
CAPÍTULO 1
- Quando você acordar, se sentirá
saudável... - essas foram as últimas palavras que Claire ouviu de Trent antes
de ficar inconsciente.
Acordou com uma sensação boa. Não sentia aquele mal-estar de antes.
Estava escuro em volta, mas ela conseguiu enxergar o que pareceu ser um quadro
na parede, uma cortina fechada e um armário na frente da cama. Ficou confusa.
Passou as mãos pelo corpo e nenhum vestígio da parafernália de monitoramento do
Trent colocou nela. Se levantou lentamente e foi até uma porta. Abriu-a e já no
outro cômodo acendeu as luzes.
Uma sala de estar pequena, um jogo de sofás vermelhos em cima de um carpete
amarelo e algumas luminárias de pedestal alto decorava o local.
- Onde eu estou?
Passou pela televisão de plasma e foi ver algumas correspondências que estavam
em cima de uma mesinha perto da porta principal. Mas não conseguiu ler o
envelope, pois foi interrompida.
- O que foi? - perguntou uma voz grave.
Ela virou-se e não acreditou no que viu. Uma figura masculina com cabelos
loiros compridos e olhos claros. Sua aparência era de um homem calmo de
meia-idade.
- O que está fazendo aqui?
- Oras, eu moro aqui, assim como você!! - explicou ele.
Claire estava mais confusa do que antes.
O homem se aproximou lentamente e Claire puxou uma luminária, Improvisando uma
ama, ela ameaçou:
- Fique longe de mim, Wesker!
- Claire, você não me chama asssim há anos. Pare de me zoar, vai. Fale baixo
senão poderá acordar o Dean.
- Dean? Por acaso é outro capanga seuu? Manda ele vir! - desafiou Claire.
Wesker nem precisou chamar. Um garotinho apareceu, bocejou e coçou os olhos.
- Papai, vocês estão fazendo baagunça outra vez?
- Não, filho. Nós só esstamos brincado.
- Então por que a mamãe est&aaacute; segurando esse abajurzão? - perguntou o menininho,
apontando para Claire.
- Mamãe? Eu?
- Dean, volte para o seu quarto. Lembra-se qque amanhã quando acordar, será um
grande dia?
Contente, Dean correu e abraçou
seu pai, em seguida abraçou Claire e disse:
- Bons sonhos, mamãe!
E assim foi dormir, deixando Claire pasma.
- Esse Dean... Ele é meu filho? - perrguntou ela.
- Eu tenho participação nisso também. Então ele é NOSSO filho.
Claire ficou pensativa e depois concluiu:
- Então quer dizer que eu e vocêc;... A gente... Argh! - disse ela, fazendo
careta.
Ele achou engraçado e disse:
- Você não disse isso enquanto a gente...
- Chega!!! Meu Deus, preciso acordar!
- Claire, minha amada. Está enlouqueccendo?
- Onde estou? O que está havendo? O qque você fez comigo?
Sentando-se na poltrona, Wesker falou:
- Bem, eu me casei com você, criamos uuma família e temos uma vida confortável
aqui
Claire não entendia nada. Aquele homem que dizia ser seu marido, não lembrava
em nada aquele homem que bateu nela na ilha Rockford e que quase matou seu
irmão. Nâo tinha mais aqueles olhos vermelhos e amarelos - azul piscina era a
cor deles.
- Sugiro que você descanse. Amanh&atillde; o dia vai ser agitado.
Albert viu que Claire não sabia do que ele estava falando.
- Hello! Aniversário do Dean Redfieldd Wesker, seu filho. Ele fará 4 anos
amanhã!
- Vem, docinho, vamos nos deitar, sim? - dissse ele, delicadamente.
- Eu não vou dormir com você! VVou ligar a-g-o-ra e pedir para o meu irmão Chris
vir me buscar!
Pegou o telefone e começou a discar.
- Ele não vai atender - disse Albert,, calmamente.
- Como você sabe?
- Mortos não atendem celular.
- O que? Chris está morto? - disse ella, sentando-se numa poltrona e chorando
silenciosamente.
Albert foi ao lado dela e colocou as mãos no ombro de sua esposa.
- Já faz cinco anos que ele morreu. VVocê tem que superar isso, querida.
Enxugando as lágrimas, Claire perguntou:
- Como aconteceu?
- A SWAT pegou ele.
