CAPÍTULO 7


Agora a trama começa à se formar. Furacão, com a ajuda do seu melhor amigo, Beto, vai tentar desmoralizar o “certinho” Júnior para prejudicá-lo diante de Ana Clara. Helena ficou surpresa pois seu ex marido quer uma reconciliação, mas ela não quer. O pior de tudo, é que Guilherme, o ex dela, é amigo do poderoso Mauro Leão.

Guilherme (sentando-se): Cara, você ficou... muito rico.
Mauro (sentando-se): É... tive que articular minha ambição... meus desejos mais íntimos e botar para funcionar a minha inteligência... se não...
Guilherme (sorrindo): Seria um perdedor, como eu!
Mauro (sorrindo): Perdedor? Por quê?
Guilherme (parando de sorrir): Eu estava casado, mas ela descobriu que eu tinha uma amante... daí pediu separação e eu quero reconciliação!
Mauro (sério): Que pena... e me diz... quem é a sua mulher?
Guilherme (sério): Helena, Helena Mendonça... conhece?
Mauro (se levantando): Ela?!
Guilherme (sem entender): É...
Mauro (sorrindo): Tinha que ser... aquela sua ex mulher é uma víbora maldita que subiu do inferno só para me destruir!
Guilherme (sem entender): Como assim? Ela está aqui à pouco tempo e já arranjou confusão? E justo com você?
Mauro (sério): Essa sua mulher só que me destruir! Só!
Guilherme (sério): Tenho uma proposta. Sei que você tem poderes suficientes para comprar um juiz... quero a guarda da minha filha... assim, ela desmorona e fica fragilizada a fazer qualquer coisa. O que achas?

Mauro Leão parece ter arranjado um bom parceiro para praticar suas maldades. Ele ficará disposto à ajudar Guilherme? Enquanto isso, lá em cima, Angela e Maria conversavam. Angela estava muito mal.

Angela (falando muito baixo): Vou morrer...
Maria (sentada à beira da cama): Não! Eu conversei com o Padre Miguel e ele vem ver a senhora amanhã! Ele vai livrar a senhora deste malvado... Angela (lagrimando): Impossível... Mauro prometeu me dar um fim nesta noite...
Maria (desesperada): Senhora... eu vou ligar para a polícia!
Angela (chorando): Polícia? Todos eles são comprados...
Maria (lagrimando): O que eu vou fazer?!
Pobre Angela. Mauro prometeu dar um fim na esposa naquela noite. Maria já havia pedido ajuda ao Padre, mas ele somente iria na fazenda no dia seguinte. Na cidade, Isadora aplicava suas doses de veneno.

Helena (sentada no sofá): É mesmo?!
Isadora (séria): É... o Mauro não é uma pessoa ruim, o caso é a mulher dele... caprichosa... ama o dinheiro! Como ele a ama, faz o que ela manda...
Helena (boquiaberta): Sei...
Isadora (se levantando): Pois é, amiga...
Ana Clara (pensando): Que horror! Essa mulher é mais falsa que político em época de campanha... ela é tão artificial que parece suco enlatado!
Helena não estava muito confiante em Isadora, mas ficou com suas dúvidas. Ana Clara que não engoliu a vizinha. Isadora foi embora. Era onze e meia. A cidade estava sem ninguém nas ruas. A maioria dormia. Na fazenda dos Leão, Mauro entrava no quarto da esposa.

Mauro (trancando a porta): Sabe, em alguns países as vagabundas inválidas são mortas por um processo chamado... eutanásia, já ouviu falar?
Angela (se debatendo): Pelo amor de Deus!
Mauro (preparando a seringa): Não se preocupe meu bem, você não vai sofrer nada... simplesmente vai ficar sonolenta... e depois...
Angela (soluçando): Pelo amor de Deus, Mauro... não faça isso comigo...
Mauro (se aproximando): Não aturei sua traição... aquela denúncia foi o fim do nosso relacionamento e do saco que eu tinha para te aturar.

Neste momento, Mauro enfia a seringa no pescoço da mulher. Angela se debateu até a morte, que foi quase que instantânea. Dentro da seringa, veneno para rato e uma forte mistura de calmantes fazia o efeito nela. Em dez minutos, Angela Leão morria. De testemunha, somente Deus. Na manhã seguinte, na redação do jornal, Helena recebia a denúncia.

Padre Miguel (sentando-se): Minha filha, eu sei que você tem coragem o suficiente para enfrentar o manda-chuva da cidade...
Helena (preocupada): O que foi, padre?
Padre Miguel (sério): Ele quer matar a esposa...
Helena (surpresa): Matar? Por quê?
Padre Miguel (sério): Lembra do estupro? Ela quem denunciou...

Helena (se levantando): Vamos fazer o seguinte: eu vou pegar meu gravador, chamar o fotógrafo e vamos até a fazenda.

Padre Miguel fez certo: avisou Helena. Os dois estavam à caminho da fazenda, onde cruelmente Mauro admirava o corpo da mulher morta. Como o período de férias ainda não tinha terminado, Ana Clara estava de folga... e resolveu passear pela cidade, mas encontrou, infelizmente, Natasha.

Natasha (se aproximando): Quero falar contigo.

Ana Clara (séria): Fala. O que foi?
Natasha (colocando o dedo próximo ao rosto de Ana): Não vem querer usurpar o meu lugar por que eu vou lutar até o fim para ficar com o Furacão!
Ana Clara (sorrindo): Te toca, garota! Não vê que eu nunca me interessaria pelo seu namorado?! Fique com ele, pois eu não fico com ele nem se ele fosse de diamante.
Natasha (dando um tapa em Ana): Não seja cínica!
Ana Clara (puxando os cabelos de Natasha): Agora você vai aprender!

Brigas por causa de homem... que feio! A neurótica Natasha acha que Ana Clara está interessada no Furacão. Pelo contrário. Furacão está gostando de Ana Clara. As duas se engalfinharam no meio da rua armando o maior barraco. Na fazenda, Helena e Padre Miguel enfrentavam Mauro.

Mauro (com uma espingarda na mão): Daqui, vocês não passam. Eu sou capaz de aleijar cada um de vocês que tentar entrar na minha, minha fazenda.

Agora pegou! Mauro Leão ameaçou o padre e a jornalista de morte! Na cidade, Natasha continuava brigando com Ana Clara. Problemas à vista!





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