
Nota da Autora: O Remake de Resident Evil Second Island foi feito
para corrigir erros ortográficos e também alterar a história em si,
acrescentando palavras que aumentem o suspense da fanfiction e eliminando as
desnecessárias, melhorando o enredo.
E gostaria de fixar que esta fanfic não foi feita apenas por mim.
Foi feita por vocês também. E para vocês. Por isso deixo aqui um agradecimento
a todos os leitores que elogiaram, os que criticaram e, principalmente, os que
apontaram o que precisava mudar.
Muito obrigada.
E até a próxima fic.
**SINOPSE**
Leon e Ashley estão fugindo da ilha que acabara de exlodir em um
jet-ski quando de repente Leon é baleado.
Eles param numa ilha invisível a mapas e satélites, onde Leon não
tem mais contato com Ingrid Hunnigan e ele e Ashley ficam separados e tentando
fugir desse pesadelo que tem como principal inimigos zumbis, ressucitados por
não mais o T-Virus, mas uma mutação de
Ele tem como plano maligno seguir seu irmão mais velho e dominar o
mundo, acabando com os EUA.
**PERSONAGENS**
Leon Scott Kennedy
Ashley Graham
Tipozzi Taller
Ada Wong
Albert Wesker
Ingrid Hunnigan
Zumbis...
...e muitas outras surpresas terríveis...
DIVIRTA-SE!
CAPÍTULO 1 - O NAVIO DO CAIS
O sol era escaldante.
De repente, alguém dispara uns tiros contra o jet-ski.
- Leon, o que está
acontecendo?
- Acho que ainda tem gente que
não gosta nem de mim...
Outro tiro.
- ...nem de você, Ashley...
Leon aumenta a velocidade do jet-ski.
Um dos tiros acerta Leon.
- Leon!
- Vamos parar naquela ilha!
Leon aponta para uma outra ilha, bem grande.
Eles param no cais da ilha.
Lá há um barco de tamanho médio.
- Será que naquele barco
tem alguma coisa que possamos usar?
- Não sei, Ashley, vamos
ver...
Eles entram no barco.
A porta se fecha sozinha.
- O que aconteceu? -
Perguntou Ashley.
- Não sei!
- Como vamos sair?
Desesperada, a filha do presidente americano forçou a porta.
- Não sei... Mas vamos
achar a saída! É melhor encontrar coisas que sirvam como curativo primeiro.
Disse o agente, tentando acalmar Ashley, enquanto segurava seu
ferimento que não parava de sangrar.
Eles foram andando, ainda preocupados, até chegarem a uma sala que
parecia ser uma enfermaria.
- Temos sorte... Não
andamos muito e chegamos aqui...
Tomaram os devidos cuidados com Leon e depois ele estava pronto
para sair dali e continuar seu rumo com o jet ski.
Mas como sair daquele barco?
Eles foram até lá forçar a porta novamente.
- Parece inquebrável...
Está tão forte, que talvez só uma bela de uma explosão acabaria com essa
porta...
- Será que aqui tem
explosivos?
- Acho que não, mas não
custa procurar.
- Vamos nos separar.
- Melhor não. Sempre que
uma dupla se separa, algo de ruim acontece. E você sabe quem é o lado mais
fraco dessa história.
- Mas eu quero sair daqui!
Eu quero! Fiquei tantas horas com aqueles monstros ridículos que só faziam me
capturar e me capturar! Estou com fome, quero ver meu pai, minha família! Não
quero passar a vida fugindo de gente que nem conheço!
- Mas tudo acabou, Ashley.
Bitorez Mendez, Ramón Salazar, Osmund Saddler, Jack Krauser, todos estão
mortos. Junto com aquela maldita ilha.
- Quem te garante?
- Eu mesmo. Eu matei todos
eles com o meu punho. Sei bem onde estão agora!
- O que importa saber onde
estão? Eu quero sair daqui!
- Então vamos nos
separar... Eu mesmo disse que estava tudo bem, eu mesmo então vou procurar algo
que exploda. Sozinho. E você também. Eu vou por ali.
- OK.
Eles já estavam separados, cada um indo para um lado, quando Leon
disse:
- E não vá comer a primeira
coisa que vir pela frente, certo?
Ashley não respondeu.
- Vou considerar isto como
um sim... Tá bom?
Ashley ficou quieta, novamente.
- Bom... Quem cala,
consente... Boa sorte.
Leon encontrou uma sala escura.
Logo que entrou, a porta se fechou, fazendo um barulho bem
estranho.
"O que está acontecendo? Acabei de sair de um pesadelo e
entro em outro?"
Alguém veio por trás de Leon e apertou seu pescoço até ele
desmaiar.
Ashley achou uma sala onde havia alguns bifes podres pendurados
num gancho, como na outra ilha.
Há moscas por todo lado.
Ela viu um enlatado.
Achou um abridor de latas, abriu e comeu.
Pareciam ser ervilhas.
Dentro há alguns bichos, mas ela preferiu não acreditar. Tampou o
nariz e fechou os olhos.
- Essas ervilhas só podem
estar podres!
Ela começa a passar mal e desmaia.
A luz cai.
CAPÍTULO 2 - AMOSTRAS DE LAS PLAGAS
Enquanto isso, na cidade, Ada Wong recebeu os parabéns de Albert
Wesker por conseguir todas as amostras das Plagas.
- Parabéns, Ada... Acho que
agora você não tem mais o que fazer aqui. Pode ir embora!
- OK...
Ada entregou a maleta e saiu da sala de Wesker, vitoriosa.
"Agora que tenho as amostras, essa mulherzinha já não me
serve mais... É melhor dar um fim nessa antes que essa vagabunda saia dizendo
aos quatro-ventos que trabalhou comigo."
Wesker pegou o telefone e falou com alguém.
- Já sabe o que fazer, não
é? Pois agora chegou a hora. Pode ir! Ela acabou de sair!
Uma mulher de cabelo curto e vestido vermelho saiu de um carro no
estacionamento do prédio onde estava a sala de Wesker e foi em direção a ele.
Um homem de óculos escuros, uma touca preta, bermuda azul e casaco
marrom se aproximou e colocou sua faca na barriga da mulher.
Ada viu tudo ao sair do prédio.
"Wesker mandou me matar! Ainda bem que o bandido é um tolo,
nem viu que não era eu. Mas matou uma inocente!"
Wesker recebeu um toque de seu celular.
Foi só um.
Sinal de que o serviço foi feito.
Ele deu um sorriso e abriu a maleta.
Ao abrir, uma surpresa.
- Ordinária!
A maleta está vazia.
Ele deu um soco na mesa e alguns objetos caíram no chão.
Albert levantou da cadeira.
- Como ela pôde?! Agora com
ela e Krauser mortos, vai ser impossível encontrar as amostras! E ressurgir a
Umbrella!
Enquanto isso, Ada foi até a agência especial de segurança do
presidente antes de passar em sua própria agência secreta, onde trabalhava,
entregar as amostras.
- Ingrid Hunnigan?
Ingrid nada diz, mas seu semblante já revelava que ela tinha
muitas perguntas a fazer.
- Meu nome é Ada Wong. Já
deve ter ouvido falar de mim.
- Acho que sim... Mais ou
menos...
- Vim aqui saber de Leon.
- Ah, sim, a missão de
resgate. Não posso dizer nada sobre isso, são informações secretas. Aliás, como
entrou aqui?
- Eu dei meu jeito.
Lá fora, os seguranças estão amarrados e amordaçados.
- Posso imaginar...
- Por favor, não conte a
ninguém que estive aqui. Há gente que pensa que eu estou morta, não quero
causar confusões...
- Tudo bem... Mas as
informações são secretas.
- Eu trabalho numa agência
como você. É muito importante estar informada sobre tudo o que acontece.
- Embora isso pareça
conversa de paparazzi, vou te contar porque sei que gosta muito do senhor
Kennedy e que não faria besteiras com certas informações... Eu consegui a linha
que haviam cortado e fiz contato com o senhor Scott.
- E?...
- Ele está vindo.
Ada deu um sorriso. Mas tentou disfarçar.
CAPÍTULO 3 - AGONIA DE ASHLEY
Leon e Ashley continuavam inconscientes.
A noite caiu.
Hunnigan já tentou fazer contato com Leon várias vezes, mas ele
nunca atendia.
Ada achava que Leon já chegara nos Estados Unidos e que não queria
fazer contato.
Mesmo com esse pensamento otimista, ela não conseguiu dormir.
Precisava dormir cedo para viajar no dia seguinte e se esconder em algum lugar
do mundo, bem longe dali.
Estava em um hotel de Nova Jersey, escondida de Wesker.
Eram 18:30.
Ashley levantou ainda na cozinha.
Estava sem uma lanterna.
Aterrorizada, ela não sabia se ficava parada ou se gritava por
Leon, mas sabia que chamar por ele poderia significar sua morte. Por isso foi
andando.
Andando.
Correndo.
Sua respiração ficou ofegante.
Foi aí que só teve forças para dizer:
- Leon!
Ela ouve passos.
Passos vagarosos.
E barulhos estranhos.
Serão os regeneradores?
Não. Senão eles fariam outro barulho.
Os passos se aproximavam.
Sem ver nada, ela ficou com muito medo.
Saiu correndo.
Encostou em uma coisa gelada e molhada.
Após respirar, sentiu cheiro de sangue.
- Leooooooooooooooooon!
Alguém a segurou pela frente e por trás outra pessoa (vivas... ou
não).
Eles a morderam.