Ele trabalhava na SWAT? - perguntou ela.
- Não, ele seqüestrou 30 pessoas
dentro do banco e a elite o matou para libertar os reféns.
Claire passou as mãos nos cabelos e disse:
- Onde estou? Eu não pertenço a esse lugar. Quero acordar!
Albert não sabia mais o que dizer para acalmar a esposa.
- Olha, meu amor, vamos fazer um acordo, V&aaacute; para o nosso quarto e eu fico aqui
na sala, está bem? Durma e amanhã conversamos.
Claire encaminhou-se para o quarto extremamente confusa. Aquele não era o
Albert Wesker que ela conhecia. Ele estava diferente, não tanto pela aparência
(cabelos compridos), mais sua personalidade estava completamente alterada.
Ela deitou-se e rezou para que o sono chegasse logo. Queria acordar no
laboratório de Trent.
CAPÍTULO 2
Ada ligou para Leon várias vezes
depois que ele saiu às pressas da casa dela, e não conseguiu falar com ele.
Foi até o apartamento dele, mas o porteiro disse que ele não estava.
- Oh, Deus. Será que aconteceu algumaa coisa com ele?
Pensava em mil tragédias quando seu celular tocou. Era Leon Scott Kennedy.
- Precisamos conversar. Me encontre amanh&attilde; no Tallulah's cafe às 9h - e
desligou.
Ada achou estranho o comportamento dele. Depois da festinha particular na noite
anterior, pensou que tinha fortalecido os laços entre eles.
Ansiosa, a mestiça voltou para casa e dormiu. Leon não fez o mesmo. Estava ao
lado de Claire, na esperança que ela pudesse ouví-lo.
- Me perdoe. Eu fui orgulhoso e não qqueria admitir que você não fez nada de
errado. O que me deixou furioso foi eu pensar que você estava protegida no
Hawaí enquanto Amanda te injetava o vírus. O Carlos me disse que você
(Dominique) estava desmaiada e ele aproveitou e tirou uma casquinha. Eu acho
que ele tirou o sorvete inteiro - disse rindo.
Mas Claire não achou engraçado.
- Trent me disse que você nunca deixouu de usar o anel que eu te dei. Confesso
que a minha aliança estava esquecida na gaveta. Mas olha só, ela está no meu
dedo agora.
De olhos fechados, sua ex-noiva não viu o que ele mostrava.
Leon esfregava o diamante do anel de noivado de Claire com o dedão quando Trent
chegou.
- Conseguiu algo?
- Ainda não. Sem querer ser portador de más notícias, precisamos tirar a Claire
desse estado de vegetação o mais rápido possível. Se demorarmos, seu filho pode
não se desenvolver corretamente e acabar morrendo.
Filho. Leon ia ser pai e Claire nem sabia disso. Também desconhecia os momentos
que ele passou com Ada. Mas esse caso terminaria pela manhã do dia seguinte.
CAPÍTULO 3
Leon estava tomando café em uma
das mesas ao ar livre no Tallulah's Café quando Ada apareceu.
- Não posso mais ficar com você; - disse ele sem delongas.
- Mas, por quê?
- É a Claire. Ela está gr&aacuute;vida.
Ada riu. Tirou seus óculos escuros e pegou o cardápio. Estava escolhendo o que
pedir e foi dizendo:
- Ah, Leon, seu tolinho! Não acreditoo que você vai cair no velho golpe da
barriga! Desde a época da minha avó essa técnica para segurar homem não
funciona.
Ada passava os dedos nas letras do menu, na tremenda dúvida do que escolher.
Leon estava calado.
- Além disso, ela saía direto com o Trent. Por isso tenho certeza de que esse
filho não é seu.
Após decidir pedir torradas com geléia de morango e ovos mexidos com bacon, Ada
perguntou:
- E você, amore, o que vai querer?
>
Não obteve resposta. Ada abaixou o cardápio e Leon não estava mais na mesa.
CAPÍTULO 4
Dean era só felicidade. Seus pais
organizaram com o maior carinho o aniversário que estava acontecendo nos fundos
da casa. Alugaram pula-ula, piscina de bolinhas, cama elástica e fliperamas. O
garoto estava tão empolgado que queria brincar com todos ao mesmo tempo.
- Dê atenção aos seus coonvidados - recomendou o pai.
