos, depois de anos trabalhando em uma grande empresa chegou ao cargo de diretor. Exerceu esta função por mais de 10 anos, até que a empresa passou por uma reformulação e ele foi dispensado. Não conseguiu mais um cargo como o anterior. Tentou reorganizar sua vida montando sua própria empresa mas desistiu antes de concretizá-la. Relatou que depois desta desistência seu mundo desabou. Nos últimos três meses antes da consulta sofreu "como nunca imaginou que alguém poderia sofrer". "Sinto que estou arrebentando por dentro...", "...minha vida está um caos... eu agradeço a mulher que eu tenho...", "...sinto vergonha dos meus filhos...", "...eu choro, pelo menos aprendi isto...". Foi prescrito a seguinte fórmula Sweet Chestnut (para a angústia extrema), Walnut (para o momento de transição), Star of Bethlehem (para o trauma da perda do emprego), Impatiens (para a pressa interior) e Larch (por se sentir fracassado). Depois de um mês já sentia que estava menos desesperado. Mas estava sem rumo profissional. Diz que seus valores se modificaram muito com estes momentos de sofrimento. "Agora as coisas tem pesos diferentes do que tinham". Tomou a mesma formulação acrescida de Wild Oat (para ajuda-lo na busca da auto-realização). Teve alta com mais alguns meses de tratamento. Avaliava que era outra pessoa, "muito mais leve e saudável".

 

Caso 30: mulher, 22 anos, estudante. Relatou que era com ela que sempre aconteciam os problemas. Acreditava ser uma azarada. Não tinha namorado. Tinha pouquíssimos amigos. Mostrava rancor das pessoas, principalmente quando suas colegas de escola faziam programas entre elas e ela não era convidada: "mas da próxima vez que for convidada também não vou...". Relatou que sempre que era convidada para sair com elas o lugar não era legal, o dia não era bom e as pessoas que iam não eram as melhores. Ou seja, colocava tanto defeito e ficava com tanta má vontade que nunca era bom nem para ela nem para as colegas. Criticava muito as pessoas. Era egoísta, "ninguém me dá nada de graça e eu vou ficar ajudando os outros... de jeito nenhum." Foi prescrito Willow (para o rancor e amargura), Chestnut Bud (para aprender com as experiências), Walnut (para facilitar a sua transformação) e Beech (para a intolerância). Na segunda consulta relatou que estava fazendo esforço para ser agradável, mas que era difícil por causa do seu negativismo (que começou a incomodá-la). Relatou que todo problema ficava bem maior na sua cabeça. Foi prescrito Willow, Chestnut Bud, Walnut, Beech e Crab Apple (para desenvolver um senso de proporção justo). Com pequenas alterações esta foi a formulação que tomou por mais 9 meses. Durante este período pode perceber o quanto era egoísta e desagradável com as pessoas. Aprendeu a ter uma convivência social harmoniosa e com isto seu vínculo com as colegas se transformou. Passou a ter mais amigos e a ser mais amiga.

 

Caso 31: homem, 32 anos, dentista. Extremamente ansioso e tenso. Mordia os lábios e não parava quieto com as pernas. Procurou a consulta por estar com dificuldade de dormir. À noite, ao deitar, ficava com pensamentos ruins que o deixava angustiado e irritado. Apesar destas características demonstrava um modo alegre de falar e contar casos. Tomava bebida alcoólica todos os dias, dizia que era para relaxar e que ficar em paz. Fazia questão que ninguém soubesse de seus problemas, "estou sempre com uma cara boa...". Foi prescrito Agrimony (para a angústia interior que é dissimulada exteriormente)e Impatiens (para sua impaciência). Na consulta seguinte relatou que a ansiedade começou a melhorar. Disse que era um "cara traumatizado", mas não se dispôs a aprofundar no assunto. À fórmula original foi acrescentado Star of Bethlehem (para o trauma) e Pastoris (Florais de minas - para a desconfiança do mundo). Tomou esta formulação por mais 3 meses, superou seu trauma, normalizou sua ansiedade e passou a dormir bem.

 

Caso 32: menina, 11 anos, estudante. Sempre havia sido uma menina tímida e retraída. Quando estava com as amigas sempre concordava com tudo. Procurava imitar o jeito de vestir e de ser das colegas. A mãe a considerava é muito boba, pois estava sempre fazendo o que as amigas queriam e sempre ficava com as piores tarefas. A menina se mostrava triste, desvitalizada e sem força de vontade. Foi prescrito Centaury (para a incapacidade em colocar limites), Larch (para a baixa auto-estima), Viola (Florais de Minas - para facilitar o relacionamento com grupos) e Mimulus (para a timidez e inibição). Ela estava fazendo psicoterapia concomitante ao tratamento floral. Depois de dois meses já se mostrava mais alegre e cheia de vida. Disse que se sentia melhor e que estava aprendendo a se defender. Após esta segunda consulta continuou tomando esta mesma formulação por mais quatro meses, quando teve alta. Nestes quatro meses tornou-se uma menina mais extrovertida, confiante e com um vínculo positivo com as amigas.

