
Claire levantou-se em um pulo de sua cama. Voltara do pior dos pesadelos na
semana anterior, ela queria recomeçar sua vida que havia entrado em pane desde
Julho do ano passado (1998). Agora sabia que seu irmão estava bem, e também
sabia onde ele estava, na França. Ele havia sumido sem deixar rastros porque
queria proteger a jovem, pois estava junto com seus amigos uma organização para
acabar com a Umbrella, que desde setembro do ano passado Claire sabia de seus
males quando foi a Raccoon procurar por seu irmão.
Ela estava na cidade onde morava, Nova Orleans, para continuar sua vida
normalmente, porém Chris havia mandado Claire ficar em um hotel enquanto
acertava os negócios para comprar uma casa para irmã, ele não queria que ela
morasse mais em conjunto, coisa de irmão mais velho. Ela teria que continuar
sua vida com uma promessa, não contar a ninguém os ocorridos que vivenciou.
Poderia se meter com a pessoa errada, que quisesse morto aqueles que sabiam de
tudo, poderia ameaçar seu social, era melhor retomar a vida e seguir sem
ninguém perceber nada. Claire largara seus estudos na metade do semestre do ano
passado já que estava envolvida em achar seu irmão. Como explicaria isso a suas
amigas? Como explicaria seu sumiço? Ficou em um hotel por um mês para não dar
as caras e depois disso reencontrara Leon e ficou o resto do tempo em sua casa
Claire se levantou e a primeira coisa que fez foi abrir a janela.
-Ah... uma vida nova a partir de agora. &ndaash; falou com um belo sorriso no rosto
olhando para bela vista do hotel.
Arrumou sua cama que estava com um lindo lençol cor de vinho, a cor favorita de
Claire. Ela se agachou para pegar suas pantufas que haviam mais uma vez se
enfiado debaixo da cama e seguiu em direção ao banheiro. No banheiro já estava
lhe esperando a roupa que iria vestir para ir ao primeiro semestre do ano da
faculdade. Uma calça de brim que tinha como enfeite partes rasgadas, uma bota
de couro plataforma e uma blusa vermelha cor de sangue, Claire não queria nem
ouvir a palavra sangue. Ela estava se dirigindo à cozinha para tomar seu café
da manhã quando então lhe vem à cabeça uma pessoa, seu namorado Kurt. Kurt na
certa a amava, Claire o namorava fazia dois anos ele jamais a traíra antes, era
popular na faculdade. Cabelos ruivos um pouco compridos, todas as garotas o
desejavam, mas Claire não fazia mais parte desse grupo de garotas, não depois
de conhecer Steve. Um menino de 17 anos extremamente charmoso que Claire
conheceu em seu segundo contato com os zumbis, uma semana atrás. Quanto a isso
Claire ainda estava abalada, Steve a amava e ela apenas percebera isso quando o
mesmo morreu em seus braços repetindo as palavras mais doces que Claire já
escutara. O pior de tudo é que Claire também o amava.
Um dia antes já havia decidido terminar com Kurt e não estava arrependida. O
problema era que Claire nunca havia acabado com alguém, aquele era seu primeiro
namorado, não sabia ao certo o que dizer. Na hora ela armaria um discurso e
tudo estaria acabado.
A garota se dirigiu a bela cozinha de seu quarto de hotel. Um tanto pequena ela
poderia dizer, mas tinha comida, um fogão e uma geladeira, Claire não era
acostumada com conforto. Alimentou-se então e seguiu ao banheiro para escovar
seus dentes. Enquanto os escovava se olhava no espelho que ali existia. Era
incrível como ficava linda de cabelos soltos, uma coisa que Claire raramente
usava. Ao escova-los, ficou encarando-se fixamente com o espelho. Apesar de
“pensar” ter superado tudo, Claire não conseguia tirar de sua cabeça o horror,
zumbis, os Ashford, Steve, tudo. Era difícil, isso só se curaria com o tempo.
Ela saiu do banheiro e foi ao quarto pegar o capacete da moto que antigamente
era de Chris, mas ele havia dado a Claire de presente. Pegou e desceu correndo
as escadas do hotel até sua moto, uma Harvey Davidson, colocou o capacete e
ligou a moto, seu dia estava apenas começando...