Claire via as crianças brincarem, sorridentes e felizes.
- Oi, tia Claire! - uma menina de cabelos prretos e curtos falou.
Obviamente Claire não sabia quem era. O pai da menina chegou logo depois.
- Como vai, Claire? - disse um homem estendeendo as mãos.
- Estou bem, Senhor...
- Mason. Harry Mason. Onde está meu ccamarada, Albert?
- Brincando com as crianças nos fundoos.
- Venha, Cheryl! - chamou ele e os dois sa&iiacute;ram da cozinha.
Parecia que todos naquele lugar a conheciam. Há quanto anos será que ela vivia
lá? Dean completava 4 anos, então já fazia bem mais tempo.
Em passos lentos, Claire encostou-se na porta e viu a criançada bagunçando.
Wesker estava cuidando do churrasco e viu que sua esposa o observava.
Distraído, não percebeu que Harry e alguns amigos se aproximaram com um balde
de água e jogaram nele. Claire esperava uma reação explosiva: Wesker pegando os
espetos de churrasco e matando todo mundo. Mas não. Ele deu risada com os
amigos e jurou se vingar na mesma moeda. Sentindo-se aliviada, Claire riu da
situação.
- Acha engraçado né? Vai ver ssó quando eu for aí te pegar pra me secar.
Todo ensopado, Albert foi atrás de Claire. Ela correu para a cozinha e ele
estava atrás dela, porém ele escorregou no chão encerado e caiu. Vendo que não
era brincadeira, a mulher foi até ele:
- Você está bem.
- Acho que me feri gravemente. Você vaai ter que beijar cada um dos meus
ferimentos - disse ele rindo.
Ela nada disse.
- Me ajude a levantar, sim?
Claire o ajudou e ele aproveitou e deu um beijo nela. Ela ficou sem reação.
- Mãe, mãe! Põe o CD da
"Shelly" pra tocar? - pediu Dean.
A mais nova mãe foi até a estante e pegou alguns CDs infantis. Achou algo
impressionante.
Uma capa cheia de ursinhos, girafinhas e tudo o que é animal fofo ilustrava o
CD. Uma moça loira de cabelos curtos estava pulando com os braços levantados.
Abaixo, um comentário da crítica: "Xuxa agora virou fóssil. Sherry é
melhor do que as apresentadoras/cantoras infantis de todos os tempos".
- Sherry?
- Vai logo, mãe. Traz o CD da Shelly!!
"Sherry apresentadora de canal e cantora infantil? Esse mundo está cada
vez mais doido" - pensou ela, enquanto entregava o CD para Dean.
A festinha até que estava divertida. Claire não conteve a risada quando Albert
jogou Harry na piscina. Era tudo uma brincadeira sadia, um mundo perfeito. E
Claire finalmente se sentia integrada a ele.
CAPÍTULO 5
Ada não se conformava. Ela foi
apenas um passatempo para Leon, uma noite e nada mais. Ela não podia e não ia
deixar barato. Se Claire realmente estava grávida, ela tinha que acabar com a
futura mamãe.
Durante alguns dias, Ada observou o prédio de Claire, mais não a viu entrar e
nem sair. A grávida só podia ter se trancado no apê, pensando que era seguro.
Mas ninguém tem segurança quando se é inimigo de Ada Wong.
Se disfarçou de instaladora de TV a cabo e utilizando um pouco de seu charme, o
porteiro a deixou entrar. Chegando ao 5° andar, foi até a porta do apartamento
507, retirou a lockpick de seu bolso e entrou facilmente, empunhando sua arma.
A casa de Claire era organizada. Tudo em seu devido lugar. Um sofá branco
combinava com o carpete vermelho. Na prateleira, vários CDs e livros estavam
guardados. Pegou um dos livros e os folheou:
- Sherlock Holmes - O cão de Baskerviille... é um bom livro para quem sabe ler -
disse ela, insinuando que Claire não sabia ler.
Foi até o quarto da dona do apê. Vazio.
- Aonde diabos ela está?
No banheiro, viu uma máscara e uma peruca loira. Não entendeu nada.
Vasculhou toda a casa e nenhum sinal de Claire e nem do paradeiro dela.
No laptop que estava em cima da mesa da cozinha, Ada acessou todos os possíveis
arquivos e nada. Reparou que um Z3 vermelho estava ao lado do computador.