Começaram mordendo bem fraco, e depois parecia que arrancariam
seus membros.
Ela tentava, mas não tinha forças nem para gritar, nem para
empurrar aqueles monstros.
- Venham!
Um homem disse, batendo palmas.
As criaturas soltaram Ashley.
- Você veio!
Disse, após dar uma sinistra gargalhada.
Ela nada disse, mas chorava.
O homem colocou uma lanterna no rosto de Ashley.
- Está chorando?! Não fique
triste, seu salvador está bem! Mas vou mata-lo logo que...
- Vai injetar mais daqueles
bichos na gente?
- Não são bichos, são
parasitas. Parasitas capazes de transformar seu corpo
E deu outra risada.
- Venha, Ashley. Se não
vier, meus queridos zumbis vão acabar com você. O que você prefere? Prolongar
sua vida ou morrer aqui, agora, coberta de mordidas dolorosas e muito sangue?
Você não gostaria de ter um corpo tão lindo destroçado, não é mesmo? E seria
pior ainda se eu o enviasse em partes para seu papaizinho. O que você prefere?
Responda!
Ela nada disse.
- OK, venha logo.
Ashley estava banhada em sangue, sentia muita dor.
CAPÍTULO 4 - O SUPOSTO REAPARECIMENTO DE JACK KRAUSER
Ashley acordou numa sala gelada.
Estava com muito frio.
Ela estava numa maca alta, dentro de outra salinha com um vidro
envolta e uma porta.
"Será que foi sonho? Mas se foi, como parei aqui? Quem era
aquele homem?"
Ela olhou os braços, estavamo enfaixados.
- Não, infelizmente não foi
sonho...
Ashley pensou alto.
Ela olhou ao lado.
Havia uma prateleira.
Dentro havia injeções e remédios com os rótulos virados.
Ela quis ler.
Mas eles estavam dentro de uma parte da prateleira com um vidro
bloqueando e um cadeado.
"Preciso achar a chave!"
Ashley levantou e procurou pela pequena sala.
Eis que algo se desprendeu de um gancho.
Um corpo.
Ela ouviu o barulho e pensou:
"Agora, sim, é um regenerador!"
Ela tentou se acalmar, mas não conseguiu.
Ashley olhou bem e viu que o regenerador não tinha espinhos.
"Menos mal..."
Ela preferiu abaixar e ficar embaixo da maca.
Enquanto isso, Leon acorda lá fora.
"O que houve?"_pensou.
Ele tentou pegar seu telefone, ainda caído no chão, sem saber onde
estava.
"Meu telefone sumiu!"
Ele pegou seu GPS.
Parecia que ele estava no meio do mar.
Leon bate no GPS algumas vezes.
- Funciona!
O GPS continua mostrando a mesma coisa.
"A ilha é invisível a satélites e GPSs!"
Então por que deixaram o GPS com Leon, já que ele não respondia?
Não mudaria nada! Essa é uma pergunta que Leon também fazia.
- Ashley!
Leon gritou, com um pouco de sacrifício.
Estava escuro.
"Onde é que eu estou?"
Um homem chegou.
- Aterrorizado, senhor
Scott Kennedy?
Leon pegou sua faca e ficou procurando pela voz.
- Você falando desse jeito
parece alguém que eu já matei. E não terei medo de matar outra pessoa que fale
assim.
- Quem? Meu sobrinho, Ramón
Salazar?
- Quem é você? Outro burro
que vai dar sua vida para um monstro e morrer em seguida? Outro que prefere
destruir os EUA a ser um simpático rei?
- Outro que mata gente,
assim como você. E dessa vez você não escapa.
- Quem é você? Fale, seu
covarde inisível!
- Eu sou Tipozzi Taller. E
se você matou meu irmão, você também vai morrer. Você vai ter o futuro desta
pessoa!
Disse Taller, saindo de trás de alguns arbustos e apontando para
um zumbi forte e alto que estava se aproximando dos dois.
- Quem é, é alguém que eu
conheça?
- Não lhe parece familiar?
Seu amigo, Jack Krauser!
- Krauser?
- Você pode tentar, mas só
com a faca, não vai ser tão fácil... Até porque você nunca o matou. Para o seu
governo, senhor Scott, quem o matou foi sua paixão, Ada.
- Ada?!
- Divirtam-se!
- Cadê minhas armas?
Taller foi andando em direção a um barco de médio porte parado no
cais.
Quando Leon finalmente conseguiu levantar, já era tarde demais. A
embarcação já estava longe.
Estavam apenas ele e o zumbi na praia deserta e sombria da ilha.
Krauser foi andando bem devagar.
- Krauser... Podendo ser
boa pessoa... Olhe o seu futuro... Virou agora um zumbi... Nunca que eu
imaginaria... Nem você. Desculpe, mas agora vou ter que lhe matar. E de
verdade, pois não tem mais Ada Wong pra me ajudar.
Leon pegou a faca, colocou em sua mão, e correu.
Sabia que estava em desvantagem.
Krauser era forte e mais alto.
Mesmo com a faca seria difícil.
Jack veio devagar, mas mesmo assim as chances de Leon continuavam
baixas.
Leon viu uma cabana. Tentou entrar, mas esta estava trancada.
Não adiantava quebrar a porta, Krauser poderia entrar do mesmo
jeito.
Ele procurou uma janela.
Lá em cima havia uma.
Leon tentou escalar, mas o zumbi segurou seu pé.
Alguém veio por cima, da janela, e jogou duas balas de lança-minas
- uma na mão de Krauser e outra em seeu corpo.
Ele caiu no chão e explodiu e as partes de seu corpo avermelharam
a areia branca.
Leon acabou de escalar, sem entender.
Lá dentro estava uma chama azul.
- Merchant?
- Tenho algo que possa lhe
interessar! Hehehe!
O homem abriu seu casaco e disse:
- Tenho boa mercadoria em
oferta, estrangeiro! O que você quer comprar? O que você quer vender?
- Como veio parar aqui?
- Eu fugi numa canoa... Lá
do castelo. Lá na ilha que explodiu era meu irmão. Não era gêmeo mas parecia
bastante comigo, hehehe.
Uma lágrima saiu de seu olho, mas ele disfarçou:
- Hehehe! O que você quer
comprar?
- Sinto muito, não tenho
dinheiro. Gastei tudo com seu irmão. Me roubaram as armas e a faca é tudo que
tenho, também não pretendo vender.
- Tem um GPS?
- Tenho, mas não funciona
nesta ilha.
- Me dê, em troca dele lhe
darei alguns brindes.
- Não posso, ele pode
voltar a funcionar.
- Sinto muito, então.
Preciso do dinheiro.
- OK.
Tome o GPS.
- Hehehe, obrigado!
E o mercador pagou o agente com algumas moedas de ouro.
- E as armas?
- Huuum... - disse, olhando
as coisas por dentro do casaco - Pode ser uma blacktail potência 1.6, uma 12
ligeira com mecanismo de corredeira potência 5.0 com uma granada de cada tipo?
Balas ou cartuchos disponíveis para 20 carregamentos em cada arma, hehehe.
- Eu aceito a oferta.
Merchant deu-lhe as armas e disse:
- Hehehe, obrigado.
- Quero algum remédio.
Posso precisar.
- Tenho 2 sprays de
primeiros-socorros. 2.500 pesetas cada.
-
OK.
- Hehehe, Obrigado.
- Pronto.
- Volte qualquer hora.
Disse ele, fechando seu casaco e descendo a escada da casa.
Leon ouviu a porta da casa se fechar.
Merchant havia ido embora.
Ele aproveitou para vasculhar a casa.
Lá encontrou uma chave com um chaveiro com a letra F, um cartão de
acesso azul, um rubi e algumas moedas de ouro. Ele encontrara cerca de 5000
pesetas na cabana e um cartão de acesso.
Leon saiu da casa com a blacktail em sua mão, examinando bem a
área.
Ao olhar o corpo supostamente de Krauser, Leon percebeu que ali
não era ele.
Capítulo 5 - ASHLEY VS REGENERADOR - ARMAMENTO PESADO PARA ASHLEY
- A VOLTA DE BITOREZ MENDEZ
Ashley continuou embaixo da maca, enquanto o regenerador tentava
quebrar o vidro esticando seus braços.
"Uma hora esse monstro vai conseguir... Meu Deus, me
ajude!"
Leon procurou o barco onde desmaiou, mas não encontrou.
Depois viu uma grande construção.
Parecia um hangar.
Ele procurou uma porta.
Era de madeira, fácil de arrombar.
Ao entrar lá, apontou sua arma.
Só viu máquinas e máquinas fazendo vidros pequenos com algo dentro
que não dava para distinguir.
Ele achou uma sala com luvas e pegou duas, para examinar o
conteúdo do pote.
"Essa não é minha especialidade, mas preciso olhar o que é
isso..."
Leon abriu o pote e colocou lá sua mão.
Era algo mole, e fazia barulho quando ele mexia.
No outro lado da fábrica, viu injeções.
"Não pode ser!"
Leon imaginou que fossem Las Plagas.
Alguém o agarrou por trás.
O agente conseguiu virar e dar alguns tiros.
Era um zumbi.
O hangar ficou sem luz.
"Esse tal de Tipozzi Taller tá querendo brincar
comigo..."
- Olá, senhor Kennedy!
Divertindo-se conosco?
- Bastante. Eu sei que
aquele não era Krauser. Ele explodiu naquela ilha. Afinal, como sabe de toda
essa história se não estava lá?
- Tem certeza? Você acha
que sabia de todos os moradores daquele castelo só porque se acha o bom? Você
não atirou em todos os ganados que viu... Senão eu não estaria aqui.