Capítulo 2
Claire dirigia tranqüilamente sua Harvey Davidson, ainda tinha mais quinze
minutos para chegar a faculdade Yale, uma das faculdades mais disputadas da
cidade, e ela estava a cinco minutos de lá, nada poderia dar errado. Enquanto
Claire andava com sua moto, podia ver atrás do capacete a beleza da cidade que
não via há muito tempo. As coisas haviam mudado um pouco, mas Claire
identificava perfeitamente tudo. Ela andava normalmente até que olha para o
retrovisor e vê um homem vindo a toda velocidade atrás de sua moto.
-Droga. – falou Claire subindo seu n&iiacute;vel de nervosismo.
Ela por instinto jogou a moto para calçada que por sorte estava sem pedestres,
e também foi sorte não ter se machucado já que caiu junto com a moto. Quem
seria o maluco que estava andando a mil na outra moto? Ela olhou para o sinal,
o motoqueiro estava ali parado, Claire percebeu que o homem era loiro, loiro
como Wesker. Ela ficou olhando-o, quando o sinal verde abriu, o homem virou a
cabeça e levantou uma pequena parte do cabeça feita de vidro revelando óculos
escuros. Era Wesker.
-Impossível... – falou Claire nnão acreditando.
Era de se esperar que com todo aquele poder ele sobrevivesse, mas seu rosto não
estava mais queimado, os poderes de Wesker poderiam fazer milagres? Claire
tratou de se levantar e levantar a moto, para não muitas pessoas a verem e
começarem a indagá-la sobre o que havia acontecido. Claire não tinha tempo para
responder perguntas, estava atrasada por culpa do ocorrido. Colocou a moto na
rua e seguiu até a faculdade sem mais problemas.
Ao chegar na universidade de Yale Claire ficou extremamente feliz ao ver os
lindos e altos prédios da faculdade, chegara a pensar que nunca mais veria
aquela universidade de novo... Estava olhando encantadamente para os prédios
quando escuta alguém gritar seu nome, Amy, sua ex-colega de quarto que já foi
se aproximando.
-Claire! Há quanto tempo! E aí;? E a vida? Achou seu irmão? – foi perguntando
Amy.
-Claire gelou. O que diria? Não haviaa inventado nada para falar para suas
amigas. Falou a primeira coisa que veio à sua cabeça,
-Sim achei. Ele resolveu ir morar com nossoss avós no Canadá e não me avisou
nada. Acredita que fui até Raccoon City por nada? – falou Claire que nem tinha
avós vivos esperando que sua amiga acreditasse.
-Não sabia que você tinha av&oaacute;s vivos. – falou Amy.
-Pois é, mas eu tenho daí resoolvi ficar esse tempo todo em Toronto junto com
Chris e meus avós. – continuou Claire.
-Ah legal... sabe de uma coisa? Eu jurei quee nesse meio tempo o teu gato ia te
botar chifres, acredita que ele não fez isso? Quando eu falei que você voltava
às aulas nesse semestre ele ficou louco da vida. – falou Amy esperando que
Claire ficasse loucamente feliz com a notícia.
Claire não sabia o que dizer a amiga. Queria que Kurt tivesse a traído, aí
teria um motivo melhor para terminar com ele. E como diria a sua amiga que não
queria mais nada com o mais desejado da faculdade? Ela queria abrir o jogo
naquele momento.
-É que sabe Amy, eu não gosto mais do Kurt. – falou Claire sem jeito.
-Como que você não gosta mais ddo Kurt!? Todo mundo gosta do Kurt! – falou Amy
indignada.
-Pois é, eu conheci outra pessoa sabee... – falou Claire.
-No Canadá? Quer namorar algué;m que mora no Canadá se pode namorar o maior gato
do mundo. A Claire que eu conheço não é assim.
-A pessoa que eu conheci morreu Amy. –; disse Claire.
Desse jeito a ficha iria cair, como Claire falaria a Amy o jeito que Steve
morreu. Diria “a Amy sabe, ele se transformo num monstro horrendo, é que uma
guria sabe, Alexia Ashford, ela se formou em primeira da turma com dez anos, injeto
o T-Veronica nele, um vírus que transforma as pessoas em monstros”. O que ela
iria dizer?