Acessou o histórico de ligações e o último número atendido. Procurou na
Internet e ficou satisfeita com o que viu: "John Hancock Center, 90°andar".
- Então ela está no escrit&oaccute;rio do Trent... Me aguarde!!!
CAPÍTULO 6
Um helicóptero parou acima do John
Hancock Center. Ada desceu no heliporto e usou sua Grapple Gun para descer
cinco andares até o de Trent. Cortou cuidadosamente o vidro com uma ferramenta
afiada e entrou. Com seus óculos de visão-noturna, viu que a sala estava vazia,
o que era evidente àquela hora da noite.
De frente para o elevador, ela ligou seu Palm no teclado embutido na parede e
desvendou a senha. Também burlou o sistema e o fez entender que a digital
estava correta. O reconhecimento por voz foi fácil. Ela Levou o celular de
Claire e colocou uma mensagem da caixa postal no viva-voz. Apesar de não se
identificar, Ada sabia que a voz era do Trent. E estava certa. A luz interna se
acendeu e ela entrou. Botões levariam Ada para qualquer andar. Ela escolheu
B19.
Descendo no andar, Ada apontou sua arma e seguiu
- Sua atividade cerebral está
Pegou um vidrinho no bolso de seu colete. Um líquido preto jazia nele. A
oriental então pegou uma seringa e a encheu com o tal líquido, dizendo:
- Vou te dar uma ajudinha. Depois que eu injjetar isso, será a mulher mais...
morta da Terra!
- O que pensa que está fazendo? - griitou um homem.
Ele entrou onde a luz pudesse iluminá-lo.
- Já devia ter adivinhado que voc&eciirc; estaria aqui - disse Ada, apontando sua arma
na direção dele.
- Solte essa seringa agora - ordenou ele.
- Ada, solte isso agora! - gritou.
- Calminha, amore. Não há nadaa demais nesse líquido. Apenas darei bons sonhos a
Senhorita Redfield.
Rapidamente, Ada espetou Claire e
Leon atirou nela. Ela caiu e pressionava o ferimento perto do ombro esquerdo,
tentando estancar o sangue.
Leon se aproximou rapidamente e chutou a Killer7 de Ada longe, tirou a seringa
do braço de Claire, a jogou no chão e pisou
- Isso não vai ficar barato, Leon! - gritava ela, cheia de ódio e dor.
- Cala a boca.
- Eu vou matar você, Claire e esse fillhote de rato que ainda nem nasceu!
Leon riu sarcasticamente:
- Acho que não. Para o lugar aonde voocê vai, terá muitos afazeres. Lavar
privada, fazer comida, limpar o chão e dormirá quando der.
- Não ficarei muito tempo na cadeia -- disse ela.
- Quem disse que você vai para a pris&ão?
Ela estremeceu.
- Como é estar na presença de seus inimigos, a mercê deles?
- Nunca irei me render! - gritou ela.
- Ah, mais vai. Se renderá pelas suass necessidades mais básicas. Sabe esse
ferimento no seu ombro? Não será cuidado por um médico e nem por ninguém. Essa
bala vai infeccionar tudo ao redor até apodrecer a carne. Depois chamaremos um
açougueiro para cortar o que está estragado, e o que não está também - explicou
Leon.
- Leon, me ajude... Não vê que vou sangrar até morrer?
- É por isso mesmo que estou vendo suua morte acontecer lentamente.
Ada não reconhecia mais Leon. Ele estava sombrio. Pensava nas atitudes dele
quando tudo começou a rodar. Sua visão estava embaçada e ela nem sentia mais a
dor do ferimento.
Alguns homens chegaram. Pegaram Ada e a carregaram desmaiada para o escritório
de Trent. Só Deus sabia para onde iam levá-la.
CAPÍTULO 7
Claire e Albert estavam terminando
de limpar a bagunça que a festa de Dean deixou.
- Ele se divertiu muito hoje – disse AAlbert.
- É verdade. Nunca vi uma crian&ccediil;a tão feliz.
- Está tão saudável quee ninguém diz que o Dean passou por uma cirurgia
arriscada há seis meses atrás.
- O que? – disse Claire, largando a vaassoura.
- Céus, Claire! Eu realmente nãe;o sei o que está acontecendo com você esses
dias... O Dean fez o transplante de coração que ele esperava há dois anos, só
há seis meses ele conseguiu um doador compatível.