- Você!...
- Eu vou deixar o meu amigo
Bitorez cuidar de você.
- Bitorez? Mas eu o matei!
- Fala sério, né, cara,
você não sabe matar ninguém! Todo mundo que você diz que matou aparece de novo.
Você ficou lá pra vê-lo entrar em decomposição?
O homem apareceu.
- Disfrute do seu encontro
com Mendez!
Ele bateu palmas, a luz voltou, e Mendez surgiu em sua frente,
agora sem barba e sem um olho, com o corpo coberto por uma roupa cinza.
- Achou que havia me
matado, senhor Scott Kennedy?
Bitorez se transformou novamente, como na primeira vez que
lutaram.
Leon pegou a granada cegadora e jogou em direção a Mendez.
A granada e nada foram a mesma coisa.
"Droga, agora tenho uma a menos!"
Lamentou Leon.
Ele pegou a 12 e deu alguns tiros na cabeça de Mendez. Precisamente
10.
Bitorez abriu sua boca e cuspiu algo verde que caiu no braço de
Leon e o queimou.
Ele pegou três injeções, colocou o líquido verde que estava em um
balde em grande quantidade (mais ou menos 15 ml em cada uma), sempre dando um
tiro de escopeta para Mendez não chegar perto.
Leon chegou perto de Bitorez e jogou a granada de mão
"desativada" dentro de sua boca, para mantê-la aberta.
Colocou as injecões com as agulhas presas em sua língua e colocou
a granada de mão pronta para explodir na garganta de Bitorez.
A granada espalhou o líquido dentro da boca de Mendez e o monstro
tomou uma forma deformada e ameaçadora.
Leon pensou:
"Chega de gastar cartuchos de 12, agora vou na faca!"
O agente chegou perto e cravou a faca várias vezes no rosto
deformado de Bitorez.
Ele caiu no chão e se desmanchou em pedaços.
Enquanto isso, Ashley percebeu que um buraco tinha sido feito no
vidro.
"Ele está quase lá! Tenho que pensar em algo! E o Leon? Será
que ele está vivo?"
Ashley viu um rifle semiautomático preso embaixo da maca.
- O que é isso?
Ela pegou a arma e olhou bem.
"Eu não vou usar isso! Nunca manuseei uma arma!"
Ao lado havia uma gaveta aberta com algo escrito.
NOTAS DE LUIS - REGENERADORES
Corpos congelados há muito tempo podem se transformar em bestas
ameaçadoras se contaminadas com Las Plagas. O único jeito de destruí-los é
eliminando as Plagas, que estão em quantidade não muito grandes, do corpo do
portador. Mas elas não podem ser vistas a olho nu e armas comuns não destruirão
tão facilmente esse monstro. Um rifle com mira infravermelha é perfeito para
tal.
Armas convencionais também são um ponto fraco por poder tirar
pedaços e eles podem se regenerar - daí seu nome: regenerador.
"Então com uma mira infravermelha, poderei matar esse
monstro..."
Ela colocou o olho na mira do rifle e o apontou para cima, mirando
para o regenerador.
"Está vermelho em algumas partes, devem ser as tais Plagas!
Como lido ali, tenho que atirar nesses parasitas!"
Ashley colocou a mão no gatilho, mirou num objeto para treinar, e tentou
atirar.
"Gatilho duro! O Leon é um herói mesmo pra apertar esse
negócio..."
Colocou mais força no dedo e conseguiu acertar o objeto.
Ashley levantou e mirou no regenerador.
Deu tiros onde estava vermelho, uns dois.
Mais ainda tinha um parasita dentro do corpo do monstro.
Ela apertou, mas fazia apenas um pequeno estalo.
As balas tinham acabado.
"Como vou recarregar?"
Não recarregou.
Ela tentou tirar só a mira do rifle e depois procurou algumas
coisas.
Achou uma granada cegadora e uma faca.
"Essa granada é azul, deve ser cegadora, vi o Leon usando...
Acho que pra usar tem que tirar essa pecinha... Mas se eu errar e jogar, não
poderei pegar! Vai estar do lado do monstro, é muito arriscado!"
Ao lado havia um armário escrito:
"Granadas"
"Minha salvação!"
Lá haviam granadas de todos os tipos.
Ela então pegou uma vermelha, que achou que fosse incendiária. E
acertou.
Jogou no monstro.
Ele explodiu.
Ashley pegou a faca, uma granada de cada tipo, a mira
infravermelha e o rifle.
Saiu da sala, depois de vasculhar e achar uma chave em forma de
losango e algumas moedas.
No corredor escuro, viu uma fumacinha azul.
"Merchant?"
- Bem-vinda! Tenho boa
mercadoria em oferta, estrangeira! O que você quer comprar? O que você quer
vender?
- Quero vender esse rifle,
é muito peso pra mim. Quanto custa?
- 16.000!
- Vou vender, acho que não
será necessário...
- Aaaaaaaaaah! Eu vou
comprá-lo a um preço alto! Hehehe, obrigado!
- O senhor vende mochilas?
Merchant pegou uma mochila pequena dentro da sua e disse:
- É o que eu tenho. Custa
10.000 pesetas. Mas pra você eu faço por 5.000!
- Eu tenho uma mira
infravermelha, acho que não vou usar... Quanto custa?
- 10.000 pesetas! Vende?
- Vou vender.
- Aaaaaaaaaah! Eu vou
comprá-la a um preço alto! Hehehe, obrigado!
- O senhor viu o Leon?
- Quem é Leon, hehehe?
- O homem loiro, que estava
comigo...
- Ele está bem. Quer seguir
viagem comigo, hehehe? Eu sempre o encontro!
- Não, obrigada, vou
procurá-lo sozinha. Acho que assim eu o acho mais rápido... Se o vir, diga que
estou bem, por favor.
- Você sabe que custa muito
dinheiro comprar sapatos que sustentem tanta caminhada...
- Quanto?
- 2.500.
- Quê? 2.500?
- Se comprar uma arma,
2.000.
- Tudo bem, me ensine a
usar esse negócio.
- Vou ver a pistola
simples, não custa caro... Acho que seria bom ter uma, hehehe. Essa pistola tem
potência de 1.0, capacidade para 10 balas. Lembre-se que a munição você precisa
achar. Eu tenho a minha própria munição e nunca vou dar pra ninguém. É minha
segurança. O resto o Leon comprou. Talvez eu tenha munição pra depois. Para
usá-la você precisa destravar aqui. Não precisar travar, a menos que não tenha
certeza se vai disparar acidentamente.
- Não. Destravar e travar
pode ser um procedimento muito complicado para uma iniciante. Me ensine a recarregar.
- OK.
Ele ensinou.
E disse:
- Vou deixá-la destravada;
hehehe. Também tenho 1 spray de primeiros-socorros. 2.500.
- Eu compro.
- Hehehe, Obrigado.
Ela pagou as 2.000 pesetas do recado - ou dos sapatos - e foi
embora.
- Tchau, senhor Merchant.
Nunca vou esquecer!
- Volte qualquer hora.
Ela fica com a arma na mão, sem saber por onde ir, e olha a sua
mochila logo em seguida e vê uma etiqueta - 5.000 ptas.
Capítulo 6 - ASHLEY ATERRORIZADA - CONVERSA TELEFÔNICA ENTRE ADA E
HUNNIGAN - LEON PERCEBE PRESENÇA DE ASHLEY EM FRIGORÍFICO
"Nunca pensei que fosse chegar a este ponto... Com arma na
mão, sem saber pra onde ir. Sem rumo numa ilha estranha. Talvez deveria pedir
socorro ao Merchant... Mas não confio muito nele... Não sei. Algo nele não me agrada.
Parece ser um mercenário. Cobrou pra dar um recado!"
Ashley pensava, caminhando nos corredores meio escuros da fábrica
da ilha.
Eram 21:30, e Ada teve um pesadelo com Leon.
Leon e Ada estavam dentro de um tubo de amostra, cada um.
- Estamos separados por um
tubo de amostra!
No sonho, ela diz isso e vê Wesker com uma amostra de
-
Separados por Las Plagas! Por alguém que gosta muito de Las Plagas!
Ada acorda, com a respiração ofegante.
- Leon!
Ela pega a lista telefônica residencial e procura por Ingrid
Hunnigan.
- Hunnigan! Me ajude.
- Quem é?
Disse uma voz sonolenta no outro lado.
- Ada. Ada Wong! Preciso
saber do Leon! Claro que da Ashley também...
Claro que ela estava mais preocupada com Leon.
- Eles ainda não fizeram contato,
senão a agência teria me avisado. Parece que eles estão no meio do oceano, o
GPS pode estar ruim, cada hora eles aparecem num lugar. Não dá pra achar
ninguém assim.
- Meu Deus, será que ele...
Eles... Eles estão bem?
- Ninguém pode responder...
Ah... Os guardas que você amarrou foram demitidos... Incapacidade profissional.
- Uns tolos imprestáveis,
isso sim. Não sabem nem proteger um local secreto. Ainda bem, precisei ir lá
mesmo...
- Mas depois disso eles
colocarão ex-policiais da SWAT pra tomar conta de lá.
- Não tem problema, a gente
se comunica pelo telefone.
- Logo que tiver notícias
deles, te ligo. Tenho identificador de chamadas. Mas caso você mude de
telefone, me avise. Ah! E se...
Tu, tu, tu...
Hunnigan desligou o telefone em seguida e disse:
- É tão difícil fingir ser
fria quando falo do Leon... Até entendo essa tal de Ada Wong...