-Claire, você está passando bemm? – perguntou Amy.
-To sim. – ela respondeu.
-Não parece. – falou Amy com caara de preocupada.
-Nem esquenta Amy, eu to...
Claire não completou a frase. Logo atrás de Amy viu alguém, um garoto, deveria
ser estudante, igual, idêntico a Steve, não deveria acrescentar nem tirar nada.
Era Steve.
Steve havia morrido nos braços de Claire, como seria ele? Claire continuou
olhando-o, ele olhou para Claire, e foi embora. Claire o acompanhava com a
cabeça, enquanto Amy tentava lhe chamar a atenção.
-Claire, tem alguma coisa que você queer me contar? – perguntou Amy preocupada.
-Nada não, Amy. É sérioo, eu to legal, agente se encontra! – falou Claire que
saiu correndo apressadamente para o edifício de onde seria sua primeira aula.
O garoto havia ido para outro dos prédios, Claire não queria ir atrás e falar
com ele, sabia que não era Steve, não podia, nada poderia explicar isso,
deixaria tudo como estava. Além do mais, se fosse Steve ele viria falar com
ela, ele a amava.
Claire assistiu aos três primeiros períodos atentamente. Fazia faculdade de
arqueologia porque seus pais sempre gostaram de arqueologia e sonhavam que
Claire fosse uma ótima arqueóloga, no começo a jovem não estava interessada no
curso, mas já havia se acostumado e estava bem interessada. Finalmente havia
chegado o intervalo. Claire queria se esconder de Amy para não precisar dar
mais satisfações, embora soubesse que alguma hora iria se encontrar com a
amiga. Claire estava tomando um refrigerante quando foi surpreendida pela
amiga.
-Claire, o Kurt tá vindo, olha l&aacuute; o que você vai dizer pra ele. – falou Amy que
já foi saindo sem dar tempo de Claire ao menos lhe responder.
Claire olhou para trás e viu Kurt se aproximando. Aquela era a hora.
-Claire, minha linda, aonde você andouu?! Morri de saudades. – falou Kurt
extremamente feliz ao ver Claire.
-Oi Kurt! Estava no Canadá com meu irrmão. – falou Claire que já estava suando
frio. – Preciso falar com você.
-Pode falar tudo que você quiser my loove. – Enquanto Kurt falava ele se
aproximava para tentar beijar Claire que se esquivava.
-Bom é que sabe.... eu não queero mais nada com você. – falou Claire.
-Mas como? Por quê? – falou Kurtt assustado.
-Simplesmente eu não gosto mais de voocê. – falou Claire.
-São dois anos Claire! – falou Kurt.
-Eu sei Steve mas.... – falou erradameente Claire.
-Me chamou de Steve? – falou Kurt comeeçando a ficar furioso. – Quem é Steve?
Claire ficou sem palavras para explicar, o que diria?
-Eu só me confundi Kurt. – faloou em sua defesa Claire.
-Que desatenta hein, já entendi tudo,, manda o seu Steve ficar atento beleza?
Fui! – falou Kurt extremamente furioso saindo da frente de Claire.
Ela ficou olhando-o desaparecer entre os estudantes também em seus intervalos.
Havia acabado com ele, mas não do jeito que esperava. Não queria que ele
sentisse raiva, mas ela também havia “vacilado”, chamou-o de Steve. Será que o
amava tanto assim para confundir seu namorado com ele? Difícil. No resto da
manhã Claire apenas estudou, mas é claro que os acontecimentos até aquela parte
do dia ficaram em sua cabeça, o motoqueiro parecido com Wesker, um estudante
idêntico a Steve e o fim com Kurt, o dia estava ótimo. Ao sair da faculdade,
Amy a seguiu para tentar conversar, Claire apenas lhe disse “estou com pressa,
depois nos falamos”, subiu em sua moto e foi embora. No meio do caminho seu
celular toca, ela para a moto e atende.
-Alô. – respondeu ela.
-Alô Claire é o Leon! – rrespondeu Leon do outro lado da linha.