Claire pensava que Dean era um amor de menino. Não porque era filho dela. Ela o
amava de verdade, mesmo o conhecendo há dois dias.
Eles foram pra a sala. Claire fechou a porta que dava para o corredor dos
quartos e nem percebeu Albert se aproximar. Colocou os braços na porta de modo
que Claire ficasse entre eles.
- Foi tão legal o niver do nosso filhho.
- É-é mesmo – disse ela,, já adivinhando o que ele queria.
- O que você acha de darmos um irm&atiilde;ozinho para o Dean?
Nesse momento, Albert se jogou para cima de Claire, a porta do corredor abriu e
eles foram para o chão.
Não deu tempo nem de brigar com o marido assanhado. Ela ouviu uma saraivada de
tiros. Albert a levantou e fechou a porta.
- O que é isso? – perguntou elaa, confusa.
Albert trancou a porta e foi par o quarto do casal. Claire o seguiu.
- Me desculpe, querida. Não queria ennvolvê-los nisso – disse ele.
- Albert... Eu pensei que você era um bom homem!
- E eu sou! Eu sou! Só que me relacioonei com pessoas erradas.
Albert foi até sua gaveta e pegou sua Magnum. Enquanto recarregava arma,
explicava:
- De onde você acha que eu tirei dinheeiro para a operação do Dean? Deus, eu só
quero o melhor pro meu filho.
- Você pegou dinheiro de agiotas e n&aatilde;o pagou? Por que não me disse?
- Não podia. Eles me deram um prazo, que terminou hoje.
Os tiros se aproximavam cada vez
mais.
- Claire! Pegue o Dean e dê o fora daqqui! – gritou ele.
- Não, eu não vou te deixar luutar sozinho.
Ele tinha lágrima nos olhos quando falou:
- Eu amo muito vocês dois. Agora v&aaccute;!!!
Albert saiu correndo enquanto Claire foi até o quarto de Dean. Ele não estava
na cama.
- Dean? – perguntou ela, sem obter ressposta.
Enquanto isso, Albert fazia o que podia contra cinco homens armados. Conseguiu
acertar dois deles na cabeça, mais os outros três ainda davam trabalho.
Se escondendo atrás do balcão de seu barzinho, onde passou várias noites
bebendo e contando piadas pra Claire, ele ainda não tinha visto sua esposa e
filhos saírem. Finalmente o restante dos homens ficaram visíveis para Wesker e
ele atirou nos três.
Claire saía correndo do corredor quando viu Albert parado no meio da sala.
Antes de perguntar se ele estava bem, um homem de sobretudo preto apareceu.
Albert tentou acertá-lo, mas tomou um tiro certeiro na testa. Claire colocou a
mão na boca, abafando um grito que queria sair junto com suas lágrimas.
A mãe de Dean estava escondida atrás do sofá, esperando o assassino ir embora e
não deixaria sua posição por nada. Nada que não fosse o...
- Mamãe, vocês estão fazzendo bagunça de novo?
- Dean!
O assassino, vendo a criancinha sonolenta, mirou sua arma no menino.
Claire rapidamente correu e viu um rosto familiar apontando a Matilda para seu
filho. Ele tinha olhos azuis, cabelos loiro-escuros curtos e espetados.
- Leon...
Leon atirou. Claire se jogou para cima de Dean. O assassino baleou as vítimas
vezes até se certificar que mãe e filho estavam mortos.
- Mamãe? – sussurrou Dean.
Claire sentia dores por todo o corpo e abraçava seu filho até perceber que Leon
não estava mais lá.
- Dean... Quero que você... Chame
os vizinhos... E peça ajuda...
- Mas mamãe, você vai comigo n&ão é?
- Não, querido. Mamãe vai... DDormir agora...
- Eu tô com dor na barriguinha, acho qque não vou conseguir ir – disse Dean.
Claire levantou seus braços com esforço e sentiu algo quente e úmido saindo da
barriga dele.
- Não! Por favor, Deus. Poupe a vida do meu filho!
- Me abraça, mamãe? Eu vou dorrmir aqui com você.
Claire abraçou o filho o mais forte que pode e chorou. Chorou até perder
completamente os sentidos e partir para o desconhecido.