Ada disse:
- É tão difícil fingir ser
fria quando falo do Leon... Até entendo essa tal de Ingrid Hunnigan...
E pensou:
"Vou salvar o Leon! Não agüento de preocupação!"
Ada colocou seu vestido vermelho, amarrou uma faixa preta no
pescoço e foi até sua agência.
Enquanto isso, Leon foi andando pelo hangar até encontrar
Merchant.
- Você de novo?
- Eu tenho informações
sobre a garota, hehehe.
- Fale!
- Você sabe que custa muito
dinheiro comprar sapatos que sustentem tanta caminhada...
- Quanto você quer,
mercador mercenário?
- 2.500.
Leon foi pegando algumas moedas que achou pelo caminho e disse:
- Me dê um míssel também,
posso precisar.
- Quer comprar?
- Quero.
- Hehehe, obrigado.
Ele prendeu o míssel nas costas e Merchan disse:
- A garota está bem,
hehehe.
- Por que não ficou com
ela? A deixou sozinha por aí?
- Eu ofereci, hehe, mas ela
não quis. Fique calmo, a garota tem uma pistola, hehe.
- Uma pistola? O senhor deu
uma arma pra ela? Onde esse mundo vai parar?...
- Ela tá OK, Leon.
- Como sabe meu nome?
- A garota disse.
- Então tá... Na próxima
vez que a vir, diga que eu quero acha-la, pra ficar com você... Por onde ela
saiu?
- Acho que foi daquele
corredor.
- Obrigado.
- O que você comprar? O que
você quer vender?
- Um rubi.
- Aaaaaaaaah! Eu comprarei
a um preço alto!
10.000 pesetas.
- Hehehe, obrigado!
Merchant fechou seu casaco e disse:
- Volte qualquer hora.
Leon foi até um corredor escuro, iluminando seu caminho com sua
lanterna (que ainda estava presa em sua roupa apesar de tudo) e viu alguns
zumbis mordendo alguém.
"Quem será?"_pensou.
Era o corpo de Bitorez Mendez.
Leon estava tão distraído com os zumbis mordendo Bitorez e tentando
ver quem é que nem viu um zumbi se aproximando e tentando morder seu pescoço.
- Sai!
Ele disse.
Os outros ouviram e vieram, andando bem devagar...
O cheiro adoçicado de sangue estava no ar, junto com o barulho
ameaçador dos zumbis.
Leon saiu correndo para não perder tempo e viu outras criaturas
vindo pela frente.
Só havia uma saída:
Uma porta a direita.
Trancada.
Ele tentou a chave com a letra F e conseguiu.
Era um frigorífico.
Fechou a porta rapidamente, mas o agente precavido não a trancou.
Dentro estava um corpo de um regenerador, e numa sala com um vidro
quebrado e marcas de bala, um casaco.
Olhando bem, Leon disse:
- É o casaco da Ashley!
Capítulo 7 - IMPOTÊNCIA DE ASHLEY FRENTE A ZUMBI - O SALVAMENTO DE
ADA
"Nunca mesmo que eu pegaria numa arma... Eu, Ashley Graham,
filha do presidente dos Estados Unidos, vim parar aqui, nesse fim de mundo, que
nem sei onde é, com uma arma na mão... Nunca imaginei que isso fosse acontecer
comigo... Eu mal sei atirar... Não sei... Acho que devia ter ficado com o Merchant.
Talvez fosse melhor ter um homem por perto. Leon deve tê-lo encontrado... sem
mim."
Ashley andava quando ouviu um barulho estranho vindo de uma sala à
direita no corredor.
"Eu não tô com medo! Eu não tô com medo!"
Ela tentava, mas não conseguia se acalmar.
Logo no fim do corredor havia uma porta.
Ashley passou a mão na fechadura procurando a massaneta quando
achou um "relevo" redondo na fechadura.
Ela foi descendo sua mão e encontrou a massaneta suja de sangue.
Abriu a porta e limpou a mão na saia, com muito nojo.
Havia barulhos estranhos vindo de dentro da sala, que estava com
uma iluminação fraca, precária, mas suficiente para ela ver que lá haviam dois
zumbis.
Ela, sem jeito para mirar, acertava poucos tiros.
Mesmo assim, conseguiu "matar" um zumbi, gastando as dez
balas da capacidade.
Ashley foi atirar no outro, mas não saía nada de dentro da arma.
- Sai!
Ela bateu a arma na parede.
- Não vai sair... São só
dez balas...
Lembrou ela.
Ashley olhou para o zumbi.
Ela se recordou do dia anterior, da sua impotência frente a outras
criaturas fanáticas que faziam parte de uma seita religiosa - Los Iluminados.
"Não devia ter vendido o rifle!"
Pensou ela.
Ela correu para o outro lado da sala, pegou a mochila das costas e
apanhou uma granada cegadora.
"Isso tem que adiantar!"
Sem jeito, ela jogou a granada na direção do monstro.
Ele pareceu não se abalar.
Ashley jogou uma incendiária.
Não adiantou.
Por fim uma explosiva.
Nada...
O zumbi foi chegando perto...
E ela empurrou a criatura, que caiu no chão, coberto de sangue.
Enquanto ele levantava, Ashley aproveitava para vasculhar a sala
em busca de alguma chave. Dentro de uma prateleira havia uma com um cheveiro
redondo.
"Só pode ser essa!"
O zumbi estava levantando.
Seu coração disparou.
Ela pegou a arma e bateu no vidro.
Enquanto ele levantava, Ashley, num ato corajoso, deu um chute no
zumbi, meio sem mira.
O zumbi caiu no chão.
Será que ele "morreu"?
Leon estava longe dali, ficando cada vez mais distante, andando
para o outro lado.
Ele decidiu procurar por Ashley lá fora.
Leon vê um helicóptero. Não sabe se fica feliz ou assustado.
O agente estava sem palavras.
O helicóptero pousa na ilha e alguém, aparentemente um homem, sai
de lá.
Um zumbi vem por trás e começa a morder o piloto.
Leon vê tudo atrás de uma pedra.
Dá um tiro de 12 no zumbi. Ele solta o piloto.
Dá outro, o morto-vivo cai no chão.
- Você está bem?
Disse Leon, correndo em direção ao piloto.
- Leon!
O piloto tira um bigode postiço.
- Ada? O que faz aqui?
- Obrigada por me salvar!
Ada abraçou Leon, abandonando todo seu orgulho e sua pose de
auto-suficiente.
- Você tem que me ajudar!
Wesker descobriu!
- O quê?
- Que eu não trabalhava
para ele. Fingia.
- Fingia?
Ela confirmou com a cabeça.
- Como me descobriu aqui?
- Antes de vir aqui, invadi
a sua agência e vi sua localização. Estava bem confusa, mas eu lembrava desta
ilha.
- Por que não trouxe toda
uma equipe de resgate? Eu ainda preciso encontrar a Ashley!
- Leon... Eu vim fugida...
Roubei um helicóptero da SUA agência. Enganei as câmeras me fingindo de homem.
Eles já devem ter decoberto.
- Precisa me ajudar a
encontrar a Ashley. Ou pode ser tarde demais.
- Posso perceber. Zumbis...
- De novo.
- Não acredito.
- Pois pode acreditar. Um
tal de Taller cismou comigo. Tive que enfrentar Bitorez Mendez de novo. Levei
um tiro... Eu achei que o dia de hoje fosse ser o melhor da minha vida, mas não
foi.
- Ainda há tempo de ser.
- Não há não. Acho que tudo
isso supriu minhas energias. Não tenho mais onde buscá-las. Eu tento não
desistir, não quero, mas parece que tudo em volta deu errado. Primeiro Raccoon
City, aquela história de Umbrella, depois a minha ida até a Espanha, encontrei
aqueles trabalhadores com mentes lavadas, depois aquele castelo estranho, com
ganados até onde não sei mais, depois aquela ilha mal-assombrada, agora essa.
Parece um jogo de videogame, uma história, ficção.
- Mas não é. Eu vou te
ajudar.
- Pode ser... Mas não se
separe de mim. Eu sabia que ia dar errado e me separei de Ashley.
- Não fique assim. Você não
é o Leon que conheço.
- Talvez não. Sou um Leon
cansado dessa história. Quase todos de bem que conheci desde ontem morreram. Os
dois policiais, Luis Sera, Mike... Espero que nem você nem a Ashley sejam as
próximas.
- Eu não, mas e ela? Sem
preparo, sozinha?
Leon olhou para baixo, desolado.
- Você é um gênio, vai
achá-la.
- Você também...
Eles estavam se aproximando para um beijo, mas alguém atrapalhou,
saindo de trás do helicóptero.
- Tenho boa mercadoria em
oferta, estrangeiros! O que vocês querem comprar? O que vocês querem vender?
- Quero comprar paz, amigo,
paz!
- Isso não vendo, Leon...
Um helicóptero, hehehe! Poderia me tirar daqui?
- Depois. Ajude-nos, e a
gente te livra disso...
Disse Ada.
Capítulo 8 - ASHLEY E TALLER - O TRIO
Ashley conseguiu quebrar o vidro depois de muitas (muitas) batidas
no vidro.
Lá dentro haviam 50 balas de pistola mais a chave com chaveiro
redondo.
Ela recarregou 10 balas.
O zumbi estava levantando.
Ashley atirou nele, sem jeito, até que este caísse no chão.
Ela guardou as outras 40 balas dentro da mochila, num lugar de
fácil acesso.