-Oi, como vai?
-Bem, olhe só, eu estou precisando faalar com você algumas coisinhas, vamos até
o bar do Carneiro para conversar? – perguntou Leon.
Leon eventualmente havia se mudado para Nova Orleans para refazer sua vida
assim como Claire.
-Vamos sim! Estou bem pertinho do bar, j&aaccute; estou indo. – ela disse.
-Certo, te encontro lá! – respoondeu Leon.
Claire religou a moto e seguiu em direção ao bar do Carneiro.
Capítulo 3
Claire então finalmente chega ao bar do Carneiro. Leon
estava sentado nas mesas que ficavam do lado de fora do restaurante, estava com
uma cara de alguém calmo, alguém que não estava esperando há muito tempo.
Claire estaciona sua moto na calçada e vai ao encontro de Leon.
-Demorei? – perguntou Claire cumprimenntando-se a Leon com os famosos três
beijinhos.
-Não muito, já me fizeram espeerar mais do que isso. – respondeu Leon.
-Para que me chamou aqui? – falou Claiire direito ao ponto.
-Vamos comer alguma coisa primeiro, voc&ecirrc; deve estar faminta. – falou Leon.
-Concordo. Estou louca por um bife com fritaas. – falou Claire concordando com a
idéia.
Leon chamou a garçonete e fez os pedidos. Claire pediu um bife mal passado com
fritas e suco de laranja e Leon apenas um pastel de carne com um refrigerante.
Em cinco minutos a garçonete havia trazido os pedidos.
-Mas então, sobre o que quer falar. &– falou Claire.
-Sobre algumas coisas. Sabe, pode me chamar de louco, mas ando vendo aquele tal
de Wesker que você me falou e que seu irmão me mostrou a foto.
Leon não tivera a oportunidade de conhecer Wesker, para sua sorte, mas Chris,
irmão de Claire, havia lhe mostrado uma foto do individuo e segundo os fatos
que os dois haviam relatado, Wesker deveria estar morto.
-Com tudo que você e seu irmão me disseram, achei certo desconfiar. Em todo
lugar ele está lá, posso jurar que não estou delirando.
-Acredito
-Você ainda está abalada com a morte dele não está? Admite Claire, esse garoto
mexeu com você. – falou Leon.
-Tenho q admitir que sim Leon. Poxa, as coissas podiam na certa terem sido
diferentes, se ao fosse aquele maldito do Wesker. – desabafou Claire.
-Ter raiva agora, depois de tudo, nãoo adianta mais. Lembre-se, temos qe nos
preocupar primeiro com a Umbrella e depois com o superior. – lembrou Leon.
-Ai eu sei mais ---.... – Claire foi iinterrompida por um rapaz conhecido.
-Mas olhem que casalzinho mais adorávvel esse! Claire e Steve, que bonitinho...
– falou Kurt.
-Não espera um poquinho... – faalou Leon elevando seu nível de fúria.
-Foi você que roubou minha namorada n&é desgraçado. – falou Kurt agarrando Leon
e levantando-o da mesa.
-Kurt, larga ele! – gritou Claire nervvosa.
Todos que estavam próximos fixavam seus olhos na briga dos dois rapazes que
pelo visto era um mero engano.
-Agora eu vo te mostra o que acontece com quuem rouba a namorada de Kurt
Ericson.... – falou Kurt furioso, crente que Leon era Steve Burnside.
-Não me obrigue a te bater seu canalhha. – ameaçou Steve.
-Me mostra do que tu é capaz seu filhho da mãe. – disse Kurt.
Poucos “milésimos” depois pode-se ver apenas o punho de Leon na face de Kurt
fazendo-o largar o primeiro e fazendo o segundo cair no chão. Kurt se levantou
e chegou perto de Leon.
-Admite seu filho da mãe que robou miinha namorada. – ameaçou Kurt.
-Quer saber mesmo? Roubei sim tua namorada ccaramba, tu vai fazer o que? Toca em
mim que eu te arrebento a cara de novo. – falou Leon.
-Me aguarde... eu e o seu pior pesadelo. &nddash; falou Kurt indo embora.
-Foi mal pela afirmação incorrreta, mas essa cara merecia. – desculpou-se Leon.