CAPÍTULO 8
Trent estava atarefado em seu
laboratório quando a secretária o avisou de uma visitante que tinha marcado
hora. Alexandra era o nome dela. Dizia ser uma doutora. Trent subiu e ordenou
que a recepcionista a deixasse entrar.
- Boa tarde, Senhor Trent.
Sem pensar duas vezes, Trent apontou sua pistola para a visitante.
- O que acha que está fazendo aqui?
- Ajudar uma ova! Eu vou chamar os seguran&cccedil;as para tirá-la daqui.
- Você precisa de mim, e sabe disso &nndash; disse calmamente a moça loira.
- Não confio em você, Alexia. DDê o fora!
A mulher de olhos azuis pensou um pouco. Nesse momento, Leon entrou na sala.
Vendo a cena, perguntou:
- O que acontece?
- Essa é a Alexia, irmã de Amaanda. Agradeça a elas o estado em que sua mulher
se encontra hoje – disse Trent.
- Eu vim aqui para me redimir. Depois daquelle dia na França, me sinto outra
pessoa. Ela tirou toda a escuridão que existia dentro de mim, agora sou uma
pessoa livre. Devo agradecer a Claire. Por isso trouxe uma variação da vacina
compatível com o P-Virus Upgrade.
Trent achou estranho. Até parecia que não era Alexia.
- E seu irmão maluco, o que ele acha disso?
- Ele não acha nada. Depois da explossão de nosso complexo, Alfred sumiu.
- E qual será o preço que deveeremos pagar por essa cura? – perguntou Leon,
desconfiado.
- Absolutamente nada. Estou falando sée;rio, só quero ajudá-la. Ela está aqui?
- Vamos confiar nela, Trent. É nossa única esperança.
De má vontade, Trent concordou e a levou até o laboratório. Alexia viu que
Claire estava
- Há
- Cinco dias – disse Leon.
- Trent, preciso das amostras de sangue da CClaire para nos certificarmos que
tudo dará certo.
O dono do escritório deu uma amostra para a doutora e disse:
- Tentaram assassiná-la. Injetaram umma composição de ácido sulfúrico e
arsênico. Apesar de conseguirmos interromper a pessoa, algumas dessas
substâncias entraram em circulação no sangue dela.
- É, eu percebi. Dê-me a amostra
do antídoto que você usou nela.
Trent forneceu a vacina que ele fez.
- Deveria ter funcionado. Está faltanndo alguma coisa – disse ela.
- Escute, Alexia. A Claire está gr&aaacute;vida. E se vocês não acrescentassem um pouco
do meu sangue nessa vacina? Afinal de contas, ela está gerando um filho meu.
Trent e Alexia riram:
- Essa é a idéia mais absurda que eu já ouvi – disse Trent.
- Tão absurda que pode dar certo &ndaash; disse Alexia.
Leon tirou um pouco de sangue. Alexia e Trent trabalharam a noite toda. Depois
injetaram a cura nas veias de Claire.
- Agora é só esperar – ddisse Alexia.
- Leon, vá para casa. Nós cuiddaremos dela – disse Trent.
E assim ele foi para seu apartamento.
CAPÍTULO 9
Claire acordou chamando por Dean.
Mas ele não respondeu. Olhou ao redor e viu que não estava mais em “sua casa”.
Estava tudo escuro.
Reparou em um barulho contínuo e viu os aparelhos de monitoração. Passou a mão
no corpo e sentiu vários fios ligados a ele.
Levantou-se e arrancou os fios. Um alarma altamente escandaloso apitou e as
luzes se acenderam.
- Parada!
Era o Leon. Ele estava com o mesmo visual de antes. Só que dessa vez ele ainda
apontava sua arma para ela.
- Coloque suas mãos na cabeça – ordenou ele.
Claire não sabia se tinha voltado ou se permanecia no mundo dos sonhos.
Leon se aproximou, mantendo sua arma apontada para ela. Repentinamente, Leon
envolveu Claire em seus braços e a beijou. Um beijo ardente e apaixonado.
Claire correspondeu na mesma altura.
- Eu amo vocês! – disse Leon.
Vários pedidos de desculpas foram dados por ambas as partes e a futura mamãe
nem percebeu o “amo vocês” de Leon.
Ficaram abraçados por muito tempo até que Trent apareceu:
- Bem vinda à vida, Claire! – ssaldou.
Claire ouviu alguns passos e uma mulher loira de terninho roxo apareceu. Claire
agarrou o braço de Leon.