Pegou a chave e, ao sair, a porta se fechou, sozinha, rápido.
Um zumbi veio no breo sem ser percebido e atacou a adolescente.
Ela lutou com o morto-vivo, mas já estava cansada e em
desvantagem.
Alguns minutos depois, acordou de um curto desmaio, com o zumbi em
cima de seu braço, imundo de sangue.
Limpou na parede.
Arrastando o braço na parede, ela descobriu um cofre. Abriu.
Lá dentro tinha uma máquina para colocar um cartão.
Ela bateu com a arma, mas nada adiantou.
Enquanto isso, Leon, Ada e Merchant conversam.
- Acho que formamos um
ótimo trio, hehehe.
- Concordo...
- Eu também. Mas chega de
conversa. Agora temos que agir.
Disse Leon e depois Ada.
O armamento dos três era o seguinte:
- Leon:
*Escopeta com potência 5.0, cadência de tiro (tempo entre um
disparo e outro) de dois segundos e meio, capacidade para 15.
*Blacktail (9mm) com potência 1.6, cadência de tiro de um segundo,
capacidade para 20.
*Um míssel com potência indiscutível.
*Duas granadas de cada tipo.
*Dois sprays de primeiros socorros
- Ada:
*Escopeta com potência 4.0, cadência de tiro de dois segundos,
capacidade para 18.
*TMP com potência 1.2, cadência de tiro de 0.1 segundos,
capacidade para 150.
*Castigadora (9mm) com potência 0.9, cadência de tiro de meio
segundo, capacidade para 21.
*Silenciador para todas as armas com calibre 9mm.
*1 erva de cada tipo
- Merchant:
*Striker (12mm) com potência 6.0, cadência de tiro de um segundo e
meio, capacidade para 10.
*Rifle semiautomático com potência 10.0, cadência de tiro de dois
segundos e meio, capacidade para 8.
*Mira para rifle semiautomático
*Mira infravermelha para rifle semiautomático
*Lançaminas com potência 6.0, cadência de tiro de cinco segundos,
capacidade para 10.
*Mira para lançaminas
*3 misturas de 3 ervas.
Todas as armas estavam cheias e essas balas eram as únicas que
tinham.
- Vamos!
Disse Merchant, entusiasmado.
Enquanto isso, Ashley estava ainda forçando o cofre com a arma
quando Jack Krauser aparece na escura sala.
- Ashley.
- Quem é você? Te conheço
de algum lugar! Ei! Você me seqüestrou uma vez!
- Sou Jack Krauser.
Disseram que eu morri, certo, camarada?
- Leon me disse hoje, mas...
Mas o que faz aqui?
- Eu sobrevivi. Leon se
acha o máximo, ficou gritando aos quatro ventos que eu morri, ontem. Ada voltou
a me enfrentar.
- Ada?
- A namoradinha do Leon.
Oh, não, perdoe-me! Esqueci que você dois tem algo...
Ashley ficou quieta.
- Isso, fique quieta. Fique
quieta que você tem muita coisa pra ouvir antes de eu te injetar o veneno
mortal. Você morrerá e se transformará num zumbi. Conforme os planos de Lord
Saddler. O veneno tem efeito depois de duas horas, tempo suficiente para levarmos
você à Casa Branca.
- Não vou deixar vocês
injetarem nada em mim!
- Olhe bem pra mim,
camarada! Olhe bem o meu tamanho! Olhe bem a minha força, olha a sua! Não há
nada que me impeça de acabar com você! Mas como eu sou bonzinho, vou deixá-la
sobreviver mais um pouco.
Pausa:
- Ou não.
Krauser bateu duas palmas e uma parede passou por entre os dois,
dividindo a sala.
Dois zumbis cobertos de sangue caíram de um buraco no teto.
Capítulo 9 - O TRIO CONTINUA PROCURANDO ASHLEY - DISCUSSÃO DE
TALLER E KRAUSER - O TRIO TEM UMA SURPRESA DESAGRADÁVEL AO VER ASHLEY
- Não tenho a mínima idéia
de onde possa estar essa garotinha, a Ashley, hehehe.
- Nem eu, senhor Merchant.
Melhor entrarmos. Talvez ela esteja lá dentro.
Disse Leon.
Ashley não tem tempo de desviar de uma injeção que cai do mesmo
buraco que os zumbis e a agulha finca em seu ombro.
Ela fica aterrorizada.
Há dois zumbis em sua frente e talvez daqui a duas horas ela
morrerá.
- Você é tão burro,
Krauser. Uma besta retardada!
- Eu tive que fazer isso!
Não adianta ficar raptando aquela garota idiota. O lado mais fraco é aqui.
Mesmo com os vírus e zumbis. Eu to fora dessa.
- Eu sei que você tá
mentindo!
- Se tivesse, já tinha
ralado desse plano há muito tempo!
- Acho que sei bem o que
você quer... A última amostra de
- Claro que não!
- Claro que sim! Pois
engula! Engula! Leon é esperto, vai encontrar a saída! Não preciso ficar muito
cauteloso, que não vai me adiantar de nada! Nem você não me adianta de nada,
seu inútil.
Taller deu a amostra para Krauser.
- Obrigado. Agora vou ir
nadando até a América. Tchau.
Disse, sério.
Jack Krauser saiu da cabana onde estavam.
Ele encontrou lá fora um zumbi.
"Esse parece comigo... Deve ter enganado Leon, ele deve
pensar que estou morto. Melhor ainda."
23 horas agora, meia hora depois de Ashley ter recebido a injeção
mortal...
E lá está ela, sentada no chão, chorando, em uma sala fechada, com
dois zumbis mortos em sua frente.
"Por quê? Por quê?"
Ela pensa.
O hangar é muito grande, com saídas para vários outros lugares e
passagens subterrâneas.
Leon, Ada e Merchant gastam uma hora para vasculhar metade.
Agora só resta meia hora e Ashley poderá estar morta.
Krauser está na frente da cabana, e quando Taller sai, ele entra.
Ashley corre pela sala, grita por Leon, por ajuda.
Procura algo por lá - um ferro, algo para quebrar a porta,
abri-la... O importante era sair dali, pelo menos para Leon não ficar
procurando por ela e não achá-la, acharia o corpo dela ali no corredor.
Ela tenta, mas não consegue.
Ashley começa a sentir falta de ar.
Começa a ficar pálida.
"Leon... Não me deixe!"
Pensou, já sem forças para falar.
Krauser olhou o relógio enquanto abria um armário na cabana e
disse:
- Droga. Tarde demais...
Mas... Nunca é tempo para desistir! Pelo que sei, ainda tenho meia hora antes
que o parasita tome conta de seu corpo inteiro.
Leon, Ada e Merchant acham uma porta.
-
Vamos abri-la!
Merchant deu cinco tiros seguidos na porta.
Em seguida, Leon disse:
- Ashley, fique longe da
porta se estiver aí! Estamos botando explosivos, OK?
A porta explode depois de Merchant preparar tudo e fica um buraco
para o trio passar.
- Ashley!
Disse Leon.
- Responde!
Merchant pega uma de suas misturas de ervas e coloca próximo ao
nariz de Ashley, para reanimá-la.
Faltam vinte minutos.
- Aqui há um cofre, Leon!
Disse Ada, que examinava a sala.
Merchant se afastou de Ashley e disse, enquanto se aproximava de
Ada:
- Há um aparelho de passar
cartão, hehehe.
- Tem algo escrito?
Perguntou Leon.
- Tem!
Disse Ada.
- Los Iluminados, e uns
números aqui.
Leon pegou o cartão de acesso que tinha achado na cabana onde se
encontrou com Merchant pela primeira vez na presente ilha e viu uns números.
- Aqui tá escrito que se
passarmos o cartão no lugar errado, os dados vão ser apagados e nunca mais vão
poder ser reutilizados. Aqui tem o símbolo de Los Iluminados... Confere os
números, Ada. 55326874.
Disse Leon.
- Esse mesmo!
Confirmou Ada.
- Passe o cartão aí, então,
hehehe!
Disse Merchant.
Leon passou o cartão e uma luz verde acendeu.
O cofre se abriu e lá dentro havia outro cofre, com outro código,
agora com números.
- Aqui tá escrito que três
vezes incorreta, a gente pode perder a chance de encontrar o antídoto.
Constatou Ada.
- Deve ser o antídoto pra
garota, hehehe.
- Claro! Muito fácil! Mas
Taller não é burro. Claro que ele colocaria uma senha mais difícil. Muito fácil
pegar um cartão, passar, e tá tudo muito bom!
- Tente a senha do cartão,
Leon. São oito dígitos, como tá escrito aqui!
Disse Ada.
55326874.
Não deu certo.
Ashley fez um barulho estranho e começava a ficar de outra cor.
- Ashley!
Disse Leon, indo em direção a Ashley.
- Vamos te salvar.
- Tenta o número ao
contrário, hehehe.
Ada tentou, mas não abriu.
- Mais um palpite?
Perguntou Ada.
- Sinceramente, Ada... A
gente nem sabe se o antídoto vai estar aí... Não sabemos a senha também...
- Eu sei.
Disse Krauser, que apareceu de repente.
- Krauser?
Perguntou Leon.
- Vocês tem cinco minutos.
Ou aceitam minha humilde ajuda, ou algo muito ruim pode acontecer. A Ashley vai
virar zumbi pra sempre, ou seja, esse antídoto não vai funcionar.
- Então ela continua viva
se colocarmos esse tal antídodo antizumbi?
- Não. Mas você não quer
uma zumbiashley andando por aí, camarada.