-Sem problemas. Bom, quanto aquele papo &eaccute; melhor continuarmos depois, já que ta
todo mundo nos olhando. – disse Claire. – Passa lá em casa mais tarde.
-Certo! Nos vemos! Tchau. – despediu LLeon.
Claire
chegou
Ela
trocou de roupa, escovou seus dentes e foi pegar um livro para ler, pelo menos
assim iria conseguir se distrair, um pouco. O assunto abordado no livro era bem
interessante para o gosto de Claire. Uma jovem menina que perde seus pais e
começa a morar na casa da tia, um dia quando vai ao cemitério onde seus pais
estavam enterrados no fim da tarde o cemitério se tranca misteriosamente. Até
uma parte da história Claire se identificava, perdera seus pais com dez anos. O
livro era composto de quatrocentas (400) páginas, Claire se encontrava na cento
e cinqüenta. Leu uma, duas, três, quatro páginas, mas nada a mais, não
conseguia parar de pensar nas coisas que estava vendo, Wesker e Steve, sabia
que não estava louca, para o seu alívio, Leon também estava vendo essas coisas.
Que explicação isso poderia ter? Claire fechou o livro, sabia que não
conseguiria mais ler, sua mente estava muito voltada para os acontecimentos.
O
telefone tocou. Ela rapidamente o pegou e atendeu, era Chris.
-Oi
maninho! E aí? Como você está? – falou Claire, ela não achava necessário que
Chris soubesse do que estava acontecendo, o coitado estava com problemas que
chegue.
-Oi
Claire, eu estou ótimo e você? – ele perguntou.
-B-bem. –
Por mais que Claire quisesse, não conseguia mentir para o irmão, tudo sempre
saía errado no momento e Chris sabia identificar aquilo.
-O que
foi Claire? – perguntou Chris.
-Ah... é
que sabe, eu ando ficando meio louca. Hoje de manhã um motoqueiro ia provocar
um baita acidente, eu desviei pra calçada e quando ele parou no sinal, eu vi o
rosto dele, era o Wesker e também na faculdade eu vi um garoto igual a Steve!
Juro que vi, Leon também anda vendo essas coisas. – desabafou Claire.
-Quanto a
Wesker Claire, eu acreditava antes que ele estava vivo, na verdade, tinha
certeza, o cara é extremamente poderoso. Já quanto a Steve, você o amou e ainda
ama, na certa é apenas um estudante ou quem sabe um parente, não sei.
-Um
estudante de sobretudo me olhando e que sumiu depois? Ah tá bom Chris.... –
defendeu-se a jovem.
-Claire,
meta em sua cabeça, Steve morreu, eu sei que isso é difícil, mas você tem que
entender. – falou Chris.
-Você
fala isso porque você tem o amor da sua vida vivo, ao seu lado!! – falou Claire
furiosa, batendo o telefone na cara do irmão.
Ela nunca
havia tratado o irmão daquela forma. Oh céus, o que estava havendo, que imagens
eram aquelas, valeu a pena bater o telefone na cara do irmão como jamais havia
feito? Perguntas e mais perguntas não saíam da cabeça da jovem.
Desta vez
o que tocou fora o interfone. A menina tirou as lágrimas que caíam do seu rosto
e engoliu um choro que estava lutando para sair. Ela atendeu.
-Alô,
Senhora Redfield? Aqui é da portaria, chegou uma carta para senhora, quer que o
serviço de quarto a leve? – perguntou o homem.
-Sim, se
não for muito incomodo. – ela disse
-Estamos
levando em breve. – terminou o homem.
Uma
carta? Quem mandaria uma carta? Com tantos recursos, computador, internet,
telefone, quem mandaria uma carta?
Cinco
minutos depois um homem bate a porta de Claire. Ele a entrega a carta e vai
embora, do jeito mais educado possível. Claire olha o destinatário. Nome, Steve
Burnside.
-Como é
que é? – falou Claire apreensiva.
Ela
começou a ler.