- Alexia? O que ela faz aqui?
- Tudo bem, Claire. Não sei o que voccê fez na França, mas ela veio te agradecer
– disse Leon.
- Alfred está junto com você? &– perguntou Claire.
- Não. Eu não o vi mais desde a explosão de nossa base. E não quero vê-lo.
Agora desejo ser uma pessoa normal e seguir com minha vida.
- Vamos deixá-los descansar – ddisse Trent, levando Alexia com ele.
- Durma tranqüila, Claire. Creio que ammanhã poderemos ir para nossa casa.
Claire consentiu e dormiu abraçada com seu grande amor.
CAPÍTULO 10
Era meio-dia quando Claire e Leon
saíram do laboratório. Leon foi pegar seu carro enquanto Claire esperava por
ele na frente do John Hancock Center. Trent correu até ela e lhe deu uma caixa.
- É um presente para você. Querr dizer, não é bem pra você.
Claire o olhou com dúvida e ele disse:
- Ah, abra quando estiver com o Leon, sim?
Chegando no apê de Leon, Claire finalmente abriu o presente. Um par de
sapatinhos de crochê branco estava junto com uma chupeta.
Leon olhou e a beijou. Depois colocou a mão na barriga dela.
- Eu vou ser mãe? – perguntou eela, com lágrima nos olhos.
- É, e eu obviamente serei pai.
Claire riu que nem criança.
- Eu pensei que as mulheres percebessem essee tipo de coisa – disse Leon.
- É claro que eu me sentia diferente.. Mas eu pensei que fossem os efeitos do
vírus.
Mudando sua expressão, Claire perguntou seriamente:
- Acha que nosso filho pode estar infectado??
- Trent disse que não dá pra ssaber agora. Teremos que esperar até o nenê
nascer.
Claire lembrou-se do sonho maluco, porém vívido.
- Dean – sussurrou ela.
- O que?
- Se for um menino, podemos chamá-lo de Dean?
Leon pensou um pouco e depois disse:
- Sim. E já que você escolheu oo nome do menino, se for menina ela se chamará
Lenneth.
- Lindo nome – disse Claire.
Depois de uma pausa, Leon falou:
- Acho melhor você ir logo no alfaiatee. Precisa fazer seu vestido antes que o
Dean ou Lenneth comecem a aparecer. Tudo bem que para mim não tem problema nos
casarmos depois.
- Prefiro agora. Já prolongamos nossoo casamento demais, não é mesmo?
Leon a beijou e foi para o quarto. Claire ficou na sala, olhando através da
janela. O sol iluminava seu rosto e ela não conseguia para de pensar no Dean.
Mas estava tranqüila, pois prestaria uma homenagem ao doce menininho de 4 anos.
Três meses depois dos
acontecimentos, Leon estava esperando no altar. Viu uma moça de cabelos pretos
sentar-se nos bancos destinados aos amigos do noivo. Ficou pensativo.
Uma doce melodia de piano deu introdução ao casório. Claire estava com um
vestido branco fabuloso. As crianças de Sherry carregavam a longa cauda. Uma
garotinha ruiva levou a aliança para os noivos.
Depois das homenagens e votos de fidelidade, o padre disse:
- Abençôo marido, mulher e o fiilho no ventre. Em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo. Amém.
Todos consentiram e aplaudiram os noivos. Eles saíram de mãos dadas e recebiam
alegremente o carinho dos convidados. Leon viu uma mulher de chapéu misteriosa.
Ela levantou-se e ele apertou a mão de Claire. A moça deu os parabéns e Leon se
sentiu aliviado. Não era Ada.
Trent e Sherry foram os padrinhos. Eles estavam orgulhosos e deram um presente
para os noivos.
- Vamos, querida? – perguntou Leon.
- Radical! – disse Claire, montando naa garupa.
Leon dirigiu a moto enquanto todos viam os recém-casados se afastarem, as
latinhas riscando o chão e o clássico “Recém-casados” substituindo a placa da
moto.
Alfred a uma moto passar. Uma noiva estava sentada segurando a cauda do
vestido.
- Claire... Você está toda feliiz enquanto EU perdi a minha Alexia. Mas não tem
problema. Quando eu achar minha irmãzinha, você vai ver o que ela lhe fará! –
disse ele, dando uma risada extremamente desafinada.