Quando a plenitude do amor alcançou-nos,
Deixaste-me....
Que o
ideal linguajar de nossos corpos tornou-se uno,
Deixaste-me....
Nossos sonhos culminaram em realidade,
Deixaste-me....
Os
desejos fundiram-se como imagem reflexa,
Deixaste-me....
Os
objetivos firmaram-se em uma só direção,
Deixaste-me....
A
imagem de nossos rostos refletiam-se no espelho como
única,
Deixaste-me.....
E
agora, o que me resta?
Permitir que a saudade caminhe suave em meu peito!
Alimentar lembranças de nossos corpos enroscados !
Sonhar que, apenas, estás em viagem com retorno
certo!
E
que, repentinamente, estaremos resgatando nosso tempo ceifado!
Vivenciando, no infinito, nosso amor adormecido!
Com
as mãos entrelaçadas e ao toque de nossos sentimentos
orquestrados!
Trilhando a estrada de bosques floridos e etéreos!
Deliciando-nos com a dança frenética e
sinfônica de nossos
espíritos!"
Nara
Pamplona - Rio, 22/10/2005