 

Caso 33: mulher, 24 anos. Nutria um ciúmes doentio do namorado. Seguia-o de carro, ligava no meio da noite para saber se ele estava realmente em casa. Odiava todos aqueles que eram seus amigos, pois "são um perigo, eles querem minha caveira". O namorado acabou pedindo um tempo para pensar no namoro pois estava se sentindo sufocado. Sua primeira reação foi de ódio, depois de tristeza profunda. Estava se sentindo "a pior das mulheres". Acreditava que ele ia querer terminar definitivamente o namoro e ficava muito tensa com esta possibilidade. A formulação indicada foi Holly (para o ciúmes e o ódio), Chicory (para a possessividade), Larch (para a baixa auto-estima) e Rescue (para o momento de tensão). Depois de um mês relatou que o namorado realmente terminou e que ela nem teve tempo de mostrar que estava diferente. Sentia ódio de todos os que poderiam tê-lo influenciado. Ela já estava com a consciência do "tanto que eu era difícil". Estava muito triste, mas não havia perdido o controle e ido atrás dele "para dar baixaria, como já fiz muitas vezes". Foi prescrito a mesma formulação acrescentada de Walnut (por ser um momento de transição) e Bleending Heart (Florais de Califórnia - para facilitar a sua aprendizagem de um amor incondicional). Após alguns meses iniciou um novo relacionamento e pode ter a prova do quanto havia mudado. "Meu ciúmes era insegurança", relatou.

 

Caso 34: mulher, 50 anos. Estava entrando na menopausa. Os calores e a falta de menstruação faziam com ela se fechasse e se distanciasse, principalmente em relação ao marido. Sua imagem de mulher e sua sexualidade foram muito abaladas com esta "entrada na velhice". Ela se sentia desconfortável com o seu corpo. Algumas amigas estavam tentando moldar sua cabeça para ela fazer reposição hormonal, mas ela não sabia se devia fazer ou não. Foi prescrito Walnut (para facilitar o momento de transição), Scleranthus (para a dúvida), Crab Apple (para o desconforto com o corpo) e Lilium (Florais de Minas - para a sua sexualidade). Após um mês conseguiu ter uma vivência menos conflituosa com a menopausa. Já não se sentia incomodada e nem "indesejável". Os calores diminuíram. Na semana seguinte iria começar a tomar a reposição hormonal. Tomou a mesma formulação, exceto Scleranthus, por mais dois meses, quando a questão da menopausa deixou de ser o tema central da sua vida e sua sexualidade foi normalizada.

 

Caso 35: menina, 10 anos, começou a ter medo do E. T. de Varginha aparecer enquanto dormia e que a levar embora para o mundo dele. Era uma criança insegura que estava sempre perguntando para a mãe o que fazer. Foi prescrito Aspen (para o medo do desconhecido) e Cerato (para a falta de confiança no seu julgamento). Com três meses de uso da fórmula acabou o medo e ela se mostrava mais segura. Este fato foi comentado, inclusive, pelas suas professoras na reunião com os pais.

 

Caso 36: mulher, 33 anos, acordava de manhã sentindo-se profundamente angustiada, deprimida, com vontade de chorar e ânsia de vômito. Não conseguia preparar o café da manhã de sua filha e ficava deitada até as 11 horas. Os dias passavam arrastados e a cada dia sua esperança de melhorar diminuía. Não tinha paciência de assistir televisão, não se alimentava direito com medo de vomitar e fazia todo o serviço de casa mal feito. Nos momentos em que esta angústia era mais forte ela pensava em suicídio. Além da terapia floral ela fez, no mesmo período,  psicoterapia. Foi prescrito Cherry Plum (para o medo de perder o controle e fazer algo muito ruim), Mustard (para a depressão sem motivo aparente), Rescue Remedy (como apoio inicial ao tratamento) e Gorse (para ajudá0-la a recuperar a esperança na melhora). Em dois meses já estava mais animada, havia voltado a ser uma boa dona de casa e a cuidar a contento da filha. Como não havia mais a sintomatologia característica de Cherry Plum o mesmo foi retirado e nova formulação foi prescrita. Depois de mais alguns meses ela teve alta do tratamento floral.

