FANFICTIONS

SOBREVIVENTE

Escrito por: BloodCold

         Por quê? Por que isso tem que acontecer comigo? E justo comigo!

         Eles estão lá… lá fora… posso ouvi-los… seus passos… as vozes…

 

Até aquele momento, até… alguns poucos dias atrás, o maior medo de Cindy Lennox eram as arranhas que teimavam em povoar seu armário. Mas para aquela jovem e bela garçonete, assim como para a sua cidade inteira, as coisas iriam mudar um pouco naquele dia quente de setembro. Jamais iria pensar que poderia estar assim, jogada no chão daquele restaurante abandonado, abraçada firme e desesperadamente á uma arma. Tentou fechar os olhos, tentou não ouvir aquelas coisas lá fora… mas não havia como ignora-los, não é mesmo? Eles eram seres humanos, ou pelo menos costumavam ser. E Cindy não se sentia bem ao ter de atirar neles. Claro, atirar para sobreviver, afinal seres humanos comuns não costumam sair por aí devorando uns aos outros. E pensar que a jovem nunca sequer tinha tocado em uma arma… e logo de primeira, teve de usar para matar.

Ela queria chorar, queria mesmo desabar em lágrimas. Mas um momento de distração feito um choro poderia ter suas conseqüências. Cindy precisava ficar atenta, sempre alerta, á qualquer ruído, á qualquer sinal de perigo. Sorte que ela não estava sozinha nisso, afinal aquele policial… como era o nome dele mesmo? Ah, sim, Kevin Ryman, estava com ela. Isso até dez minutos atrás, quando ele decidiu dar uma olhada nos fundos do restaurante. E não havia voltado até agora.

Foi então que ela ouviu o som daquela maldita porta, os ruídos de mãos—ou garras?—batendo desesperadamente sobre a madeira fria. A garçonete do J’s Bar sentiu seu corpo paralisar, uma sensação ruim correndo pelas suas veias. Suor frio em sua testa, em suas mãos.

Vá embora… por favor… vá embora… era tudo o que se passava pela mente dela. Tentou, inutilmente, focar as atenções em alguma outra coisa, mas aquele ruído a deixava com a garganta seca.

Finalmente aquele ser conseguiu abrir a porta. Primeiro ela viu apenas um vulto, mas ao perceber os braços erguidos e a boca semi-aberta da criatura, não teve dúvidas de que era mais um deles…

Ergueu a arma na direção do vulto. Seus dedos trêmulos pressionaram o gatilho. O tiro certeiro atravessa a cabeça da coisa, lançando para longe uma quantidade nojenta de sangue e pedaços do cérebro daquela criatura.

Um a menos. Mas ainda havia uma cidade inteira lá fora…

Hosted by www.Geocities.ws

1