- Ela nunca mais vai viver?
- Aí dentro tem duas
amostras. Elas têm que ser colocadas na ordem certa. Uma é um antídoto com
- Então, estrangeiro, quer
dizer que se eu levar um tiro e morrer posso usar que vou ficar vivo, hehehe?
- Não, mercador, óbvio que
não. Se ela foi morta por aquela amostra de
- Não confio
Disse Leon.
- Mas vocês nunca vão
acertar a senha assim, sem idéias. Eu sei de cabeça. Quero e vou ajuda-los.
- Não!
- Faltam três minutos.
- OK. Diga logo!
- Eu vou aí, camarada.
Jack, com muita marra, chegou na máquina e apertou uns números.
Lá dentro havia duas injeções.
- E a ordem?
- Não sei. Se colocar na
ordem errada, elas não terão efeito. E são amostras únicas.
Uma era vermelha, e a outra, azul.
Havia um papel velho lá dentro, amassado.
- Aqui tem escrito: "O
vermelho é a cor do sangue, o azul da paz. Ninguém quer paz, já que paz
significa morrer. E ninguém quer sangue, já que sangue significa zumbi. Mas sem
sangue não vivemos. Sem paz, também não. Mas não adianta misturar as duas, que
não adiantará."
Disse Ada, que achou o papel.
- Sem sentindo...
Disse Krauser.
- Azul nem é a cor da paz,
hehehe.
- É, mercador, mas presta
atenção no texto, não no que as cores significam! O que importa que azul não é
a cor da paz?
Gritou Ada.
- Há alguma amostra roxa?
Perguntou Leon.
- Há. A de Las Plagas. A
que eu levaria para Wesker.
Respondeu Ada.
- Há mais alguma?
- Não, Leon, eu peguei
todas as cinco.
- Mas há uma que ninguém
pegou.
- Quê?
Disse Krauser e em seguida todo o resto do pessoal.
Capítulo 10
- Há uma outra que Taller
guardava com ele.
Respondeu Krauser.
- E o que tem a ver uma
amostra roxa?
Perguntou Ada.
- Vermelho com azul dá
roxo. Não podemos misturar que não vai dar nada. Tá dizendo ali! Então
precisamos de uma já misturada!
- Mas então essas amostras
servem pra algo, certo?
- Depois a gente vê isso,
Ada. Krauser, me dê a amostra. Preciso aplica-la
- Vou perder meu emprego,
não posso. Meu chefe ordenou que eu conseguisse uma amostra, pelo menos.
Disse Krauser.
- Você tem um chefe?
Perguntou Ada, surpresa.
- Eu não posso ser agente
secreto como você, Ada?
- É a vida da Ashley que
está em jogo!
Berrou Leon.
- Tudo bem. Vi que você foi
sincero... Se dissesse "filha do presidente", não teria nenhum
sentimento por ela. Mas já que disse Ashley, vejo que foi verdadeiro. Que sente
algo por ela.
Ada fez uma careta, mas nada disse.
Ashley já estava virando zumbi quando Leon injetou a amostra de
Las Plagas.
Ela foi voltando à sua aparência normal.
- O que aconteceu?
-
Nada, Ashley, nada.
Disse Leon, ajudando-a a levantar.
- Eu virei zumbi?
- Não.
Sorriu Leon.
Krauser disse:
- Vamos embora, agora
precisamos ir!
- E deixaremos Taller vivo,
estrangeiro? Claro que não, hehehe.
- Merchant tem razão,
Krauser.
Disse Leon.
- OK. O jogo começa agora!
Leon guardou as amostras na mochila de Ashley.
Os cinco foram até um galpão do outro lado da ilha onde Taller se
encontrava.
- Olá, Taller.
Disse Krauser.
- Você?
- Eu, sim. Vou perder meu
emprego, mas a chance de mata-lo não!
Krauser deu um tiro com uma Broken Butterfly que carregava.
- Krauser:
*Broken Butterfly (revólver magnum 45) com potência 20.0, cadência
de tiro de um segundo e meio, capacidade para 10 balas.
*Um arco com potência 2.0, cadência de tiro depende da rapidez de
Krauser em recarregar seu arco. (arcos estocados - 20)
*Duas granadas cegadoras.
*Um spray de primeiros socorros.
- Agora eu fiquei com
raiva!
Disse Taller.
Tipozzi se transformou em uma criatura enorme.
Krauser gastou todas as suas balas de broken atirando no novo El
Gigante.
- Distrai esse monstro pra
mim, hehehe!
Disse Merchant para Leon.
Leon deu alguns tiros de escopeta.
Enquanto Tipozzi ia em direção a Leon, Merchant mirou com o rifle
equipado com uma mira infravermelha e atirou nos parasitas, mas quando ele
atirava em um, surgiam dois.
- Ada, se eu atiro em um
parasita, nascem dois!
- Merchant, se pudéssemos
causar grande explosão, não nasceria mais...
- Uma bazuca adianta?
- Não. Acho que mais forte.
- Vamos juntar nossas
granadas.
Ashley estava escondida em uma cabana que lá se encontrava, mas
Taller descobriu.
Ele destelhou a pequena construção e pegou Ashley.
A adolescente queria atirar com a pistola, mas não conseguia
pegá-la.
Ada mirou com sua 9mm equipada com silenciador, já que era a arma
que se encontrava em suas mãos no momento.
Mas nada adiantou.
- Tire o silenciador e a
potência ficará maior, hehehe!
- Acha que eu não sei? Se
ele não ouvir, dificilmente vai me ver.
Merchant começou a atirar com sua Striker.
Leon dava tiros de escopeta.
Já Ada pegou sua TMP.
Krauser achou 5 balas de Broken Butterfly e disparou uma vez na
mão de Taller.
Ele soltou Ashley.
Leon correu embaixo do monstro e amorteceu a queda de Ashley.
- Você não é tão leve
quanto parece...
- Engraçadinho...
- Vem, vem se esconder!
Estavam todos atirando.
- Ainda tenho quatro balas,
Ada!
- Deixe pro final, Krauser.
Acho que precisaremos só depois... Você tem granadas?
- Duas cegadoras.
- Droga!
- O que pretendiam? Grande
potência de fogo?
- É... Granadas cegadoras
destroem Las Plagas, mas acho que dentro de um corpo não... Ainda mais com essa
mutação esquisita.
- Temos que descobrir o
ponto fraco dele com a arma mais forte. Onde você acha que ele sente mais dor?
- Acho que na cabeça. Dê
alguns tiros em lugares do corpo desse monstro com sua Broken e depois a gente
joga um míssel. Talvez dê certo!
- Alguns é igual a quatro,
né, camarada...
- Talvez...
- Lá vou eu!
Krauser correu pelo galpão dando tiros de Magnum em vários
lugares. O último foi na cabeça.
Taller colocou as mãos na cabeça, fechou os olhos e gritou de dor.
- Quem fez isso?
Ninguém respondeu. Eles só atiravam na cabeça dele.
- Use o míssel! Rápido,
Leon!
- Não, Ada, melhor
enfraquecermos esse monstro com as armas e só depois usar o míssel.
- OK...
Ashley voltou a se esconder em um cabana.
Krauser estava atrás de uma pilastra.
Leon e Ada atrás de uma máquina que produzia injeções.
E Merchant em uma das passagens subterrâneas do galpão.
- Foi quem? Ashley, na
cabana? Krauser, na pilastra? Leon atrás de uma máquina? Aaaaaaaah, sim! E Ada
também está lá! E o de azul? Onde está?
"Como poderia ver a gente?"
Pensou Krauser.
Ele foi em direção a Leon e Ada, que só atiravam.
Ashley preferiu ficar só escondida.
Merchant corria pelo túnel que encontrou.
- Camaradas... A Ashley
está sozinha. E ele tem sentidos mega apurados... Melhor alguém ir lá
protegê-la, e Leon, me dê o míssel.
- Tudo bem... Melhor te dar
o míssel agora. Eu vou procurar Ashley e depois o Merchant. Não quero ninguém
morto.
Leon saiu correndo até uma cabana onde havia munição.
Ashley estava por ali.
Krauser gritou:
- Ada, me dê cobertura!
- Por quê?
Ele correu como nunca.
- Jack, volte aqui!
Gritou Ada.
Leon achou um passagem no chão.
- Ashley, entre aí. Eu vi
Merchant entrando, mas não quis dizer a mais ninguém, senão vão ficar loucos
querendo entrar. Você precisa ficar aí, não sabe atirar, certo?
- Sei sim, quer ver?
- Melhor não, senão você
vai acabar me acertando.
Ashley mirou e atirou.
Ele ouviu um barulho estranho.
Leon olhou para trás e viu um zumbi morrendo.
- É... Até que pra uma
iniciante, você tá se saindo melhor que encomenda...
- Não precisa agradecer por
eu ter salvo sua vida. Você já salvou três vezes a minha em um pouco menos de
vinte e quatro horas...
- Entre!
Ashley entrou, mas levantou do buraco e disse:
- Boa sorte!
- Quem precisa disso é
você. Ache o Merchant. Mas não vá muito longe. Ele é meio maluco. E fique com
ele, ele sabe mexer
- OK. Pode ir calmo!
- Fique bem.
- Você também...
Ashley entrou na passagem e de lá não saiu mais.
- Onde está Krauser?
Leon pensou em voz alta.
- Ada! Onde o Krauser foi?
- Não sei. Ele pediu pra eu
cobri-lo. Me ajude?
- Claro que não! Ele some
com o meu míssel e quer que eu fique todo felizinho tomando soco desse monstro?
