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          Por fim, Ashura acabou adormecendo. Enquanto Yasha vigia seu sono, uma voz conhecida se faz ouvir.
 
          - Realmente como "pai e filha", heim, rei Yasha?
 
          - É você de novo, Kujaku... - responde Yasha reconhecendo a figura sorridente que surge por trás das cortinas. - Como foi que conseguiu chegar aqui? A barreira deste castelo está ativada...
 
          - Não importa a barreira, ou avisos dizendo acesso restrito - sorri ele enigmático - quando se tem asas especiais a gente tem passe livre para qualquer lugar. Que coisa, a Ashura tá dormindo.
 
          Tomando o rosto adormecido dela, ele continua a falar: - Que chato, eu até que enfim consegui vir pra brincar com ela. Do jeito que ela tá, mesmo apertando nariz ela não acorda.
 
          - Não se incomode com isso. - diz o rei Yasha intimidador.
 
          - Ih... - retruca Kujaku sorrindo amarelo - O tio tá bravo!
 
          - Por que está nos seguindo? - pergunta Yasha de forma direta.
 
          Ao lado da cama de Ashura, Kujaku responde, enquanto Ashura murmura algo como se soubesse que o rapaz estivesse a seu lado: - Eu me importo com Ashura. Só por causa da pequena Ashura é que fiz essa visita para trazer um aviso. Dentro deste castelo também há espiões do Imperador. Parecem até ratos, mas mesmo assim são perigosos.
 
          - Espiões do General Bishamonten? - pergunta ele lívido.
 
          - Bingo! - responde Kujaku batendo tambor.
 
          - Mais um aviso. - continua Kujaku - Se quer encontrar as Seis Estrelas, primeiro encontre a espada Shura.
 
          Yasha fica mais lívido ainda, e se lembra: "Espada Shura?!? Uma espada tão antiga quanto o mundo, a lendária espada que por gerações somente o herdeiro do trono do reino de Ashura podia envergar. Quando usada, chamas vivas consomem todos os demônios, incinerando-os por completo. Com a espada Shura, a paz há muito adormecida pode voltar ao mundo."
 
          - Se Ashura tiver a espada Shura em mãos, - continua o rapaz ainda com o indecifrável sorriso - a espada entrará em ressonância com as Seis Estrelas e será mais fácil encontrá-las então.
 
          - Como sabe de uma coisa dessas? - pergunta Yasha desconfiado mais ainda - Qual o seu objetivo?
 
          Desembainhando a espada Yama, Yasha continua suas perguntas: - Você é uma das Seis Estrelas?
 
           - Errou feio! - responde Kujaku sorridente, batendo o mesmo tambor.
 
           - Não sei se agradeço pelo conselho - diz o rei Yasha ameaçador, pondo a lâmina próximo ao pescoço do rapaz - ou se acabo com você. Você não é um inimigo... não é uma das Seis estrelas... Não gosto de pessoas que fingem não saber de nada e ficam rondando por aí.
 
          Sem se amedrontar, Kujaku responde: - Não faça essa cara feia, eu não sou um dos homens de Taishakuten, pode ter certeza.
 
          - A espada Shura está no extremo Sul do mundo, nos domínios de lorde Kumara, no palácio das profundezas da terra de Kusumabura. Ouvi dizer que está selada por um poderoso encanto.
 
          - O que você ganha dizendo-nos isso sobre a espada Shura e as Seis Estrelas? - pergunta Yasha embainhando sua espada.
 
          - Estou aqui para me distrair - responde Kujaku novamente por enigmas - gosto de ficar torcendo por vocês, rei Yasha.
 
          Para não perder a pose diante de Kujaku, o rei Yasha diz: - Em consideração a sua ajuda, não vou dizer à rainha Kendappa que você invadiu o palácio dela. Desapareça rápido.
 
          - Esse negócio de honra é muito importante pra você, heim? - comenta Kujaku malicioso, depois de ficar dando adeusinho.
 

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