 

Caso 37: menino, 12 anos, estudante. Os pais avaliavam o filho como muito retraído e tímido. Achavam que isto poderia atrapalhá-lo na vida. O menino se descreveu como alguém tímido e com poucos amigos. Não gostava de sair e de passear. No decorrer da entrevista foi ficando claro que ele não se sentia seguro fora de casa. Possuía uma série de pequenos medos, tais como: receio de enfrentar qualquer situação sozinho, medo de ser assaltado, medo de ser desprezado, medo que as pessoas não gostassem dele, medo de fracassar e alguns outros mais. Cobrava muita atenção dos pais e muitas vezes fazia chantagem emocional com eles. O medo e a frustração de enfrentar o mundo fora de casa era compensado com muitas exigências dentro de casa. Os pais foram orientados sobre melhor maneira de lidar com ele para colaborar com o tratamento. Para o filho foi prescrito Mimulus (para os medos e a inibição), Larch (para a insegurança e imaturidade) e Chicory (para a cobrança que ele tinha com os pais). Depois de um mês o menino já estava ensaiando suas primeiras atividades independentes. Passou por algumas situações desagradáveis (mas normais para a idade) que quase o fizeram voltar ao padrão antigo. Foi prescrito Gentian (para ajudá-lo a perseverar) mais a primeira formulação. Depois de 9 meses o menino já havia superado todas as suas dificuldades iniciais.

 

Caso 38: homem, 29 anos, era casado com uma esposa a quem adorava. Desde o casamento, dois anos antes, foi ficando cada vez mais preocupado com a esposa. "Estou dependente dela, quando ela vai ao shopping fico imaginando se não deveria ter ido junto para ajudá-la, para carregar os pacotes ou qualquer outra coisa. Fico preocupado se o pneu não vai furar... se ela não vai ser assaltada. Morro de dó quando ela tem algum trabalho que a exija um pouco mais...". O motivo da consulta foi o fato dele sentir que a preocupação não estava sendo boa nem para ele e nem para a esposa. Relatou que a esposa estava ficando insegura e que havia acostumado a contar com ele para resolver todos os seus problemas. Tomou consciência desta situação desde que começou a participar de um grupo espiritualista. Estava seguindo rigorosamente os treinamentos espirituais. Ele colocou que era necessário o máximo de dedicação para conseguir evoluir e por isto a família o estava considerando fanático. Seu "fanatismo" tinha sido a causa de muitas desavenças familiares, mas ele acreditava que com o tempo eles iriam entende-lo e todos seguiriam o seu caminho, "porque é o melhor". Foi prescrito Red Chestnut (para a super preocupação), Walnut (porque estava numa fase de transição de paradigma e de avaliação de sua vida) e Rock Water (para a rigidez com que buscava seu ideal). Durante os seis meses que durou seu tratamento tomou esta formulação, com pequenas variações. Ao final aprendeu a confiar na capacidade da mulher em enfrentar as dificuldades da vida. Apesar de num primeiro momento a esposa ter entendido sua mudança como distância, num momento posterior compreendeu que era por amor que ele permitia que ela crescesse e se desenvolvesse. Este novo patamar de relacionamento pôde surgir porque o "fanatismo" foi suavizado pela liberdade interior de buscar uma evolução espiritual integrada as necessidades materiais e familiares da vida.

 

Caso 39: mulher, 42 anos, fazia 6 meses que havia começado a ter crises de pânico. Os sintomas eram suor, coração disparado, perna trêmula, um medo extremo de morrer, etc. As crises começavam de modo imprevisto e sem aviso anterior de que estava chegando. Relatou uma infância complicada pois o pai era alcoólatra e a mãe muito submissa para defender os filhos da violência física paterna. Desta fase da vida trazia a insegurança e um trauma que dificultava ser carinhosa com o marido e com os filhos. O contato físico com o parceiro era extremamente difícil. Nesta mesma época começou a fazer psicoterapia. A primeira prescrição foi: Flannel Flower (essência australiana que trabalha a aversão ao toque), Rock Rose (para o pânico), Star of Bethlehem (para o trauma infantil) e Baby Blue Eyes (essência da Califórnia que trabalha as conseqüências de uma conexão não sadia com a figura paterna). Com pequenas alterações esta foi a formulação básica que a acompanhou durante os 14 meses do tratamento. Nesta época também teve alta da psicoterapia, totalmente curada do pânico e de seus traumas infantis.

 

Caso 40: Mulher, 70 anos, viúva. Morava com seu filho único e solteiro. Era extremamente dedicada e amorosa com o filho. Porém, quando o filho começava a namorar ou ter uma vida mais independente ela fazia chantagem, criava conflitos e maus entendidos com as namoradas, ficava deprimida. Ela acabava conseguindo o seu intento que era conservar o filho ao seu lado. Durante anos o filho se submeteu a esta situação para não desagradar a mãe. A alguns meses antes da consulta o filho resolveu dar um basta e viver sua vida. A mãe ficou desesperada, acreditava que seria levada para um asilo, que o filho iria escolher alguém que iria odiá-la. Ficou deprimida e reclamando da vida. Foi prescrito Chicory, Walnut, Willow (para a mágoa), Holly (para o ódio) e Vine (para o desejo de dominação). Com alguns meses de tratamento a mãe já estava conseguindo ter um amor altruísta. Pedia para o filho netinhos e falava da nora como companheira.

 

 

 

 


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Última atualização: 14 novembro 2000.

 

 

Campinas, 28 de Maio de 1998

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