- Ele vai voltar.
- Acho que não. De qualquer
jeito, atire.
Ada pegou sua TMP e ficou atirando na cabeça de Taller, mas tinha
poucas balas.
Ashley encontrou Merchant sentado no chão num lugar do poço
subterrânio bem largo e iluminado, olhando suas armas.
- Merchant, o que faremos
agora?
- Ashley, você veio,
hehehe!
- Vim sim. Leon pediu que
eu viesse. Posso ficar com você?
- Senta aí, hehehe.
Ashley sentou.
- Essas armas têm algum
dispositivo ao lado... Como se encaixasse alguma coisa. Eu encontrei essas
armas aqui, e elas são diferentes nesse ponto, hehehe.
- Parece que aqui se
encaixa algo mesmo...
- Cara, eu sou muito
inteligente! Hehehe!
- Por quê?
- Quem tá com o
lançamíssel?
- Não sei! Mas com o Leon
não tava na última vez que o vi.
Leon e Ada atiravam no monstro e conseguiam desviar de seus socos
facilmente, já que seus movimentos eram lentos devido ao seu tamanho.
- Ada, já que estamos aqui,
juntos... Por que trabalhou para Wesker?
- Agora não é uma hora
propícia para falar disso.
- Não? E que hora será?
Quando eu morrer?
- Você escapa de qualquer
coisa, Mr. Kennedy. Quantas vezes eles quiseram te matar?
- Não sei. Várias.
- E seriam mais algumas. Eu
tive muitas chances de acabar com você.
- Quê?
- Minha missão era recuperar
as amostras, OK, mas também matar você. Wesker mandou. Você atrapalhava os
objetivos de Albert Wesker. Mas como não trabalhava com ele, não fiz isso. Mas
deveria fazer. Mais um motivo para ele querer me matar. A esta hora deve saber
que quem o capanga dele esfaqueou não era eu.
- Até parece que se a
agência secreta te mandasse me matar, você o faria.
- Com certeza. Minha vida
profissional é muito mais importante.
- Se fosse, talvez não
estaríamos juntos, aqui, agora. Talvez você estivesse dormindo num sono
tranqüilo sonhando com seu emprego.
Ada calou-se e depois disse:
- Não se esqueça que
Krauser sumiu com o SEU míssel.
- É. Acho que a gente vai
ter que matar o Taller só na bala.
- E você fala isso assim na
calma?
- Eu achei um papel enquanto
vínhamos pra cá e... Desvia!
Taller estava querendo dar-lhes um soco.
Leon disse de longe.
- E vi que algumas coisas
pequenas podem ter mais efeito do que as maiores.
Eles foram se aproximando novamente.
- Você tá fazendo uma
comparação entre uma bala de 9mm e pouca quantidade do veneno de uma cobra?
- Não. To dizendo sobre a
comparação entre um míssel e...
- Esquiva, Leon!
Ele esquivou.
- Eu estava comparando um
míssel e uma amostra vermelha e outra azul.
- As amostras! Onde estão?
Leon pegou do bolso duas seringas e mostrou a Ada.
Ele ouviu alguém gritar lá fora.
- Vou acabar com você,
camarada!
- Com um míssel? Não será
assim tão fácil...
Leon saiu do galpão dizendo:
- Ada, fique aqui,
cubra-se!
Leon correu até lá fora e viu Jack discutindo com Tipozzi.
- Taller!
Gritou o agente.
Taller virou para Leon e ele jogou as duas amostras para Krauser:
- É bom saber o que fazer
agora, camarada!
Leon imitou Krauser.
- Eu sei!
Krauser encaixou as duas amostras no lançamíssel, uma em cada
lado.
- Melhor se afastar,
camarada!
- OK!
Leon saiu correndo muito.
Leon e Krauser fizeram um movimento tão rápido que não deu para
Taller nem ver o que tinham feito.
Krauser deu o esperado tiro de míssel.
O míssel ia devagar para os olhos curiosos e nervosos de todos,
principalmente de Leon.
A explosão foi ainda maior com a introdução das duas amostras.
As chamas se espalharam por quase todo o galpão.
Todos se protegeram se escondendo atrás de algumas pilastras e
máquinas, tentando "enganar" o fogo.
Taller foi diminuindo em chamas, gritando como um maníaco,
perdendo a voz a cada segundo, e só conseguiu dizer uma coisa:
- Nadem até a morte!
Ele se transformou em cinzas, onde Leon teve o prazer de pisar.
- Se esse cara era tão mal
quanto o irmão, eu não sei, mas que ele precisa disto - pisou - e!... - deu
novamente uma forte pisada - Disto!, precisa sim...
- Camarada... Acho que
mereço o seu perdão.
- Nunca imaginei que fosse
falar assim, Krauser.
- Por que não? Eu sou
inteligente, não sou igual a Taller, nem a Saddler. Eu peço o perdão antes da
morte.
- Perdão antes da morte...
Huum... Ótima metáfora. Mas não me convence.
- Chega de conversa. Temos
que ir. Buscar a Ashley e o Merchant. A gente prometeu.
Disse Ada.
- OK... Vamos.
- Vamos, camaradas...
Concordou os dois.
No caminho, Leon disse:
- Não entendi aquele papel
que estava no cofre com as injeções. Pra quê aquilo, se o único interessado
nisso era Taller?
- Metódico como ele era,
não seria possível deixar algo sem uma dica. Ele adora isso.
Respondeu Krauser. E corrigiu:
- Quer dizer, adorava.
- E também não entendi
porque aquelas amostras o mataram.
- Nem eu.
Disse Ada.
- Eu sim. Fui eu que pus
aquelas amostras lá.
- O que são?
- Experiências secretas da
Umbrella Corporation. O remédio para o T-Virus. Como ele não estava infectado
pelo T-Virus, mas sim a mutação da mutação de Las Plagas, aquilo caiu como uma
bomba no organismo dele.
- Mutação da mutação?
Perguntou Leon.
- Aham. A primeira mutação
é Las Plagas com a característica de reviver corpos e transformá-los não em
gente novamente, mas em zumbis, e que, por ser Plagas, mantém uma
característica, que é receber ordens de Taller.
- A segunda?
- É Las Plagas com essas
mesmas características do T-Virus. Menos receber ordens, no caso, de quem
Taller receberia?
- Huuuum... Mas as duas
eram antídotos?
- Mais ou menos. Uma para
destruir
- Isso é meio complicado,
mas e acho que entendi...
Eles chegaram ao poço onde estava Ashley.
CAPÍTULO 11 - ÚLTIMO CAPÍTULO
Lá encontraram Ashley e Merchant:
- Conversando muito?
Perguntou Leon.
- Leon!
Ashley abraçou o agente.
Ada disse:
- Não há tempo para
carinho. Vamos fugir logo dessa ilha. Ainda há alguns zumbis por aqui.
- Como sabe, hehehe?
Perguntou Merchant.
- Ali!
Muitos zumbis vinham em direção a eles.
Uns vinte.
- Melhor fugirmos logo, não
acham?
Perguntou Krauser.
- É melhor, mesmo...
Disse Leon. E completou:
- Vamos logo lá fora! O que
estão esperando?
- Para o helicópeto!
Ada falou.
- OK.
Concordou Krauser.
Não foi tão difícil matar os zumbis, já que eles mataram Taller
com um míssel tinham balas sobrando.
Poucas, mas o suficiente.
Chegando lá fora, o helicóptero havia sumido.
- E agora? E agora?
Perguntou Ashley.
- Nadem até a morte!
Disse Leon, batendo o pé no chão.
- Quê?
Foi a vez de Merchant falar.
- Taller disse antes de
morrer.
- Mas então nosso
helicóptero tem que estar em algum lugar!
Disse Ada.
- Serve ali?
Perguntou Krauser.
Ele apontou para um helicóptero destruído, de cabeça para baixo.
- Engraçadinho...
Ada disse.
- Como vamos sair daqui?
Merchant, me dê o GPS!
- Não tava ruim, hehehe?
- Me dê logo!
- OK, hehehe!
Merchant tirou da mochila um GPS.
Mostrou a Leon.
Não estava funcionando.
- Esse negócio não pode
estar assim tão ruim! Merchant, tem ferramentas?
- Achei uma chave de fenda
naquele poço, sabia que servia para algo, hehehe!
- Me dê!
- Não, não, hehehe!
- Tá bom... Quantas
pesetas?
- 5.000. Vai comprar?
- 5.000 pesetas por causa
de uma chave de fenda? Mas é muita cara-de-pau... Toma logo e pára de ser
mercenário!
- Hehehe, obrigado.
Leon pegou a chave de fenda e colocou nos parafusos do GPS,
abrindo-o.
- Aqui dentro há um chip.
Precisamos encontrar o chip certo para a minha agência nos localizar.
- Quer dizer que a gente
vai sair por aí procurando um negócio menor que uma tampa de caneta?
Perguntou Ada.
- É o jeito. Ou então se a
gente achasse um mapa. Algo do tipo.
- Outra busca... Antes era
por mim, agora pelo chip.
Desabafou Ashley.
- Vamos nos separar,
hehehe.
- Separar, não! Esse
negócio de separar nunca dá certo, Merchant!
Disse Leon.
- Tá chovendo... E aquela
cabana ali?
Perguntou Ashley, esticando o braço e a palma da mão e apontando
para a cabana onde Leon encontrou Merchant pela primeira vez.
- Vamos lá então.
Confirmou Leon.
Os cinco foram até a cabana.
A chuva começou a ficar forte.