“Claire, eu sei que você acha que estou morto,
na verdade deveria estar, mas olha, não estou. No momento em que você me deixou
caído no chão, uns cinco ou dez minutos depois, Wesker apareceu, ele injetou-me
um vírus, o mesmo que ele possui, mas a diferença é que ele me controla, se eu
pisar na bola, ele me transforma em algum monstro horrendo no meio da cidade, e
não queremos isso. Ele está mandando eu te assustar por aí e vê todos os meus
passos, foi ele que tentou provocar um acidente para te matar hoje de manhã e
ele também está assombrando Leon. Wesker quer matar você Claire, vocês precisam
sair dessa cidade e juntar-se ao seu irmão e ao grupo Anti-Umbrella dele, é o
jeito de vocês ficarem mais seguros. Não quero que você me procure, só vai ser
pior e você pode sair machucada e Wesker acabar destruindo outra cidade. Só
posso dizer que quando Wesker for derrotado definitivamente estarei livre e aí
sim poderemos quem sabe ficar juntos. Então o que eu peço é, você e Leon têm
que se juntar ao grupo Anti-umbrella de Chris, achar o máximo de pessoas vivas
que presenciaram Raccoon City ou algum outro lugar com os zumbis, derrotar a
Umbrella e derrotar Wesker. Eu sei que isso vai demorar, minha linda, mas escuta,
até lá, eu serei o cão de Wesker, estou confinado a servir ele, as coisas que
citei são o único modo de acabar com isso e reforço mais uma vez, Claire, não
me procure, para o bem de todos.
Steve”
Ao ler a
carta Claire chorou. Steve, seu amor, estava vivendo como cão de guarda de
Wesker, preso a ele. Realmente ela não estava ficando louca, por um lado ficou
feliz com isso, por outro... triste. Decidiu que deveria encontrar Leon para
eles discutirem o que fazer. Pegou o telefone e discou.
-Leon,
agente precisa se encontrar de novo, é extremamente importante. – falou Claire.
-Por que
Claire? O que houve? – falou Leon.
-Agente
precisa se encontrar. – falou Claire.
-Tá, vem
aqui em casa. – disse Leon.
-Ok. –
falou Claire que desligou o telefone.
Claire
rapidamente pegou seu capacete, a carta e desceu rumo a sua moto e depois a
casa de Leon.
Capítulo 5
Estava
andando em sua moto enquanto pensava naquela carta. A casa de Leon ficava a dez
minutos da sua, não muito longe. Wesker queria matá-la, de fato, assim como
queria matar seu irmão e os amigos dele também. “E eu nem fiz nada demais,
apenas invadi uma base da Umbrella em Paris, resisti contra o vírus que ele
havia jogado na ilha, era irmã de umas das pessoas em que ele mais odiava em
sua vida, é, nada demais” ela pensava. O que a mais estava deixando-a sufocada
era o fato de Steve, o garoto que mais havia mexido com o seu coração em sua
vida, até mais que Kurt, estava sendo usado como escravo, escravo de um
monstro, o rapaz não merecia aquilo. Steve tinha 17 anos, um garoto no auge da
adolescência, não um escravo para as brincadeiras de um cara que se acha deus.
O
trânsito estava muito vazio para aquela parte do dia, uma hora da tarde,
horário que as pessoas voltavam aos seus trabalhos. Muito estranho. Para
completar, o tempo estava se fechando, o que não era muito bom já que Claire
estava usando uma moto. Sorte que já estava chegando à casa de Leon. Estava um
pouco preocupada em relação à Wesker. E se quisesse atacá-la? Steve ela tinha
certeza que por mais que corresse perigo não tocaria um dedo nela, já Wesker...
Não gostava de bancar dessas garotas que só se sentem seguras ao lado de um
homem, ela não era assim, mas se sentiria um pouco mais aliviada ao encontrar
Leon.
Quando
chegou ao prédio de Leon, o porteiro lhe disse que ele já estava esperando
Claire e que ela poderia subir. Atravessou uma pracinha que separava a portaria
ao prédio de Leon, daquelas para as crianças brincarem. Entrou e subiu um
elevador até o sexto e último andar do prédio, tocou a campanhia. Leon atendeu.
Vestia uma calça camuflada com uma blusa preta comum, por menos que quisesse
parecia um soldado que ia para guerra.
-Oi
Claire, entra. – ele disse.
-Brigada.
– ela disse.
-Sente-se.
– Leon convidou.
Claire
sentou-se no sofá que se encontrava na sala de Leon, ele antes de mais nada
perguntou se ela queria alguma coisa, mas ela recusou. Leon sentou.
-E
então... – puxou Leon.
-Primeiro
quero te agradecer pela surra que deu em Kurt hoje, ele merecia. Em segundo,
quero que leia essa carta que chegou para mim hoje. – disse Claire.
Leon
pegou a carta da mão de Claire, abriu-a e começou a ler. Estava com uma cara
séria, de alguém bem concentrado no que lia.
-Incrível.
Eu diria, Claire, que se qualquer outra pessoa soubesse sobre Wesker e Steve eu
diria que fora uma carta de mal gosto. – disse Leon.
-Pois
é, mas a questão é, o que fazemos? – perguntou Claire.
-Ligue
para o seu irmão. – disse Leon entregando o telefone a Claire. – E antes de
tudo peça desculpas pelo que fez hoje a ele.
-Ah...
ele te contou. – ela disse com uma voz de desanimo.
-Ligou-me
assim que você bateu o telefone na cara dele. – Leon disse. – Agora ligue.
Ela
discou o numero que sabia de cor. Leon escutava atentamente a conversa. Claire
pediu desculpas e disse que apenas estava triste por tudo e relatou também
sobre a carta que recebera e seu conteúdo. Escutou seu irmão e depois desligou.
-O
que ele disse? – perguntou Leon.
-Disse
que era estranho e que isso tinha feito com que ele acreditasse nos nossos
relatos. Mandou irmos comprar hoje passagens para Europa e também encontrar um
amigo dele chamado Joseph Stephanski, segundo ele é um velho amigo da
aeronáutica e já sabe sobre as coisas em Raccoon, Chris vai ligar para ele em
breve para avisar e ele irá também a Europa conosco.
-Certo.
Vamos lá, temos que ir ao aeroporto. – disse Leon levantando-se.
-É
sim. Vamos. – Claire também levantou e eles seguiram até a porta saindo.
Chegaram
ao estacionamento do prédio e Leon pegou seu carro, Claire deixaria sua moto
ali para depois pega-la. O aeroporto ficava mais ou menos uns vinte minutos da
casa de Leon, eles foram até lá e compraram as passagens para Europa, quando
Leon ia pegar seu carro novamente, ouviram gritos conhecidos vindos de um beco.
Curiosos, foram até lá olhar e descobriram que estavam vindo de uma porta. Eles
a abriram e viram Kurt em uma cadeira amarrado em frente a uma mesa e encostado
na parede um homem de sobretudo, não um homem qualquer, Steve Burnside.
-Steve...
– falou Claire.
-Faça
o que eu mandei! – falou uma voz conhecida, Wesker, com sua origem desconhecida.
Claire
deu dois passos tentando se aproximar de Steve, foi interrompida.
-Pare
ou atiro! – falou claramente Steve.
-Steve?
– disse Claire surpresa com a ameaça.
-Tenho
ordens, ou mato vocês dois ou ele, vocês decidem. – disse Steve.
Claire
agora já estava junto a Leon novamente.
-Não
me deixa morrer Claire, me tira daqui! – disse Kurt.
Leon
e Claire olhavam para Steve. Steve piscou um de seus olhos, queria dizer algo.
Rapidamente Leon sacou sua handgun e lhe acertou um tiro no braço.
-Não!
Steve! – Claire havia ficado desesperada.
Leon
desamarrou Kurt e tirou Claire do lugar pelo braço.
-O
que fez com ele Leon! – disse Claire.
-Se
ele está com o vírus de Wesker significa que um simples tiro não vai o matar,
isso que ele quis dizer com aquele piscar de olhos. – relatou Leon.
Claire
chorava de tristeza. Amava Steve, tinha certeza, mas não podia tê-lo, tudo era
difícil de acreditar, tudo. Abraçou Leon, mostrando sua tristeza e que precisa
de atenção, da preocupação dele. Leon não fez nada mais além de deixar Claire como
estava, já que isso a deixava melhor. O abraço fora interrompido por Kurt
saindo da porta.