Leon trancou a porta e subiu as escadas. Ao chegar lá encontrou o
andar cheio de zumbis.
- Zumbis de novo!
Ada subiu para ajudar Leon.
Merchant olhou pela janela, vinham mais zumbis.
- Ai, não... São muitos!
Ada e Leon ficaram em cima, e Merchant, Krauser e Ashley embaixo.
- É melhor você se
esconder, Ashley.
Disse Krauser.
- Se esconda no banheiro!
- Onde?
- Procure! Agora vou matar
esses zumbis.
Disse, pegando seu arco.
Ashley procurou o banheiro e se trancou lá.
Sentou no vaso sanitário com a tampa abaixada e ficou olhando uma
lixeira verde.
Leon e Ada atiravam sem parar e jogavam granadas.
"Tic, tic"
- Meus pentes, Leon,
acabaram!
Ela olhou para Leon, ao seu lado.
Um zumbi que estava perto a pegou de surpresa.
Leon deu um soco em sua cabeça e depois um chute.
- Segunda vez.
- Joga na cara, senhor
sabidão...
- Se não quiser, não te
salvo mais então!
Leon disse, atirando nos zumbis que escalavam pela parede.
- Como eles conseguem fazer
isso?
- O sangue seco nos dedos
faz com que eles subam sem escorregar, Ada, não sei...
Merchant atirava sem parar com a única arma com balas no momento -
o rifle.
Krauser atirava com seu arco, que não dava bons resultados.
Depois, os zumbis pararam de chegar.
Leon e Ada desceram as escadas.
- Vocês estão bem?
Perguntou Leon.
- Estamos. Só as nossas
armas que não estão nada bem. Sem balas...
- Temos o meu arco. E que
não é muito bom.
Disse Merchant, e em seguida, Krauser.
- Vamos falar com a Ashley
logo, antes que entre um zumbi no banheiro.
Disse Leon.
- Já entrou.
Disse Ada.
Lá dentro, um zumbi mastigava algo.
- O quê?
Ada cravou sua faca na cabeça do zumbi.
- Acho que devemos ir logo.
- Tem certeza que Ashley
está morta?
Algumas lágrimas saíram dos olhos de Leon.
- Difícil ela sair assim,
sem mais nem menos, Leon.
Disse Ada.
- Toda essa missão, pra
nada... Chego naquele lugar, mato ganados, mato zumbis, reis esquisitos... E
ela morre! Não pode ser! A vida não faria isso comigo!
- Melhor irmos. A situação
não é de brincadeira. Já estamos sem bala e procurar alguém que não vamos achar
não vai ser legal.
Disse Krauser.
- Então vamos...
Disse Leon, ainda um pouco inconformado.
A chuva havia parado.
Eles saíram e Krauser disse:
- E se nós nadássemos?
- Seria loucura. Nadaríamos
até morrer.
Disse Ada.
- Vamos fazer uma enquete,
hehehe. Quem prefere morrer na água levanta o braço esquerdo, e quem quer
morrer pelos zumbis, o braço direito.
- É, camarada... Acho que a
única coisa é a gente se separar. Antes dois viverem do que quatro morrerem. Em
duplas separadas temos mais chances de ter pelo menos um pra contar a história.
Disse Krauser.
- Eu prefiro nadar, hehehe.
Disse Merchant.
- Eu também. Então eu e
Merchant vamos pela água, vocês pela terra. Se a gente encontrar civilização,
voltamos para resgatar vocês. Lembrem-se, temos mais chances. Vocês aqui podem
morrer.
- Esperança é a última que
morre.
Disse Leon.
- Eu prefiro que eu morra
por último, Leon. Vamos, Merchant.
Os dois deixaram suas armas ali para os dois.
Tiraram suas roupas desnecessárias.
Krauser ficou só com sua calça e Merchant com sua roupa inteira,
menos a mochila.
- Tchau.
Disse Krauser.
A dupla nadava.
Leon e Ada viam os dois indo em direção a uma outra ilha, bem
longe. Muito longe.
De repente um bicho saiu de dentro da água e engoliu Merchant e
Krauser, numa só abocanhada.
Leon e Ada ficaram mudos, só olhando a cena.
O monstro fugiu.
- Melhor nem pensarmos em
ir pela água. Agora somos só nós dois.
- Leon!
Ashley chegou correndo, carregando algo.
- Ashley! Você tá viva! Que
bom!
Leon pensou em correr para abraçar Ashley, mas desistiu logo que
olhou para o semblante de Ada.
- Onde estão os outros?
- Quer mesmo saber?
Perguntou Leon.
- Melhor não... Encontrei
um chip pro seu GPS. Achei na lixeira verde do banheiro um mapa com a
localização dele e fui procurar logo. Melhor só eu morrer do que todos.
- Não era pra ter feito
isso! Não era!
Disse Ada.
- Mas já tô aqui com o
chip. Coloque logo no GPS pra agência te localizar, Leon!
- Verde... Cor da
esperança...
Disse Leon.
Leon colocou o chip certo dentro do GPS e ele apontou a
localização certa de onde estava.
No GPS havia um pontinho vermelho.
- Vamos até lá.
- O que pode ter, Leon?
- Algo importante, Ada.
No caminho, Ashley disse:
- Taller não é tão esperto.
Como pôde deixar isso em tão fácil alcance?
- Para alguém mais. Como
Krauser. Ele sabia de muita coisa, devia ser da "gangue" do Taller.
Depois ele pediu perdão... Mas teve seu castigo.
Arriscou Leon.
Eles acharam um baú nas encostas da ilha.
- É aqui, tá marcado no
GPS.
Abriram o baú. Lá dentro havia o aparelho com que Leon se
comunicava com Hunnigan.
Leon ligou para a agência. Hunnigan estava de plantão.
-
Hunnigan! Hunnigan!
-
Leon! Você está
vivo!
- Mande um helicóptero
logo! Mande já! Precisamos sair dessa ilha infestada de zumbis! Minhas balas
acabaram! Repito! Mande helicóptero, munição escassa! Tá chiando muito! Câmbio!
- OK.
- Corto e encerro!
Leon desligou e disse para as duas:
- Agora só resta esperar.
E esperaram muito.
Cerca de duas horas.
Ashley estava cochilando na areia da praia quando o comunicador de
Leon tocou.
Ele atendeu:
- Hunnigan, que demora! Se
um zumbi chega aqui, acaba com a gente! Estamos sem balas!
- Perdi o contato com o
helicóptero, já estou mandando outro.
Leon xingou um palavrão.
- E agora? Ficamos aqui
esperando?
- É o jeito... Desculpe.
- Tá bom... Encerro...
Leon contou a "novidade" às garotas.
Elas lamentaram muito.
Will N, piloto profissional de helicóptero.
- Onde estou? Hunnigan!
Ingrid Hunnigan!
Will tentou fazer contato, mas não conseguiu.
- Esses equipamentos...
Estão dando problema!
Rick N, co-piloto profissional de helicópetro.
- O que faremos agora,
irmão?
- Vigie com o binóculo. Eu
vou prestar atenção aqui.
- OK.
- Temos que achar logo a
filha do presidente, Ashley Graham, e o agente Leon Scott Kennedy. O pai da
garota acha que não é legal pra reputação dos EUA ela continuar desaparecida. E
se acharmos eles, nós receberemos uma promoção pra trabalharmos lá pra NASA!
Faremos treinamento pra sermos pilotos de naves!
Disse o piloto, sorrindo.
- Que bom... O problema é
ACHAR esse dois. Ou um... Não se sabe o que pode acontecer.
- Então... FARÍAMOS
treinamento para sermos pilotos de naves.
Depois de uns minutos:
- Aqui, aqui! Acho que
encontrei!
Rick e Will comemoraram.
- Vamos pousar?
- OK!
OK!
Leon disse:
- Ali há um helicóptero! Será
que nos viram?
- Aqui! Aqui!
Ashley pulou e gritou.
- Não adianta. Se eles não
viram, não é isso que os farão ver.
Disse Ada.
O helicóptero pousando fez com que houvesse muita areia voasse.
Os dois pilotos saíram.
- São três, Will?
- Não sei. Você é Ashley
Graham, certo?
Perguntou Rick.
- Sou. Vieram nos resgatar?
Perguntou ela. Era bom demais para ser verdade finalmente sair
daquele pesadelo.
- Claro! Eu sou Richard
O'Neal. E esse é meu irmão e piloto especial Willian O'Neal.
- Prazer.
Disse Leon.
E completou:
- Melhor irmos embora daqui
logo.
Os cinco entraram no helicóptero.
- Quem é você?
Perguntou Rick.
- Melhor não dizer. Era pra
eu estar presa.
- Caramba... E fala assim,
na lata?
- Ela é inocente.
Disse Leon.
- Tudo bem, mulher
inocente, fiquemos assim, então. Eu sou Rick N e você, a mulher inocente.
- O importante é que
estamos aqui. Indo para casa. E vamos ser felizes. Longe de zumbis, pelo
menos...
Disse Ashley.
- Prefiro a loucura da
cidade, do que esses mortos-vivos...
Suspirou Leon.
E ficou com um pensamento na cabeça:
"É... Um objetivo completo. A cidade é o que mais quero... Fiquei longe menos de 24 horas, mas quando a gente quase morre, a gente fica com mais saudade do que tínhamos do que de costume... E agora acho que vou tirar umas férias... Pensar mais na minha vida pessoal... Quem sabe, pegar o telefone da Hunnigan, conversar com a Ada, sair com a Ashley... O que tiver que ser, será."