-Obrigada.
– ele disse.
Claire
já não estava mais abraçada a Leon.
-Esse
é o nosso trabalho, proteger todos do que deve ser desconhecido por todos. –
disse Leon.
-Diga
adeus a todos da faculdade,
Leon
pegou-a pelo braço e a tirou do beco levando-a até o carro. Dali voltaram a
casa de Leon.
Ao
chegarem à casa de Leon, Claire continua chorando intensamente. Ele a traz um
copo de água para se acalmar e tenta conversar com ela.
-Era ele
Leon! Por que Steve nos tratou daquele jeito?! – ela dizia.
-Por que
se não seguisse as ordens de Wesker ele morria, você sabe da ameaça que ele
fez, era melhor não arriscar. Posso não conhecer Steve como você conhece, mas
sei que ele jamais atiraria na gente. Ele nos mandou atirar, não aconteceu
absolutamente nada. – Leon falou para o consolo de Claire.
-Wesker
vai ficar furioso do mesmo jeito Leon, Steve não conseguiu seu objetivo. – ela
dizia em meio de um baita choro.
-Vai sim,
mas se ele deixasse nós escaparmos seria pior. Você tem que entender, vamos
lutar para ele voltar a viver como uma pessoa Claire. Agora seu coração esta
partido ao meio porque você o ama, mas com o tempo essa dor vai sumir e não vai
sofrer tanto e quem sabe quando o libertamos de Wesker vocês possam viver
juntos. Lute por isso Claire. – ele disse.
-Talvez,
mas quando isso vai acontecer? – ela disse.
-O mais
rápido que conseguirmos Claire, seu irmão odeia Wesker e se ele está fazendo
mal a você Chris vai ficar mais furioso ainda. Acredite. – disse Leon.
Ela
continuava chorando intensamente e Leon não sabia direito o que fazer.
-Olha,
pára de chorar, você precisa ser forte, vá para casa e descanse, amanhã teremos
que viajar se não lembra. – disse Leon.
-Certo.
Desculpe por esse vexame. – ela disse.
-Você tem
seus motivos, Claire.
Ela saiu
da casa de Leon, desceu e pegou sua moto. Foi dirigindo para casa com tristeza,
estava mal, sofrendo, sofrendo de amor. Não podia aceitar que o amor de sua
vida ficasse escravo de Wesker, não podia, tinha que lutar. Mas lutar como, ela
sabia que qualquer passo errado o jovem morria e afetaria uma cidade, se não um
estado, tinha que ser cautelosa. Tinha a ajuda de seu irmão e os amigos dele,
automaticamente amigos dela também, eles a ajudariam, mas quem sabe isso
demorasse anos, anos de Steve escravo, e se nesse meio tempo ele se acostumasse
com aquilo e então fosse pro lado de Wesker, o lado negro. Não, Steve não era
assim, ela sabia que ele jamais faria uma coisa desse tipo, jamais.
Claire
chegou a sua casa, eram cinco horas da tarde, havia bastante tempo pela frente.
Bastante tempo com aquela angustia dentro de si. Resolveu ler o livro que
deixara para trás antes por não conseguir tirar as coisas que a atormentavam de
sua cabeça. Agora ela queria ser forte, precisava se não ficaria depressiva e
assim cavaria sua sepultura.
Pegou o
livro e leu atentamente cada palavra, fazendo o máximo de esforço para não
pensar naquilo. Fazendo várias pausas nesse meio tempo, terminou de ler o livro
inteiro às nove horas da noite. Jantou assistindo a novela. Quando a novela
terminou, ela foi deitar. Então aquele pensamento chegou de novo, vindo do
inferno. Steve não merecia, definitivamente. Ela não queria que ele continuasse
a sofrer, não merecia, coitado. Além dele, Claire também não queria continuar
sofrendo. Amava Steve, aqueles seus olhos verdes lindos, seu cabelo quase
ruivo, um pouco caído, seu tom de voz, modo de falar, até o jeito de menino
rebelde que ele tinha, como atirava com aquelas Lugers
Quando
foi dormir, suas últimas palavras do dia foram: “I
miss you Steve”.